quarta-feira, janeiro 05, 2011

PROJETO DA FAMÍLIA KRAEMER


Este projeto tem por objetivo resgatar e registrar as receitas inesquecíveis do Vô Osvaldo (meu pai) e da Vó Tereza (minha mãe).


Poderão participar os filhos e as filhas juntamente com suas famílias.

Ao receberem as receitas terão o prazo de um ano para fazê-las, registrando em fotos.

O registro fica a cargo da criatividade de cada um, sendo que servirá como ilustração para o livro de receitas do vovô e da vovó.

Estou na fase de digitação das receitas.

Em breve estarei repassando para os inscritos no projeto.

Ainda há tempo para participar.

Hoje ficaremos com as bijajicas da Vó Tereza, na família há quatro gerações.




terça-feira, janeiro 04, 2011

FUNERAL DA PAIXÃO


Uma admiração, um sonho, um desejo, um sentimento, adormecidos no colo da razão.
Transformado em monólogo no palco da ilusão...
Anseia os olhos da desventura um resquício de realidade entre os gemidos agonizantes da esperança...
As mãos do equívoco buscam em meio aos restos mortais da idealização uma relíquia do fatídico endeusamento.
Os braços do vazio abrem-se ao encontro do vento da solidão.
A face oculta do medo desfigura-se sob o peso das lágrimas afiadas pela indiferença.
A mente padece necrosada pelos arautos da loucura...
O coração desfalece.
Arrebatado pela erupção do caos vê-se lançado ao confinamento no calabouço da cega e cruel desilusão.
O que antes brilhava como ouro no crisol dá lugar a nuvem cinzenta do crepúsculo.
Deixando visível no palco da ilusão apenas uma silhueta esvaindo-se no nevoeiro da iniquidade.
O corpo permanece inerte ao som dos passos do carrasco destino que lentamente aproxima-se para desferir seu último golpe.
Um derradeiro suspiro ecoa pelo labirinto da prisão abrindo o cortejo para o funeral da paixão.
 Soam as trombetas anunciando o fim.
Sem lamentos, sem lágrimas, sem dores ou gemidos.
Envolto por um profundo silencio de paz o amor acolhe a alma que parte serena da tumba dos desvalidos.


Márcia Kraemer

28/12/09

quinta-feira, dezembro 30, 2010

PASSEAR É BOM...

Mas, não tem nada melhor que a própria casa.
FELIZ 2011.
E que nossos passos recebam de Deus proteção, esperança, amor, gratidão e harmonia, para que nossa caminhada seja leve e próspera e que saibamos discernir diante dos momentos difíceis a melhor decisão, diante das alegrias a gratidão e quando cansados tenhamos forças para sempre recomeçar.
Continuemos nossa caminhada com passos firmes em busca de nossos ideais.
Um forte e caloroso abraço a todas e a todos que estiveram comigo e deixo aqui o convite para que continuemos juntos neste novo ano.
OBRIGADA.
Marcia Kraemer

segunda-feira, dezembro 20, 2010

BALANÇO

No próximo mês estaremos completando 1 ano de blog.
Passamos de 1.200 acessos neste período.
Agradeço de coração a todos e a todas pelo incentivo.
E convido para no próximo ano estarmos juntos.
Um forte abraço aos visitantes do Brasil, galera fiel do blog e aos nossos visitantes de:
Portugal; Estados Unidos; Canadá; Itália; Croácia e Rússia.
Desejo a todos e a todas Boas Festas, e um 2011 repleto de realizações.
Obrigada.
Marcia Terezinha Kraemer "Poetisa Mar".

