segunda-feira, maio 06, 2013

DESENCONTRO


Por passos largos, errantes.
Caminhos contrários,
Lugares opostos,
Mundos distantes,
Destino irônico.
Sonhos revirados, trancafiados,
No desencontro do encontro
em um momento inoportuno.
A vida se fez ingênua,
muda, infantil, com elegância
amadureceu e se perdeu
 no desencontro
 de um encontro
em um momento inoportuno.
A mente vagava demente
Em meio ao labirinto dos sonhos
Desequilibrada na corda bamba
Da efêmera realidade
do desencontro de um encontro
em um momento inoprtuno.
Um coração insano pulsava
Sangrando a alma
Que lenta e calma gemia
No mar de sangue
Da fatídica ilusão do
Desencontro
De um encontro
Em um momento inoportuno.
Os sentimentos emergiram
Para uma saga, profanando
As emoções mais veladas
Ecoando no infinito
o mais pavoroso grito de dor
do desencontro
de um encontro
em um momento inoportuno.
O momento oportuno
Quebrou o ponteiro
Que voou como flecha
No bibelô de cristal
Espalhando os cacos na estrada da vida
Do desencontro
De um encontro
Em um momento inoportuno!
Autora: Márcia kraemer

domingo, maio 05, 2013

"Uma folha ao vento nos jardins de Orfeu".



Quando minhas frases se referem a mim, nem tente entende-las, apenas lembre-se que eu também tenho sentimentos.
Quando em um poema que escrevi perceberes um fundo de melancolia e desesperança não o ignore, apenas o respeite porque foi escrito com a tinta escura da dor.

Quando uma crônica for pesada, com denúncias de crueldade, não a julgue, apenas reflita suas atitudes diante do mundo.

Quando encontrares nas entrelinhas de um conto algum fato relacionado com a minha vida não queira saber por que o deixei ali, apenas perceba em que parte dele uma parte da sua vida também se encaixa.

Quando encontrares uma de minhas memórias rabiscadas por aí não apague, mesmo que pra você possa parecer inútil e sem graça, apenas deixe-a de lado. Alguém mais sensível que você poderá encontrá-la.

Quando for julgada, que não seja pelos meus atos ou pela minha escrita, pelo simples fato de não querer sentir um calafrio percorrendo meu corpo pelos olhares desprovidos de discernimento.

Quando tentares entender minha alma poética, não encontrarás nada além do que já te foi revelado, o suficiente para que entendas que tenho um coração de carne igual ao seu.

Quando me perguntares por que escrevi isto ou aquilo, responderei que apenas escrevi sem a pretensão de que você goste ou não, entenda ou não, reflita ou não, pois me cabe apenas escrever. O que vier depois cabe somente a você.

Quando em todos despertar com clareza que não busco fama, meus escritos correrão o mundo clamando pela edificação humana.

Quando meu clamor ecoar no deserto das almas adormecidas, terei concluído minha missão e em meio à multidão despertada verei vida onde não existia, verei amor onde não havia e verei, enfim, a possibilidade de abrir novos caminhos agora já sem pedras e sem espinhos.


Por: Márcia Kraemer

terça-feira, abril 30, 2013

Não sabe o que dizer?


Li. Gostei. Compartilho. Porque...."Nem sei o que dizer".....
Nem sei o que dizer.

Mas o grande problema é que sempre vezes sabemos, mas temos medo, vergonha, tantas coisas, que acabamos não dizendo. Sempre sabemos por que logo nos passam mil ideias, palavras, sugestões e respostas. Mas sempre as calamos. Calamos por comodidade ou medo porque arriscar alguma coisa pode ser perigoso. Nada dizemos por medo de como seremos julgados porque já estamos nos julgando antes, e sempre, de maneira injusta. E aos outros também.
E como acreditamos no ditado de que em boca fechada não entra mosca... Cala-te boca!
E assim deixamos de colocar as grandes verdades, de dizer dos grandes desejos, e falar dos melhores sonhos. Por que... O que será que irão entender, ou como seremos julgados. Mas assim, também assumimos nossa incapacidade de nos fazermos entender. De explicar o que quisemos dizer se a outra parte não entendeu. Mas esquecemos de que por nada dizermos, nem explicarmos, assumimos a culpa e temos nossa própria condenação.
Nem sei o que dizer, nada mais é do que uma desculpa fraca e bisonha do “me deixa fora disso!” ou “tenho medo de acreditar!” e mais adiante ainda, “pelo sim pelo não, fico na minha!”.
Nem sei o que dizer também cai direitinho no colo da probabilidade de nossa incapacidade de pensar, raciocinar, e tomar decisões. Mas isto nós jamais seríamos capazes de aceitar ou assumir. Mas ora. Se nem sabemos o que dizer, como queremos que nos vejam? Simplesmente como pessoas que como diz um antigo ditado, “nem cheiram nem fedem”. Para os mais modernos, os eternos “encima do muro”. Ali, enquanto a vida passa a dois metros se muito de seus pés.
Muito fácil depois também soltar o “Nem sei o que dizer.”.
Quando descobrirmos, quem sabe, já será tarde demais. E aí repetiremos o mais fácil e omisso de todos os jargões.
Nem sei o que dizer.

