terça-feira, julho 23, 2013

RELACIONAMENTOS CONFEITADOS.


NO INÍCIO TODO REQUINTADO, MUITO BEM DECORADO EM SEUS MÍNIMOS DETALHES.
COM O PASSAR DO TEMPO VAI SE TORNANDO UM BOLO SIMPLES.
PORQUE ACHAMOS QUE OS DETALHES REQUINTADOS DA DECORAÇÃO JÁ NÃO FAZEM A MENOR DIFERENÇA.
MAIS TARDE, NEM NOS DAMOS CONTA QUE ESTAMOS DIVIDINDO AS MIGALHAS.
E QUANDO ESTAS ACABAREM.
FIM.
MÁRCIA KRAEMER.

“ACABOU-SE O QUE ERA DOCE QUEM COMEU ARREGALOU-SE...” (Noel Rosa)

sexta-feira, junho 28, 2013

QUEBRA-CABEÇA




..."E A ALMA TEM BEM MAIS TOQUES SUAVES DO QUE A DUREZA DA VIDA QUE RECEBEMOS DE FORMAS VARIADAS... DEPENDENDO DE ONDE PARTEM OS GOLPES OS HEMATOMAS MARCAM O CORPO E POR AQUI PERMANECEM... ATÉ VIRAREM PÓ”.
E NA VIDA ENCONTRAMOS INÚMEROS QUEBRA-CABEÇAS COM PEÇAS INCONTÁVEIS E INIMAGINÁVEIS.
E MUITAS DAS VEZES QUANDO ESTAMOS PRESTES
 A TERMINAR DE MONTAR UM DELES FICAMOS ALIVIADOS, EM OUTROS MOMENTOS ANSIOSOS, EM OUTROS AINDA DESILUDIDOS. CADA UM TRAZ EM SUAS PEÇAS UMA ENORME CHANCE DE APRENDIZADOS, EMOÇÕES E SENTIMENTOS.
AS PEÇAS VÃO SURGINDO, MESMO QUE DE MANEIRA BEM SUTIL, DISCRETAS E SILENCIOSAS.
O GRANDE DILEMA É QUE NA MAIORIA DAS VEZES NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA O CONFRONTO COM A PAISSAGEM QUE NELE IRÁ SURGIR.
MESMO ASSIM, NOS RESTARÁ A CERTEZA DE QUE POR VÁRIOS MOMENTOS A VIDA CUMPRIU SEU PAPEL AO NOS REVELAR AQUELES QUEBRA-CABEÇAS QUE NÃO VALERIAM O ESFORÇO E O TEMPO PARA SEREM MONTADOS.
O ESPELHO DA VIDA SE ENCARREGA SEMPRE DE NOS MOSTRAR A VERDADE MESMO QUANDO NÃO ESTAMOS DISPOSTOS A VER E ACEITAR O QUE NELE ESTÁ REFLETIDO.
A VIDA É SÁBIA E NOS ENSINA QUE O TAMANHO DAS NOSSAS DECEPÇÕES É EXATAMENTE NA MESMA PROPORÇÃO
DA CONFIANÇA E DO AMOR QUE DEPOSITAMOS EM NÓS MESMOS E NOS OUTROS.
QUANTO MAIOR A DECEPÇÃO
MAIOR SERÁ A CERTEZA QUE CONFIAMOS E AMAMOS
E SE NÃO FOMOS CORRESPONDIDOS A CONTENTO
É PORQUE PASSAMOS A VIDA
DANDO PÉROLAS AOS PORCOS
QUANTOS COLARES DE PÉROLAS VOCÊ JÁ OFERTOU AOS PORCOS? E QUANTOS JÁ LHE FORAM ROUBADOS?
PÉROLAS QUE ERAM SUAS, SÓ SUAS.
AS OFERTOU PORQUE CONFIOU E AMOU.
MAS, QUANDO OFERTAMOS COM CONFIANÇA E AMOR, ATÉ MESMO PARA OS PORCOS, NOS FAZ COMPREENDER O TAMANHO DA NOSSA DIGNIDADE.
PORQUE O MAIS LAMENTÁVEL É QUANDO SOMOS ROUBADOS.
QUANDO NOSSAS PÉROLAS SÃO ARRANCADAS DE NÓS. AÍ PERCEBEMOS O TAMANHO DA CRUELDADE HUMANA, PORQUE PORCOS NÃO ROUBAM PÉROLAS, POR NÃO SABEREM O VALOR CONTIDO EM CADA UMA DELAS.
ISTO É UM FATO E OCORRE EM TODAS AS ÁREAS DA NOSSA VIDA:
NA FAMÍLIA
ENTRE AMIGOS
ENTRE AMORES
NO TRABALHO
E AGORA CADÊ NOSSOS COLARES?
CADÊ NOSSAS PÉROLAS?
DESFILANDO POR AÍ EM PESCOÇOS INGRATOS
OU EM MÃOS SEM CORAÇÃO
ENTRE TANTOS QUESTIONAMENTOS E ATÉ COMPEENDERMOS A LIÇÃO DA VIDA NOS SENTIMOS
ROUBADOS
MACULADOS
NO MAIS PROFUNDO DO SER
NA ALMA
DILACERADA
TRISTE E SOLITÁRIA
COMO UMA OSTRA ESQUECIDA NO FUNDO DA IMENSIDÃO DO MAR, FECHADA E VAZIA, AGUARDA, EM UM ATO DE PROFUNDO SILÊNCIO E DESEJO, PELO MANTO DA MADREPÉROLA.

