quarta-feira, setembro 11, 2013

A CRÔNICA DA VIDA.


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Antonio Jorge Rettenmaier, escritor, cronista e palestrante. 
Esta coluna está em mais de 90 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. Contatos ajrs010@gmail.com

quarta-feira, setembro 04, 2013

LIBERDADE!





Não me diga o que devo fazer...
Permita-me sentir o momento certo de fazer.
Eu quero sentir o que eu quero.
Não quero mais fazer só por fazer.
Não sei exatamente quando me perdi,
Só sei que em tuas mãos , não mais estou...
Apesar de perdida ainda conto comigo
E só eu sei aonde vou.
Caminho só dentro de mim,
Quero encontrar-me dentro e fora...
Mas por hora...
Deixe-me ir,
Deixe-me ficar,
Deixe-me estar como estou!
Apenas me acompanhe,
Caminhe comigo se quiser...
Mas, não me diga o que devo fazer,
Permita-me sentir o momento certo de fazer.
Eu quero sentir o que eu quero.
Não sei ainda como fazer,
Só sei que quero da vida
O melhor que ela possa me oferecer,
As migalhas não mais me sustentam
Quero por inteiro o prazer de viver.
Por: Marcia Kraemer

segunda-feira, setembro 02, 2013

DEDICATÓRIA AOS MEUS FILHOS.





CICLO EXISTENCIAL

Despidos do véu da infância como o desabrochar de um lindo e perfumado cravo e duas  rosas orvalhadas  ao amanhecer.

Levem para a vida adulta  a inocência do olhar da infância.

Abram com elegância as cortinas da adolescência como uma janela que se abre para o sol.

Levem em suas bagagens  a ternura das crianças que foram.

Absorvam as mudanças e os saberes como a terra absorve a água e o calor para germinar sua semente.

Do menino adolescente agora homem feito, empreendedor, companheiro, e das meninas, hoje lindas mulheres, belas esposas, e encantadora mãe, com o olhar da infância e com eterna ternura , caminhem para abraçar seus sonhos como a lua abraça a noite.

E se porventura sentirem revolta não se aflijam, é o medo de crescer.

E muitos medos virão ainda, lutem contra eles como  guerreiros em batalha constante.

Vibrem com suas vitórias assim como eu vibro a cada dia  por vocês existirem.

Jamais lamentem-se  por suas derrotas, elas servirão de suporte e os  ensinarão a crescer.

Façam de seus contra tempos uma escada para o sucesso, mas não tenham pressa de subir, vão devagar, subam cada degrau como se fosse o primeiro, assim não terão receio dos próximos e terão vivido bem os anteriores.

Na subida mantenham os olhos fixos no alto, mas não percam de vista tudo o que deixaram para traz,  muito menos os que ajudaram vocês a subir.

Cultivem a gratidão assim como a natureza á grata ao seu Criador.

Tenham muitos amigos e ofertem sempre aos outros o sentimento de amizade e respeito, para que não corram  o risco de chegarem sozinhos e frustrados ao topo da montanha da vida.

Quando  sentirem-se exaustos, não tenham vergonha de sentar-se em um dos degraus, e não se esqueçam de mesmo cansados  incentivar quem continua subindo. Se não conseguirem  levantar-se sozinhos, não se preocupem, haverá sempre um anjo atento que  estenderá a mão, apenas não se desesperem, esperem por ele. Mas, cuidado para não sentarem-se cada vez que aparecer um obstáculo, para não correrem o risco de passarem a maior parte da vida sentados esperando um anjo, ele sabe o momento de aparecer e vai  deixar vocês por muitas vezes sentirem-se abandonados, para que aprendam a levantarem-se  sozinhos e tornarem-se assim  anjos  para os outros e para vocês mesmos.

Quando as perdas surgirem saibam conviver com elas para que a amargura do vazio que fica não azede a esperança. Aceitem-nas como ciclo natural da vida, onde uns partem e outros ficam, e quando a saudade teimar em doer façam das lembranças um ato de louvor a Deus.

Não fiquem constrangidos se tiverem que chorar, acolham as lágrimas, deixem que elas banhem suas faces como manifestação da alma que expressa sentimentos nobres.

Respeitem seus próprios limites e aproveitem para  conhecerem-se  a si mesmos pela sabedoria que cada um deles revela quando são devidamente aceitos e respeitados.

