quarta-feira, junho 12, 2013

PAR PERFEITO!?


Há quem afirme que não existe com a justificativa de condenar-se assim, a viver eternamente fingindo que está tudo perfeito. Quem está feliz e satisfeito com o seu par diria que está vivendo um relacionamento perfeito. Mas aí é que surge a pergunta: Quem está feliz e satisfeito?
A maior parte do tempo é preenchida com reclamações, cobranças, monólogos intermináveis dentro de uma relação que deveria ser a dois, mas às vezes é dividida por três, quatro, ou fica apenas nas mãos de um, que precisa amar pelos dois, como se isso fosse possível.
 Quem não está feliz e satisfeito consigo mesmo, dificilmente encontrará em outra pessoa ou em algo, a satisfação e a felicidade que busca. Sem o auto conhecimento torna-se impossível qualquer tipo de busca a não ser a busca por si mesmo. 
A maioria dos relacionamentos termina não por falta de amor, mas por falta de maturidade e responsabilidade com os próprios sentimentos. O ser humano não se constrói sozinho, mas precisa saber conviver consigo mesmo para poder partilhar suas vivencias com os outros. A formação de pares perfeitos abre um leque de possibilidades de relacionamentos pessoais, profissionais, familiares e sociais, o que precisa ficar claro em toda esta dinâmica de relacionamentos é sem dúvida os questionamentos pessoais: “quem sou o que quero e onde pretendo chegar”. São as perguntas mais difíceis de responder. Ninguém chegou aqui com um manual de instruções preso ao cordão umbilical. Pouco se sabe de si, menos ainda do outro, julga-se saber, conhecer o outro como a palma da mão. Então eu desafio você a pegar agora uma folha de papel e desenhar a palma de sua mão... Mas espera, quantas vezes você já parou para observar a palma de sua mão? Você precisará ainda escolher qual irá desenhar se a direita ou a esquerda, caso não tenha percebido elas são diferentes, mas são suas, e são únicas, fazem parte do seu corpo, que talvez você ainda não conheça e não conhecendo o que vê todos os dias, como conhecer então o que não vê? Como formar um par perfeito com o desconhecido que está dentro de você?
Muitas são as teorias dos inúmeros estudos realizados em torno do ser humano. Poucas são as suas descobertas individuais sobre si mesmo, o que é o que quer e onde pretende chegar. Dos estudos coletivos referente ao comportamento humano consegue-se criar conceitos baseados em observações e conclusões científicas que identificam as mais variadas formas de caráter e personalidade para justificar atitudes e reações frente aos desafios da vida. Sabe-se que cada ser é único. E esta unidade lhe confere atitudes e reações próprias, singulares e individuais. Cabe então a cada ser criar sua forma própria de observação de seus próprios atos, sentimentos e emoções. Prestar atenção em si mesmo é o melhor favor que se faz ao mundo e para o mundo. O universo interior tem mais a revelar do que se pode imaginar. Este universo subjetivo transcende qualquer teoria em busca de um conceito que jamais será único para definir a raça humana.
Você poderá formar um par perfeito apenas com você mesmo, se conseguir esta combinação do eu exterior com o eu interior alcançará um equilíbrio tridimensional com a junção do corpo com a alma e o espírito. O corpo é a parte mais adorada e idolatrada, quando deveria apenas ser cuidado como parte integrante da alma e do espírito. O materialismo ao contrário da espiritualidade proporciona um prazer temporário de fora para dentro resultando de dentro para fora um vazio e uma insatisfação que levam sempre a busca por ele, pois o materialismo é insaciável dentro dele mesmo desencadeando o fanatismo pelo corpo perfeito, o salário perfeito, o carro perfeito, a casa perfeita, o par perfeito, tudo para suprir as exigências do próprio ego.
A afirmação “ninguém é perfeito” é a mais pura e traiçoeira das mentiras materialistas do conformismo, pois nega o crescimento interior, poda as tentativas de se chegar à perfeição. Podemos ainda não ter atingido um alto grau de perfeição, mas somos perfeitos quando nos dispomos a colocar-se neste caminho de busca e assumirmos nossas perfeições acreditando que as imperfeições estão para nosso crescimento assim como estamos para nossa perfeição.
Portanto, par perfeito foi aquele que se uniu para eu e você nascermos.
Par perfeito não se mede pelo tempo que permanecerão juntos, mas pelo sentimento que os une por um certo tempo.
A eternidade é o tempo de duração além do que já foi vivido. Hoje vivo o que eternizei no que já vivi se não eternizei não sobrevive.
Par perfeito: eu e você!
Eu que, não apenas escrevo este texto, mas o eternizo em minha alma no intuito de que essas reflexões me coloquem de volta dentro de mim.
E a você que as leu, desejo o mesmo.
Por: Márcia Kraemer