AUTORA: MARCIA KRAEMER

quarta-feira, junho 26, 2013

CHUTE NO TRASEIRO.

  



NADA COMO UM CHUTE NO TRASEIRO PARA NOS FAZER DESPERTAR. ACORDAR PARA A VIDA. ALIÁS, A VIDA É ESPECIALISTA EM CHUTAR OS TRASEIROS ACOMODADOS EM SEUS PRÓPRIOS FUNDILHOS.
E QUEM JÁ NÃO LEVOU O SEU?
SE VOCÊ AINDA NÃO LEVOU, PREPARE-SE, PRINCIPALMENTE SE VOCÊ ESTIVER DISTRAÍDO EM SEUS PENSAMENTOS, DESPERCEBIDO DA SITUAÇÃO ACOMODADA EM QUE SE ENCONTRA, OU QUEM SABE SE ACHANDO O TODO PODEROSO, LOGO ELE VIRÁ. DA ONDE VOCÊ MENOS ESPERA E DE QUEM VOCÊ NEM IMAGINA. PORQUE SE VOCÊ NÃO TOMAR UMA ATITUDE A SEU FAVOR A VIDA SE ENCARREGARÁ DE ESCOLHER O PÉ PELO QUAL VOCÊ SERÁ CHUTADO SEM DÓ NEM PIEDADE. AFINAL, CHEGA UMA HORA QUE AS PUXADINHAS DE ORELHA NÃO ADIANTARÃO MAIS.
AH, MAS COMO É BOM, DEVERÍAMOS LEVAR CHUTES NO TRASEIRO TODOS OS DIAS, PARA AMADURECER, MUDAR DE ATITUDES, TRANSFORMAR A ROTINA EM ALGO PRAZEROSO E PRODUTIVO PARA ENFIM LEVANTAR-SE DA SITUAÇÃO DE VÍTIMAS SEJA LÁ DA PRÓPRIA IGNORÂNCIA, DO PRÓPRIO ORGULHO, DA PRÓPRIA PREGUIÇA E PRINCIPALMENTE DA MANIA DE COLOCAR SEMPRE A CULPA NOS OUTROS.
O POVO BRASILEIRO COM SEUS FUNDILHOS RASGADOS POR TANTOS CHUTES NO TRASEIRO, DESPERTOU, LEVANTOU O PÉ PARA CHUTAR OS TRASEIROS DA INJUSTIÇA, DA CORRUPÇÃO, DA VIOLÊNCIA E DO DESCASO.
MAS DE NADA ADIANTARÁ SAIR POR AÍ CHUTANDO OS TRASEIROS APENAS PARA SATISFAZER SEU PRÓPRIO EGO, SEM COMPROMISSO, SEM RESPONSABILIDADE, SEM COERÊNCIA E BOM SENSO.
O CHUTE NO TRASEIRO SURTIRÁ O EFEITO DESEJADO SE NA PONTA DO PÉ ESTIVER A DIGNIDADE IMPULSIONADA PELA FORÇA DO CARÁTER. FORA ISSO, NO FINAL DAS CONTAS ALÉM DE FUNDILHOS RASGADOS RESTARÁ MUITOS PÉS QUEBRADOS NAS FILAS DA VIDA ESPERANDO PELO GESSO QUE, SEQUER SABEMOS SE UM DIA CHEGARÁ.
AUTORA: MARCIA KRAEMER.