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de cem jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. Contatos, ajrs010@gmail.com

sábado, abril 27, 2013

UMA PITADA DE CANELA.


Estava eu pensando com meus botões, linhas, agulhas, feltro,etc, sobre a quantidade de informações saudáveis que temos acesso hoje. São informações valiosas em todas as áreas do contexto social.
O que me intriga é o porque de ainda não terem, essas informações, causado um estrondo global, na mudança de hábitos por uma vida melhor. É aquela velha e exaustiva batalha entre a teoria e a prática.
Refletindo:  Primeiro: a informação sem a devida formação é igual a teoria sem a prática, não surte efeito.
Segundo:  quando fazemos um bolo, parece simples, mas se você pontuar todos os passos necessários, a lista se tornará grande. Bom, mas você não precisa mais desta lista, tornou-se hábito fazer um bolo, é simples. Deveria ser assim também com as informações que recebemos.
 A  massa do bolo toma forma = consciência, com a mistura de todos os ingredientes = informações, é colocado na forma = dia a dia, e levado para assar = tempo de reflexão das informações recebidas.
Após o tempo indicado, de 30 a 40 min. o bolo está assado, bom cada tipo de massa tem o seu tempo de cozimento = cada pessoa tem o seu tempo para assimilar as informações = processo de formação.
 Para ter certeza é bom furar o bolo com um palito para ver se está bem assado = buscar mais informações.
  Espere aí, temos um ponto crucial a nosso favor dentro desta ilustração = podemos voltar para o forno quantas vezes forem necessário, os ingredientes são ilimitados, assim como o tempo de cozimento.
Se me fiz entender ou não, não sei, mas que deixei uma pitada de canela = ?, para acrescentar a sua massa = vida, sei que deixei.
Com sua licença, preciso voltar para o forno! Tem uma parte minha que teima em não assar!

Autora: Márcia Kraemer

sexta-feira, abril 26, 2013

ANIVERSARIANTE MUITO ESPECIAL!


PARABÉNS PADRE ROBSON! QUE O DIVINO PAI ETERNO LHE CONCEDA TODAS AS GRAÇAS PARA FORTIFICAR TUA VOCAÇÃO.



terça-feira, abril 23, 2013

SABEDORIA MÁRIO QUINTANA II.


SABEDORIA DE MÁRIO QUINTANA.


CERTAS COISAS.




CERTAS COISAS

Certas coisas
não se podem deixar para depois.
Muitos poemas perdi
pensando: "depois escrevo",
"agora estou almoçando"
ou "consertando a porta".
Assim, adiei
- perdi o melhor de mim.

Certas coisas
não podem deixar para depois,
e nisto incluo; frutos no galho,
mudanças sociais,
certas coxas e bocas
e esta manhã que se esvai.

Certas coisas
não podem deixar para depois
o amor não se adia
como se adiam o imposto,
a viagem, a utopia.
o desejo sabe o que quer,
detesta burocracia

Feito depois,
o amor é murcha lembrança do que,
não-sendo, seria

Certas coisas
não podem deixar para depois,
Como o amor e as pessoas,
não se pode recuperar a poesia.


Afonso Romano de Sant’Anna

*Alice Ghirotto*

CERTAS COISAS

Certas coisas
não se podem deixar para depois.
Muitos poemas perdi
pensando: "depois escrevo",
"agora estou almoçando"
ou "consertando a porta".
Assim, adiei
- perdi o melhor de mim.

Certas coisas
não podem deixar para depois,
e nisto incluo; frutos no galho,
mudanças sociais,
certas coxas e bocas
e esta manhã que se esvai.