sábado, junho 01, 2013

SAUDADE POÉTICA...


S I L E N C I O S A.

SAUDADE... QUE ESPERA... QUE INDAGA...
SAUDADE QUE ATRAI... QUE FICA... INSITE...
SAUDADE... QUE PULSA... QUE DÓI...

SAUDADE QUE AFLIGE...
 QUE SONHA...
QUE DESEJA...
S A U D A D E...
COMPANHEIRA DAS LEMBRANÇAS...
AMIGA DA ESPERANÇA...

SAUDADE... REFLETIDA NO ESPELHO DA VIDA...
VAGANDO PERDIDA...

S A U D A D E... TEIMOSA...

SAUDADE... LOUCA...

S A U D A D E... BIZARRA...

SAUDADE... EXAUSTA...
 ADORMECE NA RELVA DA AUSÊNCIA...
REPOUSA... MEDITA E PENSA...

COMO PODE ALGUÉM SENTIR SAUDADES DO QUE NÃO É SEU?
SENTIR SAUDADES DE UM SONHO QUE SEQUER VIVEU?
SAUDADE... QUE CHORA...
QUANTAS LEMBRANÇAS CABEM DENTRO DE UMA LÁGRIMA?
LOUCA EU... PRETENSIOSA... INGÊNUA POETISA...
ACHANDO-SE CAPAZ DE DESACORRENTAR O AMOR POÉTICO DAS POESIAS PARA VIVÊ-LO FORA DE SEUS DEVANEIOS...
DENTRO DOS SEUS TRISTES DIAS...
PRECISO DA SENSIBILIDADE E DA OUSADIA DOS POETAS PARA EXTRAIR DAS MINHAS SAUDADES E DAS MINHAS LEMBRANÇAS A ESSÊNCIA DA COERÊNCIA PARA ACEITAR AS MUTAÇÕES DA DINÂMICA DA VIDA, ONDE HOJE TEMOS, AMANHÃ NÃO MAIS, HOJE SOMOS AMANHÃ NÃO SABEMOS...
E ENFIM COMPREENDER QUE A TODOS OS POETAS FOI CONCEDIDO O DOM DE DESCREVÊ-LO APENAS...
E A NINGUÉM FOI DADO A DÁDIVA DE LIBERTA-LO DOS VERSOS, ONDE PERMANECE INTACTO, SERENO, DESEJADO, PROFUNDO E INTOCÁVEL PARA SEMPRE...

AUTORA:MÁRCIA KRAEMER.

quarta-feira, maio 29, 2013

CAIXINHA DE SURPRESAS.


É a vida é assim. Uma caixinha cheia de surpresas.
Basta ter coragem para abri-la e ver se o que está lá dentro não é exatamente o que você sempre sonhou.
Mas, preste atenção. Pegue a surpresa certa.
 É, bem aquela que você por muito tempo ficou só olhando, desejando, sonhando, com medo de por a mão e deixa-la cair, preferiu que ficasse guardada.
Mas guardada não viveu, não aconteceu, não experimentou.
Quantas surpresas estão ainda guardadas em um canto da caixinha!?
E o que será que teria acontecido se a trouxéssemos para fora, para a vida?
Ela está lá, e vai esperar, até quando?
Bom, responda você, afinal a caixinha é sua, a decisão é sua, a escolha é única e exclusivamente sua.
Isso causa medo.
Claro que sim. Porque se fosse outro a mexer na sua caixa, e pegasse aquela surpresa que você até hoje não teve coragem de pegar, e fizesse acontecer, ora, você teria a quem culpar ou a quem agradecer?  