Aprendam que há tempo certo para tudo, criem seu observatório pessoal para administrar este tempo destinado a vida, assim sempre sobrará um tempo reservado á reflexão na busca do auto conhecimento. Sim, porque os questionamentos em torno de si mesmo virão, e deixa-los sem resposta é a maior crueldade que alguém é capaz de praticar a si mesmo.

Portanto, não sejam cruéis com vocês mesmos.

Amem-se acima do próprio egoísmo.

Aceitem-se acima dos seus próprios limites.

Todos os dias antes de adormecerem façam da sua oração um ato sublime de perdão.

Vivam com intensidade e amem com profundidade, para que possam brindar com a vida o ciclo existencial que  foi generosamente reservado a cada um de nós, sendo eu eternamente mãe e vocês eternamente filhos amados!
Obrigada pela oportunidade de ser mãe pois, foi somente a partir da existência de cada um de vocês que assim me tornei.
AMO VOCÊS! 
MAMIS.
Márcia Kraemer

sábado, agosto 31, 2013

VIDA E SENTIMENTOS.





O AMOR, quem poderia defini-lo?
Em palavras corremos o risco de criar conceitos expletivos, os já existentes bastam para torna-lo ineficaz. Busco algo bem maior.
Sem teoria ou ironia, sem definições, apenas sentimentos e emoções. Difícil, nem tanto.
Não precisa ser criativo, poeta ou sábio, seja apenas você mesmo, e inicie por sua vivência, afinal, estamos falando do maior dos sentimentos, a raiz que sustenta o tronco e que nem sempre é visível, mas está lá, assumindo sua função oculta aos olhos e vital para a vida do tronco, folhas e frutos.
Perdão. Despercebidamente, estou criando um discurso analógico e acabei de dizer que não busco definições, mas garanto que este não é expletivo, é o instinto atrelado ao ímpeto poético, não há como desvencilhar-se deles.
É como as águas do rio que convergem para o mar...
Como desconheço as suas vivências, falarei das minhas.
Talvez, em um primeiro momento você discorde, mas os sentimentos que me conduziram a amar mais foram os sofrimentos e os arrependimentos.
O sofrimento é a ferramenta que a vida dispõe para que nos tornemos dignos de viver, pois apenas é digno de viver quem ama. Isto é duro de ouvir, mas necessário para uma boa reflexão.
Experimentem fazer uma linha do tempo de suas vivências, elas parecerão ondas sonoras.
Perceba se nos momentos em que você estava na crista da onda, não foram aqueles em que o amor esteve presente e admita que o vale foram os momentos em que você se fechou para o amor e que a volta à crista da onda dependeu do seu arrependimento.
Esta comparação confirma os dois sentimentos que me fizeram amar mais.
Sofrer e arrepender-se para amar mais, formam os altos e baixos da vida onde os momentos de estabilidade e equilíbrio são raros.
É impossível seguir em linha reta, aí seríamos estáticos, turrões, rabugentos, nestes momentos é preciso cair no vale para retornar mais flexível, mais solícito.
 A própria busca pela estabilidade da vida desencadeia as aprendizagens pelas quais precisamos passar, caso contrário, ficaríamos fora da dinâmica da vida observando pela janela da existência o tempo passar ... Estou aqui pensando quantas formas e fórmulas já foram criadas para que o ser humano encontre esta estabilidade tão almejada. E eu não me refiro somente às técnicas modernas. Volte um pouco na História e lembre-se dos grandes filósofos, sábios, monges, mestres. Todos em uma busca constante pelo equilíbrio, pela harmonia, não sei até que ponto desvendaram os mistérios da vida e até que ponto os tornaram ainda mais ocultos.
O que percebo, por minhas vivências, e por fatos da vida que presenciei, é que na verdade o que se busca é uma estabilidade sem muitas dificuldades, sem luta, sem cansaço, resumindo, sem sofrimento.
Ninguém quer passar por ele. 

MÁRCIA KRAEMER.

quinta-feira, agosto 29, 2013

CRÔNICA

A força de nossas vontades.