sexta-feira, dezembro 17, 2010

SER MULHER


Ser forte, mesmo que frágil.
Ser alegre, mesmo que triste.
Ser mãe, ser amiga e companheira.
Ser mulher é ser tolerante na adversidade.
É não ligar quando não te elogiam, mas,
Chorar quando preciso e esconder-se quando necessário.
Brilhar para o mundo adverso
Ser capaz de fazer o inverso.
Ser mulher é refletir, é sentir-se, avaliar-se e não mais culpar-se.
É a aceitação de si mesma.
É abrir-se para as mudanças.
Ser mulher é gritar suavemente:
“Sou Mulher”.
Apesar do medo em assumir meu próprio eu,
“Sou Mulher”.
Apesar de me ver de uma forma, sentir-me de outra e agir de outra...
“Sou Mulher”.
Apesar de ainda não saber de que forma poderei encontrar-me
dentro desta dimensão de “Ser Mulher”,
“Sou Mulher”.
Apesar das dúvidas de como equilibrar o ser, o sentir e o agir;
“Sou Mulher”
Sem ainda saber como arrancar os rótulos da inocente infância,
“Sou Mulher”.
Caminho em busca das respostas.
E a cada dia procuro em meio a parafernália da vida,
Um encanto, em cada canto do desencanto,
Uma releitura para uma nova visão de “ser mulher”.


Autora: Marcia Kraemer

terça-feira, dezembro 14, 2010

PARABÉNS PELA BELA INICIATIVA.


Não poderia deixar de registrar este gesto tão lindo, de jovens que todo ano se reúnem e visitam orfanatos e asilos, levando mais que presentes, levam carinho, atenção e alegria.
Parabéns Dianara, Ramon, Débora, Maicon, Silmara, Juliana, Clodoaldo, Jean, Gabi, Regi e família, que Deus os ilumine, para que continuem pensando no próximo.
Nosso destaque de hoje no blog é para vocês!
Um grande abraço da poetisa Mar.

terça-feira, dezembro 07, 2010

DE MÃE PARA FILHOS.(TEXTO MAIS ACESSADO)




ESTE TEXTO É DEDICADO AOS MEUS FILHOS, MAICON VANESSA E ROSANA,


AS TRES PÉROLAS DA MINHA EXISTÊNCIA





CICLO EXISTENCIAL



Despidos do véu da infância como o desabrochar de um lindo e perfumado cravo e duas rosas orvalhadas ao amanhecer.



Levem para a vida adulta a inocência do olhar da infância.



Abram com elegância as cortinas da adolescência como uma janela que se abre para o sol.



Levem em suas bagagens a ternura das crianças que foram.



Absorvam as mudanças e os saberes como a terra absorve a água e o calor para germinar sua semente.



Do menino adolescente agora homem feito e das meninas, uma jovem moça, e a outra mulher, com o olhar da infância e com eterna ternura , caminhem para abraçar seus sonhos como a lua abraça a noite.



E se porventura sentirem revolta não se aflijam, é o medo de crescer.



E muitos medos virão ainda, lutem contra eles como guerreiros em batalha constante.



Vibrem com suas vitórias assim como eu vibro a cada dia por vocês existirem.



Jamais lamentem-se por suas derrotas, elas servirão de suporte e os ensinarão a crescer.



Façam de seus contra tempos uma escada para o sucesso, mas não tenham pressa de subir, vão devagar, subam cada degrau como se fosse o primeiro, assim não terão receio dos próximos e terão vivido bem os anteriores.



Na subida mantenham os olhos fixos no alto, mas não percam de vista tudo o que deixaram para traz, muito menos os que ajudaram vocês a subir.



Cultivem a gratidão assim como a natureza á grata ao seu Criador.



Tenham muitos amigos e ofertem sempre aos outros o sentimento de amizade e respeito, para que não corram o risco de chegarem sozinhos e frustrados ao topo da montanha da vida.