Só que não é assim que funciona. E ainda bem que não é.
Às vezes a gente dá uma espiadela na caixa dos outros, e logo pensa: Poxa, esta pessoa tem tudo para se feliz, e porque não é? Nossa, se eu tivesse a metade do que ela tem já me contentaria.
 O que diria ela se espiasse a sua? Será que não diria o mesmo?
Por falar em espiar, há quem passe grande parte da vida assim, espiando a dos outros e esquecendo-se de viver a própria. É triste e sem graça, mas é mais cômodo.
E quando abrimos uma caixinha e logo percebemos que não era o que esperávamos. E agora? Deixa pra lá.
Mas a gente não deixa pra lá, assim tão fácil. E acaba insistindo em algo que nem sabemos por que foi parar ali.
Ah, e quando puxamos a fita para abrir o laço sem perceber que pegamos a ponta errada e dá aquele nó, difícil de desmanchar... Dá uma vontade de deixar pra lá.
Mas quem deixa?
Queremos saber o que é primeiro. Como se fosse assim tão fácil saber o que são realmente e o que pretendem.
É, esta tal caixinha de surpresas não é nada fácil.
Mas já que a temos, vamos abrindo cada surpresa para ver o que nos espera, mesmo que não seja aquilo que nós esperamos.
Afinal, é melhor abrir do que nunca saber o que sempre esteve guardado para você.

Márcia kraemer.

segunda-feira, maio 27, 2013

CICATRIZES.





Quem não tem pelo menos uma?
Cicatrizes são marcas registradas no corpo. Há quem diga que a alma e o coração também as têm.
As do corpo não nos deixam esquecer o dia em que por lá apareceram, no primeiro tombo de bicicleta, na primeira topada, na primeira cabeçada, e assim por diante.
Mas, nesta hora ainda não eram cicatrizes, eram ferimentos, e doíam muito, na maioria das vezes nos fizeram chorar. A cicatriz não dói, ela é o sinal que a ferida está curada. Se estiver curada é porque já passou. E se passou ficou apenas a marca de um momento que jamais será esquecido.
Olhando para as cicatrizes nesta ótica, podemos entender que elas não são tão ruins assim. São?
Foram momentos vividos com intensidade.
E porque ainda temos tanto medo de nos machucarmos?
Temos medo da dor.
Temos medo de feridas abertas.
E, poxa vida, depois que tudo passa, temos vergonha de nossas cicatrizes?
Tentamos sempre disfarça-las de alguma forma. Será que é para esconder a dor que nem dói mais?

Ou é pura vaidade?


Márcia Kraemer.

terça-feira, maio 21, 2013

APENAS UM GOMO.






Perguntei a um sábio quantas laranjas deveria dar a quem me negou um gomo.

Ele me respondeu: 
- Nenhuma.
-Como assim, nenhuma?
-Dê apenas as sementes e escreva em cada uma delas “plante-me”.
Pois quem te negou um gomo, nunca plantou um pé de laranja.(Poetisamar)
Márcia Kraemer.