Nem sempre somos capazes de reconhecê-la. Na maioria das vezes até por puro comodismo a esquecemos. Pior do que esquecer até é simplesmente reprimir por medo, covardia, de deixa-la vir à tona e nos entregar o que há de melhor na vida. É que as reações a ela podem não ser as que esperamos. E na maioria das vezes, não são mesmo. O julgamento sempre emperra nosso pensamento. A tal da imagem perfeita nos empurra para o erro maior de não errar e acertar. Não conseguimos diferenciar que o que para os outros parecerá um erro, para nós será o maior dos acertos.
Na força de nossas vontades está sempre a retomada da viagem da vida. Nela é que podemos encontrar, e só nela, a melhor força para retomarmos os caminhos quase interrompidos da vida. É claro que devemos entender também que na força de nossas vontades está sempre em nós. Basta reconhecer que a melhor força de vida está no sentimento das pessoas. Neste sentimento de vida, esperança, luta e sonhos, está a força de nossas vontades. Vontades que convenhamos, são somente nossas, e deveríamos ter também a responsabilidade de assumir, de que só a nós temos a obrigação de prestar contas. Se assim não for, estaremos deixando de seguir as nossas vontades, para nos sujeitarmos as dos outros. E sendo assim, anulando nossa individualidade, para seguirmos as vontades alheias. Tomando decisões não por nosso livre arbítrio, mas determinação de quem vê nossas vidas de fora. E na maioria das vezes nem se importa um pouco sequer com as nossas vontades. Mas com suas vontades. E o pior. Na maioria das vezes, com seus interesses. E não importam quais sejam. Se tem ou não valor para nós. Ou só para seu ver de vida.
De qualquer maneira, fica claro que a melhor força está ainda no sentimento das pessoas. A sabedoria está na força de nossos sentimentos. Na força de nossas vontades.

A venda nossos livros Ele! e Ele voltou!, dois livros por R$25,00, 14,50x10 estilo cordel, 36 paginas cada. Pedidos ajrs010@gmail.com – pagamento Banrisul e Banco do Brasil.

Antonio Jorge Rettenmaier, escritor, cronista e palestrante. Esta coluna está em mais de 90 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

terça-feira, agosto 27, 2013

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS.


                                                                      

Quem já não ouviu esta frase, ou até mesmo a tenha usado como conselho ou argumento!?
É realmente, a vida é feita de escolhas, desde as mais simples, as cotidianas, como escolher o que vestir, o que comer, aonde ir, até as mais difíceis, as decisivas, que exigem um certo tempo de discernimento e reflexão, especialmente quando trazem consigo o sentimento de incerteza, dúvida e insegurança mas, até e inevitavelmente, neste momento é preciso escolher entre permanecer na dúvida e quando a oportunidade de escolha passar, consolar-se com afirmações do tipo:
- Foi melhor assim;
- Há males que vem para o bem;
- Quem sabe não era pra ser.
Ou então escolher no devido tempo e mais tarde exclamar entusiasmado:
- Fiz a escolha certa;
- Valeu a tentativa, apesar de não ter sido a melhor escolha, aprendi muito.
O que não dá é passar a maior parte da vida em cima do muro, o que não deixa de ser uma escolha, um tanto pobre, eu diria até inútil, pois as oportunidades de escolha vão passando e você vai perdendo uma a uma.
É como permanecer sentado em um banco de uma estação de trem, somente observando o movimento dos trens, das pessoas e o que é pior, sonhando em um dia fazer uma viagem de trem, ou quem sabe desejando ser qualquer uma daquelas pessoas da fila de embarque, menos você mesmo, porque aquelas pessoas bem ou mal, já fizeram a sua escolha entre o muro, o banco e o trem, entre participar da vida ou simplesmente vê-la passar.
E você, aonde se encontra neste momento?
Será em cima do muro? Ou quem sabe, sentado no banco de uma estação de trem?
Ou no trem?
Não importa. O mais importante é saber que  qualquer que seja  a sua escolha, certa ou incerta, haverá sempre um muro, um banco e um trem esperando a sua escolha.
Deixo para você a seguinte sugestão:
A melhor escolha? Deus.
O muro? Transforme-o em ponte é mais útil.
O banco? Acomode-se e aprecie uma linda tarde de primavera.
O trem? Que siga os trilhos da justiça e da paz.
Quanto a bagagem? Leve somente o necessário para ser feliz… O amor!
Autoria: Márcia Kraemer

terça-feira, julho 23, 2013

RELACIONAMENTOS CONFEITADOS.