Certas coisas
não podem deixar para depois
o amor não se adia
como se adiam o imposto,
a viagem, a utopia.
o desejo sabe o que quer,
detesta burocracia

Feito depois,
o amor é murcha lembrança do que,
não-sendo, seria

Certas coisas
não podem deixar para depois,
Como o amor e as pessoas,
não se pode recuperar a poesia.


Afonso Romano de Sant’Anna

*Alice Ghirotto* FACEBOOK ROSAS E POESIAS.

quarta-feira, abril 17, 2013

O AMOR QUE EU QUERO!





Eu quero um amor
Que flua além do lençol
Sem iscas, nem curva de anzol.
Longe das malhas das redes
Livre das quatro paredes.
Eu quero um amor
Que pulsa, correndo nas veias,
Sem tramas nem teias.
Que em nós fique selado,
Sem algemas, sem passado.
Eu quero um amor
Sem arrependimentos,
Forte contra os ventos.
Sem os riscos da sorte
Longe da trena da morte.
Eu quero um amor
Que dure 24 horas por dia,
Sem palco, nem fantasia.
De contínuas emoções,
Que não se sujeite as prisões.
Eu quero um amor
Que nos torne mais gente,
Em constante presente.
Que nos faça viver
Sem nunca precisar renascer!
Autora: Marcia Kraemer

quinta-feira, março 07, 2013

MINHAS MENINAS, GRANDES MULHERES! PARABÉNS!






Ser mulher.


Ser forte, mesmo que frágil.
Ser alegre, mesmo que triste.
Ser mãe, ser amiga e companheira.
Ser mulher é ser tolerante na adversidade.
É não ligar quando não te elogiam, mas,
Chorar quando preciso e esconder-se quando necessário.
Brilhar para o mundo adverso
Ser capaz de fazer o inverso.
Ser mulher é refletir, é sentir-se, avaliar-se e não mais culpar-se.
É a aceitação de si mesma.
É abrir-se para as mudanças.
Ser mulher é gritar suavemente:
“Sou Mulher”.
Apesar do medo em assumir meu próprio eu,
“Sou Mulher”.
Apesar de me ver de uma forma, sentir-me de outra e agir de outra...
“Sou Mulher”.
Apesar de ainda não saber de que forma poderei encontrar-me
 dentro desta dimensão de “Ser Mulher”,
“Sou Mulher”.
Apesar das dúvidas de como equilibrar o ser, o sentir e o agir;
“Sou Mulher”
Sem ainda saber como arrancar os rótulos da inocente infância,
“Sou Mulher”.
Caminho em busca das respostas.
E a cada dia procuro em meio a parafernália da vida,
Um encanto, em cada canto do desencanto,
Uma releitura para uma nova visão de “ser mulher”.
Autora: Marcia Kraemer

domingo, fevereiro 24, 2013

DEDICATÓRIA



Dedico a você este espaço virtual.

Você que passou em minha vida.

Você que está você que virá ou você que acabou de chegar.

Saiba que não foi não é e não será por acaso.

Cada qual na reciprocidade da vida, doa o que lhe é próprio.

As vezes enriquece-se a própria existência e a do outro

Com aquilo que dispomos em determinado momento a oferecer.

As vezes empobrece-se a própria existência e a do outro,

quando retemos sentimentos e palavras e engolimos a seco

o que deveria ser dito cruzando os braços diante daquilo que deveria ser feito.

Nenhum ser é capaz de oferecer ao outro algo do qual não possui.

E, exatamente por não possuir não tem para si.

Não se pode dar o que não se tem.

Não se pode ficar ilhado em seu próprio ícone.

Não se pode regatear o que se tem e perder oportunidades de construir novos conceitos sobre a vida, sobre os outros e por que não sobre você mesmo?

Poeticamente falando, podemos nos transformar assim em ilhas:

“Uma extensão de ternura cercada de gente por todos os lados”.

Entendeu o que significa criar novos conceitos?

Assim o poeta pode ser arqueiro, fazendo de cada verso uma flecha e na sua poética pretensão, o alvo é o seu coração, mas, fique tranqüilo, pois a poesia revela um novo conceito sobre golpe de flecha.

No conceito poético, flechada vira floreada.

E o ferimento faz dos sentimentos o mais profundo: o amor.

Ofereço então, não simplesmente um espaço virtual, mas um caminho, não meramente filosófico ou expletivo, mas, em conformidade com a vida na Expressão da Alma.

MarciaKraemer