sexta-feira, maio 17, 2013

SER POETA




Desvendando algumas características deste ser, que dá vida às palavras, aos sonhos e anseios enrustidos na essência da alma, por detrás das cascas dos medos, incertezas e inseguranças, suavemente rasgadas pelos versos de esperança, pelas rimas da existência, e pelo suave prazer da leitura que convida a uma desconexão do mundo irreal (este), para o mundo real (interior), em um breve encontro consigo mesmo com seus sentimentos e emoções, lágrimas e sorrisos, descobre-se o âmago do próprio ser na profundidade e na intensidade das palavras escritas pelas mãos mágicas do poeta que brinca de ciranda com as letras e pula corda com os versos.
Poeta é assim vê vida aonde aparentemente não tem, vê amor aonde aparentemente não existe, vê caminhos em meio a pedras e espinhos. O poeta arranca o véu da aparência trazendo à luz as verdades mais veladas e temidas, mais covardes e desafiantes para o intelecto dos inertes e a certeza de que o amor existe para quem nele crê, com ele vive e por ele se doa nas entrelinhas da vida, onde está escrito que só se ferem os que a ele não se entregam, só se decepcionam os que ele idealizam, e só morrem os que dele se desviam.
 Na leitura poética do mundo dos relacionamentos, amor e amizade são sentimentos intimamente e inseparavelmente ligados. Sendo que não existirá amor sem amizade como também não existirá amizade sem amor. A dinâmica entre ambos pode ser comparada a semente e o barro, que juntos brotam, juntos florescem, juntos saciam, juntos oferecem seus frutos. A semente sem o barro é apenas uma semente, o barro sem a semente é apenas um punhado de barro. O amor não surge sem o amparo da amizade e a amizade não dura sem o amparo do amor. Portanto, o ser poeta está muito além de escrever palavras bonitas, ser poeta antes de tudo é ser protagonista do amor e da amizade.
O poeta elege como fonte sua própria alma, fragmentada em seus poemas, versos e canções. E se vem da alma para ela retorna com maior intensidade, libertando-a, pois, o poeta é distribuidor das preciosidades reservadas em seus constantes mergulhos nas profundezas do oceano da reflexão para assim transformá-las em ação libertadora, mesmo que nem sempre tenha vivenciado aquilo que escreve, mas, sempre escreve aquilo que sente. E são vários os sentimentos que levam o poeta a compor e estes sim são experimentados em sua totalidade.
Na concepção poética não existe meio termo, existe busca para encontrar um sentido completo ao desenvolver seus pensamentos, existe busca pela palavra exata que transpareça a razão de ser dos seus escritos dentro de um contexto lirístico complexo que proporcione ao leitor, no ato da leitura, a partilha e a experimentação dos sentimentos contidos nas palavras. Mesmo que não deixe transparecer o poeta está sempre atento a tudo e a todos, são fatos, movimentos, palavras, paisagens, a madrugada, uma simples folha seca jogada ao chão. Nada, nada escapa a sua capacidade coletora e inovadora de idéias, capaz de transformar o que já é belo em algo fascinante e o insignificante no que há de mais belo.
Congênito por natureza, artista por excelência, com um forte e aguçado magnetismo literário, fomenta em cada verso um trepidar de emoções que exaltam o amor e a amizade na plenitude da vida! Autora: Márcia Kraemer

terça-feira, maio 14, 2013

DIMENSÃO DAS PALAVRAS



Depende mais de quem as ouve?
Ou de quem as pronuncia?
Se fala pensando no dane-se de como irão entendê-la, é melhor que não fale.
Se ouvir pensando em julga-las é melhor que não ouça.
As palavras não são assim tão simples.
Poderiam até ser, se entre quem as ouve e quem as fala houvesse a mesma sintonia.
Mas, mais do que sintonia, o que predomina entre o ouvir e o falar são os conceitos e os preconceitos na boca de quem as pronunciam e nos ouvidos de quem as ouvem.
Neste caso, entre a dimensão e a complexidade das palavras, prefiro mergulhar na profundidade do silêncio.
Dizem que um olhar, um gesto, são maiores que mil palavras.
Um olhar sincero é muito maior que uma palavra que fere, mas não maior que a palavra que consola.
Um gesto de carinho é maior que uma palavra que acusa, mas não maior que uma palavra que cura.
Percebem a dimensão e a complexidade?
Que tal um mergulho nas águas do silêncio?
Porque águas do silêncio?
Porque o silêncio sempre leva as lágrimas.
Porque no silêncio entramos em contato com a alma e dela sim ouvimos a dimensão exata que consola e cura o estrago que as palavras ditas e ouvidas fazem em nossos sentimentos, em nossas emoções, em nossos sonhos, em nossa vida.
 Mais do que em gestos ou olhares o silêncio as contem em sua dimensão exata.
Nas palavras estão as promessas não cumpridas, os sonhos não realizados, os desejos não vividos, os sentimentos esquecidos e os amores perdidos.
Prefiro ainda o silêncio, tão raro, tão curto, tão intenso.
Marcia kraemer 

sexta-feira, maio 10, 2013

PÁGINA EM BRANCO...