NO INÍCIO TODO REQUINTADO, MUITO BEM DECORADO EM SEUS MÍNIMOS DETALHES.
COM O PASSAR DO TEMPO VAI SE TORNANDO UM BOLO SIMPLES.
PORQUE ACHAMOS QUE OS DETALHES REQUINTADOS DA DECORAÇÃO JÁ NÃO FAZEM A MENOR DIFERENÇA.
MAIS TARDE, NEM NOS DAMOS CONTA QUE ESTAMOS DIVIDINDO AS MIGALHAS.
E QUANDO ESTAS ACABAREM.
FIM.
MÁRCIA KRAEMER.

“ACABOU-SE O QUE ERA DOCE QUEM COMEU ARREGALOU-SE...” (Noel Rosa)

sexta-feira, junho 28, 2013

QUEBRA-CABEÇA




..."E A ALMA TEM BEM MAIS TOQUES SUAVES DO QUE A DUREZA DA VIDA QUE RECEBEMOS DE FORMAS VARIADAS... DEPENDENDO DE ONDE PARTEM OS GOLPES OS HEMATOMAS MARCAM O CORPO E POR AQUI PERMANECEM... ATÉ VIRAREM PÓ”.
E NA VIDA ENCONTRAMOS INÚMEROS QUEBRA-CABEÇAS COM PEÇAS INCONTÁVEIS E INIMAGINÁVEIS.
E MUITAS DAS VEZES QUANDO ESTAMOS PRESTES
 A TERMINAR DE MONTAR UM DELES FICAMOS ALIVIADOS, EM OUTROS MOMENTOS ANSIOSOS, EM OUTROS AINDA DESILUDIDOS. CADA UM TRAZ EM SUAS PEÇAS UMA ENORME CHANCE DE APRENDIZADOS, EMOÇÕES E SENTIMENTOS.
AS PEÇAS VÃO SURGINDO, MESMO QUE DE MANEIRA BEM SUTIL, DISCRETAS E SILENCIOSAS.
O GRANDE DILEMA É QUE NA MAIORIA DAS VEZES NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA O CONFRONTO COM A PAISSAGEM QUE NELE IRÁ SURGIR.
MESMO ASSIM, NOS RESTARÁ A CERTEZA DE QUE POR VÁRIOS MOMENTOS A VIDA CUMPRIU SEU PAPEL AO NOS REVELAR AQUELES QUEBRA-CABEÇAS QUE NÃO VALERIAM O ESFORÇO E O TEMPO PARA SEREM MONTADOS.
O ESPELHO DA VIDA SE ENCARREGA SEMPRE DE NOS MOSTRAR A VERDADE MESMO QUANDO NÃO ESTAMOS DISPOSTOS A VER E ACEITAR O QUE NELE ESTÁ REFLETIDO.
A VIDA É SÁBIA E NOS ENSINA QUE O TAMANHO DAS NOSSAS DECEPÇÕES É EXATAMENTE NA MESMA PROPORÇÃO
DA CONFIANÇA E DO AMOR QUE DEPOSITAMOS EM NÓS MESMOS E NOS OUTROS.
QUANTO MAIOR A DECEPÇÃO
MAIOR SERÁ A CERTEZA QUE CONFIAMOS E AMAMOS
E SE NÃO FOMOS CORRESPONDIDOS A CONTENTO
É PORQUE PASSAMOS A VIDA
DANDO PÉROLAS AOS PORCOS
QUANTOS COLARES DE PÉROLAS VOCÊ JÁ OFERTOU AOS PORCOS? E QUANTOS JÁ LHE FORAM ROUBADOS?
PÉROLAS QUE ERAM SUAS, SÓ SUAS.
AS OFERTOU PORQUE CONFIOU E AMOU.
MAS, QUANDO OFERTAMOS COM CONFIANÇA E AMOR, ATÉ MESMO PARA OS PORCOS, NOS FAZ COMPREENDER O TAMANHO DA NOSSA DIGNIDADE.
PORQUE O MAIS LAMENTÁVEL É QUANDO SOMOS ROUBADOS.
QUANDO NOSSAS PÉROLAS SÃO ARRANCADAS DE NÓS. AÍ PERCEBEMOS O TAMANHO DA CRUELDADE HUMANA, PORQUE PORCOS NÃO ROUBAM PÉROLAS, POR NÃO SABEREM O VALOR CONTIDO EM CADA UMA DELAS.
ISTO É UM FATO E OCORRE EM TODAS AS ÁREAS DA NOSSA VIDA:
NA FAMÍLIA
ENTRE AMIGOS
ENTRE AMORES
NO TRABALHO
E AGORA CADÊ NOSSOS COLARES?
CADÊ NOSSAS PÉROLAS?
DESFILANDO POR AÍ EM PESCOÇOS INGRATOS
OU EM MÃOS SEM CORAÇÃO
ENTRE TANTOS QUESTIONAMENTOS E ATÉ COMPEENDERMOS A LIÇÃO DA VIDA NOS SENTIMOS
ROUBADOS
MACULADOS
NO MAIS PROFUNDO DO SER
NA ALMA
DILACERADA
TRISTE E SOLITÁRIA
COMO UMA OSTRA ESQUECIDA NO FUNDO DA IMENSIDÃO DO MAR, FECHADA E VAZIA, AGUARDA, EM UM ATO DE PROFUNDO SILÊNCIO E DESEJO, PELO MANTO DA MADREPÉROLA.

