sábado, abril 27, 2013

UMA PITADA DE CANELA.


Estava eu pensando com meus botões, linhas, agulhas, feltro,etc, sobre a quantidade de informações saudáveis que temos acesso hoje. São informações valiosas em todas as áreas do contexto social.
O que me intriga é o porque de ainda não terem, essas informações, causado um estrondo global, na mudança de hábitos por uma vida melhor. É aquela velha e exaustiva batalha entre a teoria e a prática.
Refletindo:  Primeiro: a informação sem a devida formação é igual a teoria sem a prática, não surte efeito.
Segundo:  quando fazemos um bolo, parece simples, mas se você pontuar todos os passos necessários, a lista se tornará grande. Bom, mas você não precisa mais desta lista, tornou-se hábito fazer um bolo, é simples. Deveria ser assim também com as informações que recebemos.
 A  massa do bolo toma forma = consciência, com a mistura de todos os ingredientes = informações, é colocado na forma = dia a dia, e levado para assar = tempo de reflexão das informações recebidas.
Após o tempo indicado, de 30 a 40 min. o bolo está assado, bom cada tipo de massa tem o seu tempo de cozimento = cada pessoa tem o seu tempo para assimilar as informações = processo de formação.
 Para ter certeza é bom furar o bolo com um palito para ver se está bem assado = buscar mais informações.
  Espere aí, temos um ponto crucial a nosso favor dentro desta ilustração = podemos voltar para o forno quantas vezes forem necessário, os ingredientes são ilimitados, assim como o tempo de cozimento.
Se me fiz entender ou não, não sei, mas que deixei uma pitada de canela = ?, para acrescentar a sua massa = vida, sei que deixei.
Com sua licença, preciso voltar para o forno! Tem uma parte minha que teima em não assar!

Autora: Márcia Kraemer

sexta-feira, abril 26, 2013

ANIVERSARIANTE MUITO ESPECIAL!


PARABÉNS PADRE ROBSON! QUE O DIVINO PAI ETERNO LHE CONCEDA TODAS AS GRAÇAS PARA FORTIFICAR TUA VOCAÇÃO.



terça-feira, abril 23, 2013

SABEDORIA MÁRIO QUINTANA II.


SABEDORIA DE MÁRIO QUINTANA.


CERTAS COISAS.




CERTAS COISAS

Certas coisas
não se podem deixar para depois.
Muitos poemas perdi
pensando: "depois escrevo",
"agora estou almoçando"
ou "consertando a porta".
Assim, adiei
- perdi o melhor de mim.

Certas coisas
não podem deixar para depois,
e nisto incluo; frutos no galho,
mudanças sociais,
certas coxas e bocas
e esta manhã que se esvai.

Certas coisas
não podem deixar para depois
o amor não se adia
como se adiam o imposto,
a viagem, a utopia.
o desejo sabe o que quer,
detesta burocracia

Feito depois,
o amor é murcha lembrança do que,
não-sendo, seria

Certas coisas
não podem deixar para depois,
Como o amor e as pessoas,
não se pode recuperar a poesia.


Afonso Romano de Sant’Anna

*Alice Ghirotto*

CERTAS COISAS

Certas coisas
não se podem deixar para depois.
Muitos poemas perdi
pensando: "depois escrevo",
"agora estou almoçando"
ou "consertando a porta".
Assim, adiei
- perdi o melhor de mim.

Certas coisas
não podem deixar para depois,
e nisto incluo; frutos no galho,
mudanças sociais,
certas coxas e bocas
e esta manhã que se esvai.

Certas coisas
não podem deixar para depois
o amor não se adia
como se adiam o imposto,
a viagem, a utopia.
o desejo sabe o que quer,
detesta burocracia

Feito depois,
o amor é murcha lembrança do que,
não-sendo, seria

Certas coisas
não podem deixar para depois,
Como o amor e as pessoas,
não se pode recuperar a poesia.