Há momentos na vida em que me deparo com uma página em branco, e nem sei ao certo como edita-la, por onde começar e o que fazer com esta página. Deixa-la em branco é impossível, preciso preenchê-la o mais rápido possível. Mas, não de qualquer jeito, com qualquer rabisco, como venho fazendo, precisa ser algo forte, decisivo, real e concreto. Por um momento até cheguei a pensar que seria nesta página que iniciaria uma nova história de vida, depois de ter deixado de lado muitas coisas que me impediam de prosseguir.
Tentei de várias maneiras dar início a composição desta nova fase, mas, sinto que quando estou com a metade da página escrita puf, tudo se apaga e eis que ela ressurge em branco. Nesses momentos, volto à estaca zero.
As dúvidas me sufocam, não vejo luz no fim do túnel, a única certeza que tenho é que estou usando a caneta do fingimento com a tinta do faz de conta que está tudo bem. Estava eu tão distraída com meu faz de conta, que acabei convencendo a mim mesma que seria uma nova fase, que as coisas mudariam pra melhor, que agora eu havia tomado uma decisão certa.
Mas, a vida mesmo se encarrega de dar um basta, e mostrar que não há conforto no desconforto, não há realidade nas ilusões, não há diálogo em monólogos, não há compreensão onde reinam interesses pessoais, não há partilha no egoísmo. Bom, isto tudo eu sei, todos sabem.
O que preciso é arrancar de dentro do meu ser a caneta da coragem com a tinta da realidade, só assim conseguirei registrar nesta página em branco mais um pedaço da minha vida, seja errando ou acertando, não importa, o importante no momento é tomar esta atitude que venho protelando há algum tempo, tomada por um medo inexplicável, incapaz de convencer a mim mesma que é preciso, que esta é minha única saída. É minha única saída? Saída “do que” eu sei bem, o problema é saída pra onde. Meu peito chega a doer neste exato momento em que me deparo com a página em branco, é impossível controlar as lágrimas diante do pavor que me invade em pensar que esta página poderá daqui alguns anos, estar em minhas mãos trêmulas pela idade, contendo um único registro: o amarelado do tempo se ajustando a meus cabelos brancos, as rugas em meu rosto, e com toda certeza as lágrimas virão novamente compor o cenário do arrependimento de uma velhinha que não teve coragem para escrever a página em branco.  
AUTORA: Márcia Kraemer

quinta-feira, maio 09, 2013

“OVERDOSE DE CORAGEM".


Há quem interessar.
Desculpe se a minha felicidade te incomoda.
Mas se assim procede deverás rever teus sentimentos em relação a mim.
Porque nas relações de amor fraternal o que impera é a edificação do outro.
No amor fraternal prima-se pelo bem, pela harmonia e pela paz.
Se estes sentimentos não forem suficientes para entenderes os meus sentimentos, lamento te informar que não és capaz ainda de suportar a minha felicidade pelo simples fato de ela estar fora dos teus padrões, dos teus conceitos e das tuas convicções.
A minha obrigação não está no fato de renunciar as minhas vivências em favor das tuas.
Agindo assim estaria causando-me um sofrimento velado, ao qual estive atrelada até então, vivendo em condições impostas dentro da opinião e expectativas fora do contexto do qual realmente gostaria de estar.
Desculpe se eu não correspondo as tuas expectativas.
Foi você quem as criou em relação a mim sem antes me perguntar se eu seria capaz de realizá-las exatamente do jeitinho que você as projetou.
Pois minha missão acima de tudo é buscar o meu caminho.
Um caminho que me complete como pessoa.
E, se decidires que nossos caminhos tornaram-se opostos e que por isso não terei mais sua companhia no meu caminhar,
Declaro que mesmo assim continuarei caminhando.
Eu entendo exatamente o teu sofrimento neste momento.
Também passei por ele para fazer esta escolha.
Relutei, tentei fugir, me esconder.
Sofri, chorei, por rejeitar este momento.
Para dizer sim e aceitar este convite da vida que ecoava com todas as forças em minha alma, eu tive que me vestir de coragem e me despir de todas as minhas convicções, de tudo que eu tinha como certo, mas, que na verdade não me trazia plenitude alguma, pelo contrário o vazio imperava em meu ser.
Sei que agora não poderei argumentar e talvez nem o faça.
Porque não há necessidade de explicações quando o assunto é felicidade.
Autoria de
Márcia Kraemer.

terça-feira, maio 07, 2013

ALMAS GÊMEAS...