AUTORA: MARCIA KRAEMER

quarta-feira, junho 26, 2013

CHUTE NO TRASEIRO.

  



NADA COMO UM CHUTE NO TRASEIRO PARA NOS FAZER DESPERTAR. ACORDAR PARA A VIDA. ALIÁS, A VIDA É ESPECIALISTA EM CHUTAR OS TRASEIROS ACOMODADOS EM SEUS PRÓPRIOS FUNDILHOS.
E QUEM JÁ NÃO LEVOU O SEU?
SE VOCÊ AINDA NÃO LEVOU, PREPARE-SE, PRINCIPALMENTE SE VOCÊ ESTIVER DISTRAÍDO EM SEUS PENSAMENTOS, DESPERCEBIDO DA SITUAÇÃO ACOMODADA EM QUE SE ENCONTRA, OU QUEM SABE SE ACHANDO O TODO PODEROSO, LOGO ELE VIRÁ. DA ONDE VOCÊ MENOS ESPERA E DE QUEM VOCÊ NEM IMAGINA. PORQUE SE VOCÊ NÃO TOMAR UMA ATITUDE A SEU FAVOR A VIDA SE ENCARREGARÁ DE ESCOLHER O PÉ PELO QUAL VOCÊ SERÁ CHUTADO SEM DÓ NEM PIEDADE. AFINAL, CHEGA UMA HORA QUE AS PUXADINHAS DE ORELHA NÃO ADIANTARÃO MAIS.
AH, MAS COMO É BOM, DEVERÍAMOS LEVAR CHUTES NO TRASEIRO TODOS OS DIAS, PARA AMADURECER, MUDAR DE ATITUDES, TRANSFORMAR A ROTINA EM ALGO PRAZEROSO E PRODUTIVO PARA ENFIM LEVANTAR-SE DA SITUAÇÃO DE VÍTIMAS SEJA LÁ DA PRÓPRIA IGNORÂNCIA, DO PRÓPRIO ORGULHO, DA PRÓPRIA PREGUIÇA E PRINCIPALMENTE DA MANIA DE COLOCAR SEMPRE A CULPA NOS OUTROS.
O POVO BRASILEIRO COM SEUS FUNDILHOS RASGADOS POR TANTOS CHUTES NO TRASEIRO, DESPERTOU, LEVANTOU O PÉ PARA CHUTAR OS TRASEIROS DA INJUSTIÇA, DA CORRUPÇÃO, DA VIOLÊNCIA E DO DESCASO.
MAS DE NADA ADIANTARÁ SAIR POR AÍ CHUTANDO OS TRASEIROS APENAS PARA SATISFAZER SEU PRÓPRIO EGO, SEM COMPROMISSO, SEM RESPONSABILIDADE, SEM COERÊNCIA E BOM SENSO.
O CHUTE NO TRASEIRO SURTIRÁ O EFEITO DESEJADO SE NA PONTA DO PÉ ESTIVER A DIGNIDADE IMPULSIONADA PELA FORÇA DO CARÁTER. FORA ISSO, NO FINAL DAS CONTAS ALÉM DE FUNDILHOS RASGADOS RESTARÁ MUITOS PÉS QUEBRADOS NAS FILAS DA VIDA ESPERANDO PELO GESSO QUE, SEQUER SABEMOS SE UM DIA CHEGARÁ.
AUTORA: MARCIA KRAEMER.

quinta-feira, junho 20, 2013

SER SOCIAL.