quinta-feira, junho 20, 2013

SER SOCIAL.







O que é ser um ser social?
É oferecer o dia inteiro um sorriso para pessoas que você precisa conquistar para agregar a sua clientela?
É estar em um ônibus lotado e fazer de conta que não viu a senhora idosa de pé, pois você trabalhou o dia inteiro, pagou a passagem, enquanto que os idosos fazem turismo pela cidade?
É criar atritos com os colegas de trabalho para mostrar sua competência?
É julgar pela aparência?
É estar sendo filmado por toda parte, nas lojas, bancos, supermercados, na rua?
É ter direito a saúde, garantida por lei e morrer na fila de espera por atendimento?
É olhar como algo comum, até normal, um ser social revirando o lixo a procura de alimento?
O mundo tornou-se o que poderíamos chamar de macro jaula, que abriga estes seres sociais que habitam em sua maioria em micro jaulas. Sim, somos seres sociais, precisamos nos proteger uns dos outros. Inclusive, são inúmeros os modelos de micro jaulas. Podemos observá-las, nas janelas das casas, nos muros, nos carros, em qualquer lugar, principalmente nos bolsos interiores dos seres sociais, que permite a construção de uma escala de valores e importância em relação aos outros. Estamos a todo o momento sendo medidos com a mesma escala com que medimos. Isto porque nossas atitudes demonstram aos outro até que ponto poderão aproximar-se. Sendo que cada um determina o seu próprio limite, apesar de nem sempre respeita-lo, e quando isto ocorre automaticamente o limite do outro é invadido. Com isto, constatamos que, um ser só poderá ser social se conseguir socializar-se com seus próprios limites, isto é, consigo mesmo. Parte do “eu”, determinar e equilibrar a interação social. O maior erro que acomete os seres sociais é a certeza de que a maior falha sempre está no outro. É como aquela velha e sempre atual narrativa bíblica de Adão e Eva. Estamos sempre a caça do culpado, neste caso, Eva culpou a serpente, que por sua vez culpou Adão que sem mais alternativas culpou a Deus por ter feito a mulher. Outro personagem bíblico que leva a culpa pelas atrocidades cometidas entre os seres sociais é o demônio, também chamado de coisa ruim, encardido, capeta. O que não falta é opção no momento de apontar os culpados por tanta injustiça, temos os políticos corruptos, os policiais bandidos, os traficantes, os negligentes, os vagabundos, os espertinhos, os assaltantes, os pedófilos, enfim, assumir o próprio erro por aqui é um fato raro. E assim, vamos levando a vida, nos socializando, nos conformando, denunciando, reclamando, criticando, raramente, muito raramente mudando, a não ser de partido político, de emprego, de namorado (a), de carro, mas a postura continua a mesma, o hábito de socializar-se teoricamente, apenas com palavras pouco edificantes está longe da verdadeira prática que seres sociais que dividem o mesmo espaço, pelo qual entraram ao nascer e o deixarão ao morrer deveriam exercer.
Não pense o prezado leitor e a prezada leitora, que com este texto e no atual contexto pretendo aqui demonstrar qualquer tipo de descrença nos seres sociais, ao qual graças a Deus, fizemos parte. Pelo contrário, acredito que podemos ser melhores e criar oportunidades para que as mudanças ocorram antes que seja tarde demais, acredito ainda que o tempo é agora e que a hora é esta e que as grandes mudanças começam pelas pequenas atitudes. Cada um é capaz de fazer a diferença, porque ser social é uma questão de atitude!

Autora: Marcia Kraemer

segunda-feira, junho 17, 2013

DEVANEIO....