Afonso Romano de Sant’Anna

*Alice Ghirotto* FACEBOOK ROSAS E POESIAS.

quarta-feira, abril 17, 2013

O AMOR QUE EU QUERO!





Eu quero um amor
Que flua além do lençol
Sem iscas, nem curva de anzol.
Longe das malhas das redes
Livre das quatro paredes.
Eu quero um amor
Que pulsa, correndo nas veias,
Sem tramas nem teias.
Que em nós fique selado,
Sem algemas, sem passado.
Eu quero um amor
Sem arrependimentos,
Forte contra os ventos.
Sem os riscos da sorte
Longe da trena da morte.
Eu quero um amor
Que dure 24 horas por dia,
Sem palco, nem fantasia.
De contínuas emoções,
Que não se sujeite as prisões.
Eu quero um amor
Que nos torne mais gente,
Em constante presente.
Que nos faça viver
Sem nunca precisar renascer!
Autora: Marcia Kraemer

quinta-feira, março 07, 2013

MINHAS MENINAS, GRANDES MULHERES! PARABÉNS!






Ser mulher.


Ser forte, mesmo que frágil.
Ser alegre, mesmo que triste.
Ser mãe, ser amiga e companheira.
Ser mulher é ser tolerante na adversidade.
É não ligar quando não te elogiam, mas,
Chorar quando preciso e esconder-se quando necessário.
Brilhar para o mundo adverso
Ser capaz de fazer o inverso.
Ser mulher é refletir, é sentir-se, avaliar-se e não mais culpar-se.
É a aceitação de si mesma.
É abrir-se para as mudanças.
Ser mulher é gritar suavemente:
“Sou Mulher”.
Apesar do medo em assumir meu próprio eu,
“Sou Mulher”.
Apesar de me ver de uma forma, sentir-me de outra e agir de outra...
“Sou Mulher”.
Apesar de ainda não saber de que forma poderei encontrar-me
 dentro desta dimensão de “Ser Mulher”,
“Sou Mulher”.
Apesar das dúvidas de como equilibrar o ser, o sentir e o agir;
“Sou Mulher”
Sem ainda saber como arrancar os rótulos da inocente infância,
“Sou Mulher”.
Caminho em busca das respostas.
E a cada dia procuro em meio a parafernália da vida,
Um encanto, em cada canto do desencanto,
Uma releitura para uma nova visão de “ser mulher”.
Autora: Marcia Kraemer

domingo, fevereiro 24, 2013

DEDICATÓRIA



Dedico a você este espaço virtual.

Você que passou em minha vida.

Você que está você que virá ou você que acabou de chegar.

Saiba que não foi não é e não será por acaso.

Cada qual na reciprocidade da vida, doa o que lhe é próprio.

As vezes enriquece-se a própria existência e a do outro

Com aquilo que dispomos em determinado momento a oferecer.

As vezes empobrece-se a própria existência e a do outro,

quando retemos sentimentos e palavras e engolimos a seco

o que deveria ser dito cruzando os braços diante daquilo que deveria ser feito.

Nenhum ser é capaz de oferecer ao outro algo do qual não possui.

E, exatamente por não possuir não tem para si.

Não se pode dar o que não se tem.

Não se pode ficar ilhado em seu próprio ícone.

Não se pode regatear o que se tem e perder oportunidades de construir novos conceitos sobre a vida, sobre os outros e por que não sobre você mesmo?

Poeticamente falando, podemos nos transformar assim em ilhas:

“Uma extensão de ternura cercada de gente por todos os lados”.

Entendeu o que significa criar novos conceitos?

Assim o poeta pode ser arqueiro, fazendo de cada verso uma flecha e na sua poética pretensão, o alvo é o seu coração, mas, fique tranqüilo, pois a poesia revela um novo conceito sobre golpe de flecha.

No conceito poético, flechada vira floreada.