O que é ser um ser social?
É oferecer o dia inteiro um sorriso para pessoas que você precisa conquistar para agregar a sua clientela?
É estar em um ônibus lotado e fazer de conta que não viu a senhora idosa de pé, pois você trabalhou o dia inteiro, pagou a passagem, enquanto que os idosos fazem turismo pela cidade?
É criar atritos com os colegas de trabalho para mostrar sua competência?
É julgar pela aparência?
É estar sendo filmado por toda parte, nas lojas, bancos, supermercados, na rua?
É ter direito a saúde, garantida por lei e morrer na fila de espera por atendimento?
É olhar como algo comum, até normal, um ser social revirando o lixo a procura de alimento?
O mundo tornou-se o que poderíamos chamar de macro jaula, que abriga estes seres sociais que habitam em sua maioria em micro jaulas. Sim, somos seres sociais, precisamos nos proteger uns dos outros. Inclusive, são inúmeros os modelos de micro jaulas. Podemos observá-las, nas janelas das casas, nos muros, nos carros, em qualquer lugar, principalmente nos bolsos interiores dos seres sociais, que permite a construção de uma escala de valores e importância em relação aos outros. Estamos a todo o momento sendo medidos com a mesma escala com que medimos. Isto porque nossas atitudes demonstram aos outro até que ponto poderão aproximar-se. Sendo que cada um determina o seu próprio limite, apesar de nem sempre respeita-lo, e quando isto ocorre automaticamente o limite do outro é invadido. Com isto, constatamos que, um ser só poderá ser social se conseguir socializar-se com seus próprios limites, isto é, consigo mesmo. Parte do “eu”, determinar e equilibrar a interação social. O maior erro que acomete os seres sociais é a certeza de que a maior falha sempre está no outro. É como aquela velha e sempre atual narrativa bíblica de Adão e Eva. Estamos sempre a caça do culpado, neste caso, Eva culpou a serpente, que por sua vez culpou Adão que sem mais alternativas culpou a Deus por ter feito a mulher. Outro personagem bíblico que leva a culpa pelas atrocidades cometidas entre os seres sociais é o demônio, também chamado de coisa ruim, encardido, capeta. O que não falta é opção no momento de apontar os culpados por tanta injustiça, temos os políticos corruptos, os policiais bandidos, os traficantes, os negligentes, os vagabundos, os espertinhos, os assaltantes, os pedófilos, enfim, assumir o próprio erro por aqui é um fato raro. E assim, vamos levando a vida, nos socializando, nos conformando, denunciando, reclamando, criticando, raramente, muito raramente mudando, a não ser de partido político, de emprego, de namorado (a), de carro, mas a postura continua a mesma, o hábito de socializar-se teoricamente, apenas com palavras pouco edificantes está longe da verdadeira prática que seres sociais que dividem o mesmo espaço, pelo qual entraram ao nascer e o deixarão ao morrer deveriam exercer.
Não pense o prezado leitor e a prezada leitora, que com este texto e no atual contexto pretendo aqui demonstrar qualquer tipo de descrença nos seres sociais, ao qual graças a Deus, fizemos parte. Pelo contrário, acredito que podemos ser melhores e criar oportunidades para que as mudanças ocorram antes que seja tarde demais, acredito ainda que o tempo é agora e que a hora é esta e que as grandes mudanças começam pelas pequenas atitudes. Cada um é capaz de fazer a diferença, porque ser social é uma questão de atitude!

Autora: Marcia Kraemer

segunda-feira, junho 17, 2013

DEVANEIO....




CUIDADO COM O FASCÍNIO DOS OLHOS...


ELES ENSURDECEM A ALMA E O CORAÇÃO NÃO TEM OLHO MÁGICO.
Márcia kraemer.

quarta-feira, junho 12, 2013

PAR PERFEITO!?