CUIDADO COM O FASCÍNIO DOS OLHOS...


ELES ENSURDECEM A ALMA E O CORAÇÃO NÃO TEM OLHO MÁGICO.
Márcia kraemer.

quarta-feira, junho 12, 2013

PAR PERFEITO!?


Há quem afirme que não existe com a justificativa de condenar-se assim, a viver eternamente fingindo que está tudo perfeito. Quem está feliz e satisfeito com o seu par diria que está vivendo um relacionamento perfeito. Mas aí é que surge a pergunta: Quem está feliz e satisfeito?
A maior parte do tempo é preenchida com reclamações, cobranças, monólogos intermináveis dentro de uma relação que deveria ser a dois, mas às vezes é dividida por três, quatro, ou fica apenas nas mãos de um, que precisa amar pelos dois, como se isso fosse possível.
 Quem não está feliz e satisfeito consigo mesmo, dificilmente encontrará em outra pessoa ou em algo, a satisfação e a felicidade que busca. Sem o auto conhecimento torna-se impossível qualquer tipo de busca a não ser a busca por si mesmo. 
A maioria dos relacionamentos termina não por falta de amor, mas por falta de maturidade e responsabilidade com os próprios sentimentos. O ser humano não se constrói sozinho, mas precisa saber conviver consigo mesmo para poder partilhar suas vivencias com os outros. A formação de pares perfeitos abre um leque de possibilidades de relacionamentos pessoais, profissionais, familiares e sociais, o que precisa ficar claro em toda esta dinâmica de relacionamentos é sem dúvida os questionamentos pessoais: “quem sou o que quero e onde pretendo chegar”. São as perguntas mais difíceis de responder. Ninguém chegou aqui com um manual de instruções preso ao cordão umbilical. Pouco se sabe de si, menos ainda do outro, julga-se saber, conhecer o outro como a palma da mão. Então eu desafio você a pegar agora uma folha de papel e desenhar a palma de sua mão... Mas espera, quantas vezes você já parou para observar a palma de sua mão? Você precisará ainda escolher qual irá desenhar se a direita ou a esquerda, caso não tenha percebido elas são diferentes, mas são suas, e são únicas, fazem parte do seu corpo, que talvez você ainda não conheça e não conhecendo o que vê todos os dias, como conhecer então o que não vê? Como formar um par perfeito com o desconhecido que está dentro de você?
Muitas são as teorias dos inúmeros estudos realizados em torno do ser humano. Poucas são as suas descobertas individuais sobre si mesmo, o que é o que quer e onde pretende chegar. Dos estudos coletivos referente ao comportamento humano consegue-se criar conceitos baseados em observações e conclusões científicas que identificam as mais variadas formas de caráter e personalidade para justificar atitudes e reações frente aos desafios da vida. Sabe-se que cada ser é único. E esta unidade lhe confere atitudes e reações próprias, singulares e individuais. Cabe então a cada ser criar sua forma própria de observação de seus próprios atos, sentimentos e emoções. Prestar atenção em si mesmo é o melhor favor que se faz ao mundo e para o mundo. O universo interior tem mais a revelar do que se pode imaginar. Este universo subjetivo transcende qualquer teoria em busca de um conceito que jamais será único para definir a raça humana.
Você poderá formar um par perfeito apenas com você mesmo, se conseguir esta combinação do eu exterior com o eu interior alcançará um equilíbrio tridimensional com a junção do corpo com a alma e o espírito. O corpo é a parte mais adorada e idolatrada, quando deveria apenas ser cuidado como parte integrante da alma e do espírito. O materialismo ao contrário da espiritualidade proporciona um prazer temporário de fora para dentro resultando de dentro para fora um vazio e uma insatisfação que levam sempre a busca por ele, pois o materialismo é insaciável dentro dele mesmo desencadeando o fanatismo pelo corpo perfeito, o salário perfeito, o carro perfeito, a casa perfeita, o par perfeito, tudo para suprir as exigências do próprio ego.
A afirmação “ninguém é perfeito” é a mais pura e traiçoeira das mentiras materialistas do conformismo, pois nega o crescimento interior, poda as tentativas de se chegar à perfeição. Podemos ainda não ter atingido um alto grau de perfeição, mas somos perfeitos quando nos dispomos a colocar-se neste caminho de busca e assumirmos nossas perfeições acreditando que as imperfeições estão para nosso crescimento assim como estamos para nossa perfeição.
Portanto, par perfeito foi aquele que se uniu para eu e você nascermos.
Par perfeito não se mede pelo tempo que permanecerão juntos, mas pelo sentimento que os une por um certo tempo.
A eternidade é o tempo de duração além do que já foi vivido. Hoje vivo o que eternizei no que já vivi se não eternizei não sobrevive.
Par perfeito: eu e você!
Eu que, não apenas escrevo este texto, mas o eternizo em minha alma no intuito de que essas reflexões me coloquem de volta dentro de mim.
E a você que as leu, desejo o mesmo.
Por: Márcia Kraemer

