quarta-feira, janeiro 27, 2016

SAPATILHAS DOURADAS.

Nas desventuras do poeta
Que mergulha em si
Rodopiando dentro da alma
Como uma bailarina a flutuar
Sobre o palco dos sentimentos.
Com sapatilhas douradas
Desliza suave sobre os versos
Onde compõe melodias.
Cria passos de dança.
Em movimentos suaves
Eleva uma prece em suplica
Para uma nova dança
Um novo passo
Que preencha o espaço
Por onde o amor passou
Deixando rastros de lembranças
Que insistem em ficar
Junto no palco a bailar.
Revivendo a melodia
Da saudade em cada nota.
Embalando os sonhos de amor
Regidos pela esperança.
De sapatilhas douradas
Aguarda o momento
De voltar a bailar em rodopios
Ao lado da felicidade
Que aguarda o próximo passo
Para uma nova dança.

Márcia Kraemer

sábado, janeiro 16, 2016

Amizade também é poesia. (Adelina e Márcia)


LAÇOS DE POESIA
Saudade brisa suave que entra pela janela
Trazendo o perfume da primavera
Saudade, brisa suave que balança as cortinas,
Trazendo o perfume de alguém
que continua na lembrança.
Saudade, balança as cortinas da alma...
Onde o doce perfume da lembrança
Permanecerá para sempre...

Adelina Schneider e Márcia Kraemer

sábado, novembro 28, 2015

POEMA: RETRATO



Às vezes me sinto assim... Como um retrato,
Que alguém se esqueceu de tirar o pó...
Deixado em qualquer lugar do quarto
 A imagem de uma mulher só...
Uma mulher que sonhou um dia
Viver um grande e inesquecível amor
Jurou para si mesma que o encontraria...
Saltando dos versos para na vida compor
O mais lindo poema que alguém já escreveu
Com palavras e rimas bem talhadas
Pela alma da mulher que assim concebeu
No seu íntimo de fêmea exaltada
Esculpiu seus sonhos, escreveu seu romance.
Hoje em um canto esquecida
Relembra o que sonhara a todo instante.
Mas o que restou ela bem sabe e o diz:
Era uma vez uma poetisa cheia de sonhos
Uma mulher que desejou ser feliz.

Márcia Kraemer

terça-feira, novembro 17, 2015

AMOR



AMOR
Suave melodia a tocar na alma
Compondo um novo e feliz semblante.
Como brisa suave que acalma...
Feito pluma exuberante.
Em cada nota a flutuar,
Em formosa sintonia traz a promessa,
Revelando a leveza do sonhar,
Ao olhar o sol que se deita sem pressa.
Em tributo a um novo entardecer
O amor que trago em mim
Possa, enfim, florescer.

Márcia Kraemer
(Poetisamar)

domingo, novembro 01, 2015

POEMA: EU....

POEMA: EU...
Não sou o que me vês
Quando me olhas,
No primeiro instante.
Sou muito além do seu julgamento
Em constantes e vazios rompantes.
Não sou o que ouves falar
O que ousas pensar
Não estou acima ou abaixo
Dos julgamentos constantes.
Não vivo a mercê de conceitos
Não me inclua em seus preceitos.
Sem antes conhecer a essência
De minha alma...
Que transcende uma simples aparência.
Ouça-me além das palavras
Olhe-me além dos teus olhos e
Verás o que ninguém jamais viu
Uma alma em serenata
Ao coração que um dia sorriu.
Perceba-me além, além de mim e
Verás o que ninguém jamais viu
Uma flor em meio ao deserto
Um oásis em meio ao jardim.

Marcia Kraemer

segunda-feira, outubro 26, 2015

REFLEXÃO


ENCANTOS


Encantos
Abrir o coração em flor
Extravasar sem pudor...
Liberar os atinos e desatinos
Das peripécias do amor.
Esperança melódica,
 Sinfonia, hinos...
Dos encantos à alma murmurante
Perdida na imagem distante
De um sonho que por um instante
Pareceu real, livre, intenso,
Na paixão do desejo imenso
Debruçou-se solitária no umbral da desventura
De onde contempla a doce ilusão
Imortalizada pela ternura
Por onde ardeu de paixão
No colo da doce loucura.

Marcia kraemer.

sexta-feira, setembro 11, 2015

FATURAS DE AMOR






FATURAS DE AMOR
Entra ano e sai ano...
Entra governo e sai governo...
E parece que nada muda...
As faturas aumentam...
Os salários continuam mínimos...
A saúde, a educação, a economia, a corrupção...
A violência, a falta de prudência no trânsito...
Suicídios, homicídios, tragédias...
Correm as mídias, viram manchetes...
A inadimplência aumenta a cada ano...
E assim segue o ser humano.
Uma corrida exaustiva pela busca incessante de ser no ter.
Quando bastaria apenas ser.
E com isso nossas faturais emocionais aumentam...
A inadimplência nos relacionamentos afetivos supera qualquer índice anunciado pela mídia.
A corrupção do amor corrói mais vidas do que os cofres públicos.
Os desvios de valores são mais danosos à população do que os desvios de verba.
A falta de afeto é tão antiética quanto o nepotismo.
Mas enquanto o foco estiver na bagunça econômica, no lixo eletrônico, na superficialidade e na corrida pelo poder o ser humano continuará perecendo e continuaremos inadimplentes nas faturas do amor, da caridade e da gratidão.
Queremos um mundo melhor, uma sociedade justa e solidária.
Queremos banir qualquer forma de preconceito.
Queremos direitos iguais.
Queremos políticos honestos.
Organizamos manifestações, campanhas... Saindo as ruas de cara pintadas, batendo panelas... Promovendo barulho... Em meio ao caos social.
E o principal, o essencial fica sempre pra depois...
A nossa dívida interna esta alcançando níveis cada vez maiores...
Uma dívida que não se paga com dois empregos, com vales, cartões de créditos ou com empréstimos bancários.
Amor com amor se paga e jamais se apaga.
Vivemos na era da escassez de abraços, de sorrisos, de encontros.
Falta tempo...
Mas não nos preocupemos, pois quando um ente querido partir nos é concedido o direito, que consta em lei, de um tempo para acompanha-lo a sua última morada... Já que não tivemos tempo para visita-lo a tempo...
A vida é definida como o espaço de tempo entre o nascimento e a morte...
Poeticamente ouso discordar desta ou de quaisquer outras definições e proponho que a vida é o próprio espaço de tempo que dispomos para morrer sem lamentações... Feliz daquele que conseguir tão nobre e louvável gesto de caridade a sua própria alma.

Márcia Kraemer. (Poetisamar)