E o ferimento faz dos sentimentos o mais profundo: o amor.

Ofereço então, não simplesmente um espaço virtual, mas um caminho, não meramente filosófico ou expletivo, mas, em conformidade com a vida na Expressão da Alma.

MarciaKraemer

sábado, fevereiro 23, 2013

DEVANEIOS DA POETISAMAR




Alguém me viu por aí?

Preciso dormir, não consigo.
Preciso trabalhar, estou sem a mínima vontade hoje.
Preciso tomar decisões, estou sem coragem.
Preciso reencontrar meu lugar no mundo, não sei por onde começar.
Preciso de um tempo, não, preciso de mais que um tempo, talvez dois, três ou quatro tempos.
Será que tenho tanto tempo assim disponível?
Como podemos medir nossa cota de tempo para cada coisa?
Há algo estranho em mim.
Algo difícil de definir com palavras.
Será que as forças do destino são maiores que as nossas próprias forças?
E, se este tal destino com cartas marcadas existe mesmo, somos capazes de mudá-lo?
Ou nossa única opção é aceitá-lo como vier?
E de onde ele vem?
Quem escondeu a caneta do meu próprio destino?
Eu mesmo quero escrevê-lo, mas no momento me sinto analfabeta e ignorante.
Preciso voltar aos bancos escolares espalhados pelo mundo.
Não, preciso sentar em minha própria cadeira, mas antes preciso das ferramentas para consertá-la, está quebrada.
Há tanto por fazer... E eu aqui sem saber o que fazer, para onde ir.
Quem sou eu? O que faço aqui, digitando tantas perguntas sem respostas? E você? Pode me dizer por que parou para ler este texto, complexo, sem nexo, absurdo, bizarro?
Só não me venha com comentários cheios de palavras bonitas.
De palavras bonitas, mensagens maravilhosas, conselhos, o face está cheio, enquanto que o mundo e a minha vida estão vazios de atitudes. Ah! Sei, você vai dizer que tudo depende única e exclusivamente de mim. Cômico. Patético. Irônico. Não, não estou te zoando , até porque depois dessa você não vai comentar  e muito menos curtir. Não vai mudar mesmo. As palavras somente tem poder seguidas de atitudes. Se você se acha o fortão, não se esqueça de que suas forças extras são para os outros. Deixe de ser orgulhoso e cheio de si e comece a dividi-la com quem precisa.
Tudo bem que você é mais centrado, mais equilibrado, sorte sua. Só não use suas forças extras para julgar. Tá, eu sei que a vida é bela, que devemos ser sempre gratos, blá,blá,blá,blá......
Estou falando de mim especificamente e não da vida como um todo. Tenho plena consciência de que ela já me deu muito mais do que eu merecia. Minha questão é comigo mesma. Talvez uma crise de identidade, ou será de meia idade. Seja lá o que for, preciso sair dessa. Preciso recomeçar. Preciso me reencontrar.
Alguém, por acaso me viu por aí?
Autora: Márcia Kraemer.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

PARADOXO



Rasguei o véu da minha alma e enfim libertei meu eu interior que surge perdido entre a multidão como uma criança órfã.
Perdido, carente e sem rumo vagueia sobre o holocausto dos sonhos,
Fere-se nos caminhos estreitos da ilusão.
Percorre desesperado o vale escuro assombrado pelos fantasmas da solidão em busca do corpo que o abandonou.
O corpo inerte, cansado, abatido e solitário, esconde-se do eu, por sentir-se ameaçado por esta parte sua até então desconhecida.
O corpo não reage, apenas espera, enquanto o eu recolhe os fragmentos da vida que o corpo deixou ao longo dos vários caminhos por onde passou.
Em quantas peças tornou-se este quebra-cabeça e quantas ainda lhe faltam encontrar?
Não sei por quanto tempo o corpo ainda poderá agüentar.
Marcia Kraemer