sábado, junho 01, 2013

SAUDADE POÉTICA...


S I L E N C I O S A.

SAUDADE... QUE ESPERA... QUE INDAGA...
SAUDADE QUE ATRAI... QUE FICA... INSITE...
SAUDADE... QUE PULSA... QUE DÓI...

SAUDADE QUE AFLIGE...
 QUE SONHA...
QUE DESEJA...
S A U D A D E...
COMPANHEIRA DAS LEMBRANÇAS...
AMIGA DA ESPERANÇA...

SAUDADE... REFLETIDA NO ESPELHO DA VIDA...
VAGANDO PERDIDA...

S A U D A D E... TEIMOSA...

SAUDADE... LOUCA...

S A U D A D E... BIZARRA...

SAUDADE... EXAUSTA...
 ADORMECE NA RELVA DA AUSÊNCIA...
REPOUSA... MEDITA E PENSA...

COMO PODE ALGUÉM SENTIR SAUDADES DO QUE NÃO É SEU?
SENTIR SAUDADES DE UM SONHO QUE SEQUER VIVEU?
SAUDADE... QUE CHORA...
QUANTAS LEMBRANÇAS CABEM DENTRO DE UMA LÁGRIMA?
LOUCA EU... PRETENSIOSA... INGÊNUA POETISA...
ACHANDO-SE CAPAZ DE DESACORRENTAR O AMOR POÉTICO DAS POESIAS PARA VIVÊ-LO FORA DE SEUS DEVANEIOS...
DENTRO DOS SEUS TRISTES DIAS...
PRECISO DA SENSIBILIDADE E DA OUSADIA DOS POETAS PARA EXTRAIR DAS MINHAS SAUDADES E DAS MINHAS LEMBRANÇAS A ESSÊNCIA DA COERÊNCIA PARA ACEITAR AS MUTAÇÕES DA DINÂMICA DA VIDA, ONDE HOJE TEMOS, AMANHÃ NÃO MAIS, HOJE SOMOS AMANHÃ NÃO SABEMOS...
E ENFIM COMPREENDER QUE A TODOS OS POETAS FOI CONCEDIDO O DOM DE DESCREVÊ-LO APENAS...
E A NINGUÉM FOI DADO A DÁDIVA DE LIBERTA-LO DOS VERSOS, ONDE PERMANECE INTACTO, SERENO, DESEJADO, PROFUNDO E INTOCÁVEL PARA SEMPRE...

AUTORA:MÁRCIA KRAEMER.

quarta-feira, maio 29, 2013

CAIXINHA DE SURPRESAS.


É a vida é assim. Uma caixinha cheia de surpresas.
Basta ter coragem para abri-la e ver se o que está lá dentro não é exatamente o que você sempre sonhou.
Mas, preste atenção. Pegue a surpresa certa.
 É, bem aquela que você por muito tempo ficou só olhando, desejando, sonhando, com medo de por a mão e deixa-la cair, preferiu que ficasse guardada.
Mas guardada não viveu, não aconteceu, não experimentou.
Quantas surpresas estão ainda guardadas em um canto da caixinha!?
E o que será que teria acontecido se a trouxéssemos para fora, para a vida?
Ela está lá, e vai esperar, até quando?
Bom, responda você, afinal a caixinha é sua, a decisão é sua, a escolha é única e exclusivamente sua.
Isso causa medo.
Claro que sim. Porque se fosse outro a mexer na sua caixa, e pegasse aquela surpresa que você até hoje não teve coragem de pegar, e fizesse acontecer, ora, você teria a quem culpar ou a quem agradecer?  