Há quem afirme que não existe com a justificativa de condenar-se assim, a viver eternamente fingindo que está tudo perfeito. Quem está feliz e satisfeito com o seu par diria que está vivendo um relacionamento perfeito. Mas aí é que surge a pergunta: Quem está feliz e satisfeito?
A maior parte do tempo é preenchida com reclamações, cobranças, monólogos intermináveis dentro de uma relação que deveria ser a dois, mas às vezes é dividida por três, quatro, ou fica apenas nas mãos de um, que precisa amar pelos dois, como se isso fosse possível.
 Quem não está feliz e satisfeito consigo mesmo, dificilmente encontrará em outra pessoa ou em algo, a satisfação e a felicidade que busca. Sem o auto conhecimento torna-se impossível qualquer tipo de busca a não ser a busca por si mesmo. 
A maioria dos relacionamentos termina não por falta de amor, mas por falta de maturidade e responsabilidade com os próprios sentimentos. O ser humano não se constrói sozinho, mas precisa saber conviver consigo mesmo para poder partilhar suas vivencias com os outros. A formação de pares perfeitos abre um leque de possibilidades de relacionamentos pessoais, profissionais, familiares e sociais, o que precisa ficar claro em toda esta dinâmica de relacionamentos é sem dúvida os questionamentos pessoais: “quem sou o que quero e onde pretendo chegar”. São as perguntas mais difíceis de responder. Ninguém chegou aqui com um manual de instruções preso ao cordão umbilical. Pouco se sabe de si, menos ainda do outro, julga-se saber, conhecer o outro como a palma da mão. Então eu desafio você a pegar agora uma folha de papel e desenhar a palma de sua mão... Mas espera, quantas vezes você já parou para observar a palma de sua mão? Você precisará ainda escolher qual irá desenhar se a direita ou a esquerda, caso não tenha percebido elas são diferentes, mas são suas, e são únicas, fazem parte do seu corpo, que talvez você ainda não conheça e não conhecendo o que vê todos os dias, como conhecer então o que não vê? Como formar um par perfeito com o desconhecido que está dentro de você?
Muitas são as teorias dos inúmeros estudos realizados em torno do ser humano. Poucas são as suas descobertas individuais sobre si mesmo, o que é o que quer e onde pretende chegar. Dos estudos coletivos referente ao comportamento humano consegue-se criar conceitos baseados em observações e conclusões científicas que identificam as mais variadas formas de caráter e personalidade para justificar atitudes e reações frente aos desafios da vida. Sabe-se que cada ser é único. E esta unidade lhe confere atitudes e reações próprias, singulares e individuais. Cabe então a cada ser criar sua forma própria de observação de seus próprios atos, sentimentos e emoções. Prestar atenção em si mesmo é o melhor favor que se faz ao mundo e para o mundo. O universo interior tem mais a revelar do que se pode imaginar. Este universo subjetivo transcende qualquer teoria em busca de um conceito que jamais será único para definir a raça humana.
Você poderá formar um par perfeito apenas com você mesmo, se conseguir esta combinação do eu exterior com o eu interior alcançará um equilíbrio tridimensional com a junção do corpo com a alma e o espírito. O corpo é a parte mais adorada e idolatrada, quando deveria apenas ser cuidado como parte integrante da alma e do espírito. O materialismo ao contrário da espiritualidade proporciona um prazer temporário de fora para dentro resultando de dentro para fora um vazio e uma insatisfação que levam sempre a busca por ele, pois o materialismo é insaciável dentro dele mesmo desencadeando o fanatismo pelo corpo perfeito, o salário perfeito, o carro perfeito, a casa perfeita, o par perfeito, tudo para suprir as exigências do próprio ego.
A afirmação “ninguém é perfeito” é a mais pura e traiçoeira das mentiras materialistas do conformismo, pois nega o crescimento interior, poda as tentativas de se chegar à perfeição. Podemos ainda não ter atingido um alto grau de perfeição, mas somos perfeitos quando nos dispomos a colocar-se neste caminho de busca e assumirmos nossas perfeições acreditando que as imperfeições estão para nosso crescimento assim como estamos para nossa perfeição.
Portanto, par perfeito foi aquele que se uniu para eu e você nascermos.
Par perfeito não se mede pelo tempo que permanecerão juntos, mas pelo sentimento que os une por um certo tempo.
A eternidade é o tempo de duração além do que já foi vivido. Hoje vivo o que eternizei no que já vivi se não eternizei não sobrevive.
Par perfeito: eu e você!
Eu que, não apenas escrevo este texto, mas o eternizo em minha alma no intuito de que essas reflexões me coloquem de volta dentro de mim.
E a você que as leu, desejo o mesmo.
Por: Márcia Kraemer