Ao lançar-se no mais profundo ser, entregando-se de alma,
chocam-se dois corações que se completam,
na sensibilidade dos sentimentos, na carência de doação.
Na simplicidade terna da  ânsia eterna de assim permanecer.
Mergulham juntas almas que almejam, no mais profundo oceano do ser,
encontrar o bálsamo, o refrigério do coração partido.
Na simplicidade terna da ânsia eterna  de assim permanecer.
Gemem juntas almas gêmeas, banhando com as lágrimas
dos olhos esperançosos e de corações aflitos,
que retornam à superfície da vida.
Na simplicidade terna da ânsia eterna de assim permanecer.
A fuga.... O medo.... o silêncio da superfície...
A longa espera, doce quimera,
sútil encanto, de almas gêmeas que sonham juntas,
na simplicidade terna da ânsia eterna de assim permanecer.
Autora: Márcia Kraemer.

UM COCHILO NO SOFÁ...




Mas como é bom... A gente cochila, acorda e...Bom, se a gente sonhou, acorda e... Nada! Poxa!Se só cochilou e pensou... Bom... Nada? Mas como nada?É que na maioria das vezes não se presta bem a atenção a nossa volta, ou ainda não se acordou direito e não sente nada a nossa volta.Mas entre nós. Que um cochilo no sofá de vez em quando faz um bem! E como faz! Este tal de cochilo nem sempre vem quando queremos. Pode nos pegar de surpresa e nos deixar envoltos em sonhos até mesmo reais. E é possível sonho real? Claro! Quem sabe não baste acordar e colocar o sonho em prática. O sonho real vive e lateja em nossas veias. E como faz também, um bem enorme a alma e ao coração. Dizem até que é como uma boa taça de vinho. Especial. Daquelas com sabor de quero outra. Ou tem algo melhor do que duas belas taças com o mais saboroso néctar dos deuses?
E porque estamos falando só do cochilo no sofá? Porque este não tem transito de mão dupla, embora possa trazer também acidentes inesperados no caminho. Acidentes? Que podem até assustar logo ao acordar, mas depois... Depois? Depois, é depois ora!
A grande verdade é que cochilar no sofá, é gostoso e faz bem. Nada melhor do que ele para nos fazer acordar para sonhos adormecidos, verdades esquecidas, vontades reprimidas e até mesmo, realizar desejos guardados no medo dos sonhos.
Mas nem pense que cochilar em outro lugar vai resolver.
Nada disso!
Alguns até desejam um cochilo a beira de uma gruta com uma cachoeira de água doce e cristalina.
Mas não adianta!
Só tem gostinho bom mesmo...
Um cochilo no sofá.

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de cem jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com

segunda-feira, maio 06, 2013

DESENCONTRO


Por passos largos, errantes.
Caminhos contrários,
Lugares opostos,
Mundos distantes,
Destino irônico.
Sonhos revirados, trancafiados,
No desencontro do encontro
em um momento inoportuno.
A vida se fez ingênua,
muda, infantil, com elegância
amadureceu e se perdeu
 no desencontro
 de um encontro
em um momento inoportuno.
A mente vagava demente
Em meio ao labirinto dos sonhos
Desequilibrada na corda bamba
Da efêmera realidade
do desencontro de um encontro
em um momento inoprtuno.
Um coração insano pulsava
Sangrando a alma
Que lenta e calma gemia
No mar de sangue
Da fatídica ilusão do
Desencontro
De um encontro
Em um momento inoportuno.
Os sentimentos emergiram
Para uma saga, profanando
As emoções mais veladas
Ecoando no infinito
o mais pavoroso grito de dor
do desencontro
de um encontro
em um momento inoportuno.
O momento oportuno
Quebrou o ponteiro
Que voou como flecha
No bibelô de cristal
Espalhando os cacos na estrada da vida
Do desencontro
De um encontro
Em um momento inoportuno!
Autora: Márcia kraemer