Só que não é assim que funciona. E ainda bem que não é.
Às vezes a gente dá uma espiadela na caixa dos outros, e logo pensa: Poxa, esta pessoa tem tudo para se feliz, e porque não é? Nossa, se eu tivesse a metade do que ela tem já me contentaria.
 O que diria ela se espiasse a sua? Será que não diria o mesmo?
Por falar em espiar, há quem passe grande parte da vida assim, espiando a dos outros e esquecendo-se de viver a própria. É triste e sem graça, mas é mais cômodo.
E quando abrimos uma caixinha e logo percebemos que não era o que esperávamos. E agora? Deixa pra lá.
Mas a gente não deixa pra lá, assim tão fácil. E acaba insistindo em algo que nem sabemos por que foi parar ali.
Ah, e quando puxamos a fita para abrir o laço sem perceber que pegamos a ponta errada e dá aquele nó, difícil de desmanchar... Dá uma vontade de deixar pra lá.
Mas quem deixa?
Queremos saber o que é primeiro. Como se fosse assim tão fácil saber o que são realmente e o que pretendem.
É, esta tal caixinha de surpresas não é nada fácil.
Mas já que a temos, vamos abrindo cada surpresa para ver o que nos espera, mesmo que não seja aquilo que nós esperamos.
Afinal, é melhor abrir do que nunca saber o que sempre esteve guardado para você.

Márcia kraemer.

segunda-feira, maio 27, 2013

CICATRIZES.





Quem não tem pelo menos uma?
Cicatrizes são marcas registradas no corpo. Há quem diga que a alma e o coração também as têm.
As do corpo não nos deixam esquecer o dia em que por lá apareceram, no primeiro tombo de bicicleta, na primeira topada, na primeira cabeçada, e assim por diante.
Mas, nesta hora ainda não eram cicatrizes, eram ferimentos, e doíam muito, na maioria das vezes nos fizeram chorar. A cicatriz não dói, ela é o sinal que a ferida está curada. Se estiver curada é porque já passou. E se passou ficou apenas a marca de um momento que jamais será esquecido.
Olhando para as cicatrizes nesta ótica, podemos entender que elas não são tão ruins assim. São?
Foram momentos vividos com intensidade.
E porque ainda temos tanto medo de nos machucarmos?
Temos medo da dor.
Temos medo de feridas abertas.
E, poxa vida, depois que tudo passa, temos vergonha de nossas cicatrizes?
Tentamos sempre disfarça-las de alguma forma. Será que é para esconder a dor que nem dói mais?

Ou é pura vaidade?


Márcia Kraemer.

terça-feira, maio 21, 2013

APENAS UM GOMO.






Perguntei a um sábio quantas laranjas deveria dar a quem me negou um gomo.

Ele me respondeu: 
- Nenhuma.
-Como assim, nenhuma?
-Dê apenas as sementes e escreva em cada uma delas “plante-me”.
Pois quem te negou um gomo, nunca plantou um pé de laranja.(Poetisamar)
Márcia Kraemer.