Quando sentirem-se exaustos, não tenham vergonha de sentar-se em um dos degraus, e não se esqueçam de mesmo cansados incentivar quem continua subindo. Se não conseguirem levantar-se sozinhos, não se preocupem, haverá sempre um anjo atento que estenderá a mão, apenas não se desesperem, esperem por ele. Mas, cuidado para não sentarem-se cada vez que aparecer um obstáculo, para não correrem o risco de passarem a maior parte da vida sentados esperando um anjo, ele sabe o momento de aparecer e vai deixar vocês por muitas vezes sentirem-se abandonados, para que aprendam a levantarem-se sozinhos e tornarem-se assim anjos para os outros e para vocês mesmos.



Quando as perdas surgirem saibam conviver com elas para que a amargura do vazio que fica não azede a esperança. Aceitem-nas como ciclo natural da vida, onde uns partem e outros ficam, e quando a saudade teimar em doer façam das lembranças um ato de louvor a Deus.



Não fiquem constrangidos se tiverem que chorar, acolham as lágrimas, deixem que elas banhem suas faces como manifestação da alma que expressa sentimentos nobres.



Respeitem seus próprios limites e aproveitem para conhecerem-se a si mesmos pela sabedoria que cada um deles revela quando são devidamente aceitos e respeitados.



Aprendam que há tempo certo para tudo, criem seu observatório pessoal para administrar este tempo destinado a vida, assim sempre sobrará um tempo reservado á reflexão na busca do auto conhecimento. Sim, porque os questionamentos em torno de si mesmo virão, e deixa-los sem resposta é a maior crueldade que alguém é capaz de praticar a si mesmo.



Portanto, não sejam cruéis com vocês mesmos.



Amem-se acima do próprio egoísmo.



Aceitem-se acima dos seus próprios limites.



Todos os dias antes de adormecerem façam da sua oração um ato sublime de perdão.



Vivam com intensidade e amem com profundidade, para que possam brindar com a vida o ciclo existencial que foi generosamente reservado a cada um de nós, sendo eu eternamente mãe e vocês eternamente filhos amados!

Obrigada pela oportunidade de ser mãe pois, foi somente a partir da existência de cada um de vocês que assim me tornei.

AUTORA: Marcia Kraemer

sexta-feira, dezembro 03, 2010

O AMOR E O SILÊNCIO.


Muitas e muitas vezes é preciso silenciar para amar.
O amor exige disciplina, meditação e mediação de valores e crenças contidas na amplitude de ações de cada ser.
Disciplinar as palavras e as atitudes perante os fatos, faz com que o egoísmo e o egocentrismo sejam aparados, de forma que haja um espaço significativo a ser compartilhado.
A meditação torna-se fundamental para o processo contínuo de auto conhecimento, é por ele que nos tornamos capazes de amar, sendo que o primeiro desafio do amor está em apaixonar-se por você.
O exercício do amor próprio amadurece o caráter e liberta da necessidade excessiva da presença do outro, cura da solidão, porque é capaz de preencher qualquer tipo de carência afetiva.
Sente-se extramente só quem abandona a si mesmo. Buscar no outro o que é do outro poderá desencadear um transtorno de obsessão, onde se passa a exigir do outro o que ele tem de mais precioso, a liberdade de estar com ele mesmo. Pois se você não está com você, não poderá jamais exigir que os outros estejam.
A mediação do ser precisa respeitar seus próprios limites e o do outro. Mediar significa dividir ao meio: “eu me amo, e só por isso sou capaz de te amar”. Como pode alguém doar todo o seu amor, a ponto de não sobrar nada para si mesmo? Este tipo de atitude com o tempo, irá exigir algo em troca, não por maldade, mas, pela necessidade humana de sentir-se amado. Delegar aos outros o seu nível de auto estima é um grande risco.
Responsabilizar os outros pelas suas carências sinaliza uma imaturidade com relação aos seus próprios sentimentos, afinal, as carências são suas e somente você as sente. Falar sobre elas seria mais gentil de sua parte.
Todo ser é único.
Esta individualidade compartilhada une o amor e o silêncio.
Autora: Marcia Kraemer