sexta-feira, maio 17, 2013

SER POETA




Desvendando algumas características deste ser, que dá vida às palavras, aos sonhos e anseios enrustidos na essência da alma, por detrás das cascas dos medos, incertezas e inseguranças, suavemente rasgadas pelos versos de esperança, pelas rimas da existência, e pelo suave prazer da leitura que convida a uma desconexão do mundo irreal (este), para o mundo real (interior), em um breve encontro consigo mesmo com seus sentimentos e emoções, lágrimas e sorrisos, descobre-se o âmago do próprio ser na profundidade e na intensidade das palavras escritas pelas mãos mágicas do poeta que brinca de ciranda com as letras e pula corda com os versos.
Poeta é assim vê vida aonde aparentemente não tem, vê amor aonde aparentemente não existe, vê caminhos em meio a pedras e espinhos. O poeta arranca o véu da aparência trazendo à luz as verdades mais veladas e temidas, mais covardes e desafiantes para o intelecto dos inertes e a certeza de que o amor existe para quem nele crê, com ele vive e por ele se doa nas entrelinhas da vida, onde está escrito que só se ferem os que a ele não se entregam, só se decepcionam os que ele idealizam, e só morrem os que dele se desviam.
 Na leitura poética do mundo dos relacionamentos, amor e amizade são sentimentos intimamente e inseparavelmente ligados. Sendo que não existirá amor sem amizade como também não existirá amizade sem amor. A dinâmica entre ambos pode ser comparada a semente e o barro, que juntos brotam, juntos florescem, juntos saciam, juntos oferecem seus frutos. A semente sem o barro é apenas uma semente, o barro sem a semente é apenas um punhado de barro. O amor não surge sem o amparo da amizade e a amizade não dura sem o amparo do amor. Portanto, o ser poeta está muito além de escrever palavras bonitas, ser poeta antes de tudo é ser protagonista do amor e da amizade.
O poeta elege como fonte sua própria alma, fragmentada em seus poemas, versos e canções. E se vem da alma para ela retorna com maior intensidade, libertando-a, pois, o poeta é distribuidor das preciosidades reservadas em seus constantes mergulhos nas profundezas do oceano da reflexão para assim transformá-las em ação libertadora, mesmo que nem sempre tenha vivenciado aquilo que escreve, mas, sempre escreve aquilo que sente. E são vários os sentimentos que levam o poeta a compor e estes sim são experimentados em sua totalidade.
Na concepção poética não existe meio termo, existe busca para encontrar um sentido completo ao desenvolver seus pensamentos, existe busca pela palavra exata que transpareça a razão de ser dos seus escritos dentro de um contexto lirístico complexo que proporcione ao leitor, no ato da leitura, a partilha e a experimentação dos sentimentos contidos nas palavras. Mesmo que não deixe transparecer o poeta está sempre atento a tudo e a todos, são fatos, movimentos, palavras, paisagens, a madrugada, uma simples folha seca jogada ao chão. Nada, nada escapa a sua capacidade coletora e inovadora de idéias, capaz de transformar o que já é belo em algo fascinante e o insignificante no que há de mais belo.
Congênito por natureza, artista por excelência, com um forte e aguçado magnetismo literário, fomenta em cada verso um trepidar de emoções que exaltam o amor e a amizade na plenitude da vida! Autora: Márcia Kraemer

terça-feira, maio 14, 2013

DIMENSÃO DAS PALAVRAS



Depende mais de quem as ouve?
Ou de quem as pronuncia?
Se fala pensando no dane-se de como irão entendê-la, é melhor que não fale.
Se ouvir pensando em julga-las é melhor que não ouça.
As palavras não são assim tão simples.
Poderiam até ser, se entre quem as ouve e quem as fala houvesse a mesma sintonia.
Mas, mais do que sintonia, o que predomina entre o ouvir e o falar são os conceitos e os preconceitos na boca de quem as pronunciam e nos ouvidos de quem as ouvem.
Neste caso, entre a dimensão e a complexidade das palavras, prefiro mergulhar na profundidade do silêncio.
Dizem que um olhar, um gesto, são maiores que mil palavras.
Um olhar sincero é muito maior que uma palavra que fere, mas não maior que a palavra que consola.
Um gesto de carinho é maior que uma palavra que acusa, mas não maior que uma palavra que cura.
Percebem a dimensão e a complexidade?
Que tal um mergulho nas águas do silêncio?
Porque águas do silêncio?
Porque o silêncio sempre leva as lágrimas.
Porque no silêncio entramos em contato com a alma e dela sim ouvimos a dimensão exata que consola e cura o estrago que as palavras ditas e ouvidas fazem em nossos sentimentos, em nossas emoções, em nossos sonhos, em nossa vida.
 Mais do que em gestos ou olhares o silêncio as contem em sua dimensão exata.
Nas palavras estão as promessas não cumpridas, os sonhos não realizados, os desejos não vividos, os sentimentos esquecidos e os amores perdidos.
Prefiro ainda o silêncio, tão raro, tão curto, tão intenso.
Marcia kraemer