sábado, novembro 06, 2010
Ney Matogrosso - Poema
Esta canção me faz recordar minha infância: ...O medo era desculpa para um abraço, um consolo...
Poetisa Mar.
quinta-feira, outubro 28, 2010
MÁQUINA DE COSTURA
Esta máquina pertenceu a minha mãe. Foi trabalhando nela que minha mãe ajudou meu pai a criar seus seis filhos, com carinho, dignidade e respeito.
Márcia Kraemer
quarta-feira, outubro 27, 2010
SEMENTES FILOSÓFICAS
Quando lançadas na alma
transformam-se e germinam.
tornam-se dignas ao serem ofertadas com gratidão.
A alma eterniza os frutos
O amor é a mais divina e pura semente.
Nosso mestre Jesus, nos ensina com profundidade
e revela com sabedoria na parábola do semeador,
(que sou eu, que é você),
que o resultado do lançar a semente
depende do preparo e da escolha da terra
onde a semente será lançada.
As pedras simbolizam um terreno infértil,
um terreno que não foi previamente preparado
para acolher a semente,
isto não significa que ele não receba a semente.
O terreno pedregoso até recebe a semente
mas, não tem abertura ou preparo para que ela germine.
Somos este terreno infértil e pedregoso
quando agimos com superficialidade.
aprendemos a acolher as sementes com humildade,
quando temos clareza de nosso terreno interior,
quando temos coragem de tirar todas as pedras e
todas as impurezas que impedem
a semente de germinar em nossa vida.
Desta forma aprendemos a retirar os ciscos da alma,
que nos impedem de sermos melhores.
A certeza de se estar preparado para viver e retribuir
as sementes que a vida nos oferece a cada momento,
passa pelo discernimento, para que possamos
identificar e aceitar os"ciscos na alma".
Este é o primeiro passo para perdoar, aperfeiçoar e,
entender os sentimentos como um processo
de maturidade pessoal, humana e espiritual.
Autora: Marcia Kraemer
FILOSOFIA MARCIANA
Escrever não é algo assim tão simples. As inspirações não marcam hora nem lugar, simplesmente vem.
Quando menos se espera, elas batem a porta da mente, invadindo os pensamentos, provocando sucessões de sentimentos, abrindo caminhos para as palavras que surgem pelo vasto universo da reflexão, muito bem acomodadas na carruagem da eloqüência. É uma espécie de carruagem real, com cavalos alados, conduzidos por um esbelto cocheiro epiceno e épico.
"Podemos eleger como melhores momentos da vida, aqueles dos quais nos fizeram refletir sobre nós mesmos. Assim, não corremos o risco de vivermos eternamente com um desconhecido"!
“Conhece-te a ti mesmo”... Se não quiseres conviver eternamente com um desconhecido!
“Um homem começa a viver quando escreve um livro, mesmo que não o publique, e planta uma árvore, mesmo que não colha seus frutos”.
Por: Marcia Kraemer
sexta-feira, outubro 15, 2010
A MINHOCA E O URUBU
Era uma vez uma minhoca que sonhava alto. Em sua cabeça, não entendia porque um pássaro feio como o urubu, que se sente atraído por sujeiras possuía asas e ela não. Sem contar todas as vezes que ela teve que moderar seus passeios por causa do astuto. Então resolveu navegar, já que voar era impossível. Construiu uma pequena embarcação com material retirado da terra e aventurou-se rio abaixo. Esperta, e cansada das investidas do incansável urubu, levava consigo uma porção de terra para o caso do abelhudo aparecer e querer abocanhá-la teria aonde se esconder. É, nem todas as minhocas são assim precavidas, muitas já foram parar na boca de peixes, de urubus, de sabiás, de rolas, de papagaios, e até em pratos exóticos. E urubus, ah, essa raça, que nojo. Nojo? Ainda bem que eles, os urubus, não o sentem, por isso servem de garis na natureza. Que absurdo comparar os garis com urubus. Absurdo? É ter que existir os garis, para limpar a sujeira largada em todos os lugares. Absurdo? É o que eles, os nobres garis encontram no lixo, muitas coisas servem ainda para serem usadas pelos menos abastados, mas outras, francamente, nem os urubus jogam fora, como seus próprios filhotes recém nascidos. Absurdo? É esta minhoca achar-se precavida, ora, nem parou para pensar que o sol irá secar a terra e adeus esconderijo. Mas pode chover. Sim poderá chover, mas quantos pingos de chuva seriam necessários para desmanchar seu punhado de terra. Hipóteses! Estatísticas, expectativas disto ou daquilo e até de vida. Bem, todos se declaram a favor da vida, seja ela das minhocas ou dos urubus. O importante é trabalhar a seu favor, quer dizer a seu próprio favor. Mas, mesmo trabalhando a seu favor, a minhoca se ferrou, pelo menos nesta fábula, enquanto o urubu, gari da natureza, e os garis, nobres trabalhadores da selva de pedra, continuam por aí limpando a sujeira provocada pelos habitantes do planeta terra.
Moral da história: “Nem sempre a precaução adotada é a mais adequada”. E:
“Em terra de minhoca, urubu não bica”.
Autora: Marcia Kraemer
Era uma vez uma minhoca que sonhava alto. Em sua cabeça, não entendia porque um pássaro feio como o urubu, que se sente atraído por sujeiras possuía asas e ela não. Sem contar todas as vezes que ela teve que moderar seus passeios por causa do astuto. Então resolveu navegar, já que voar era impossível. Construiu uma pequena embarcação com material retirado da terra e aventurou-se rio abaixo. Esperta, e cansada das investidas do incansável urubu, levava consigo uma porção de terra para o caso do abelhudo aparecer e querer abocanhá-la teria aonde se esconder. É, nem todas as minhocas são assim precavidas, muitas já foram parar na boca de peixes, de urubus, de sabiás, de rolas, de papagaios, e até em pratos exóticos. E urubus, ah, essa raça, que nojo. Nojo? Ainda bem que eles, os urubus, não o sentem, por isso servem de garis na natureza. Que absurdo comparar os garis com urubus. Absurdo? É ter que existir os garis, para limpar a sujeira largada em todos os lugares. Absurdo? É o que eles, os nobres garis encontram no lixo, muitas coisas servem ainda para serem usadas pelos menos abastados, mas outras, francamente, nem os urubus jogam fora, como seus próprios filhotes recém nascidos. Absurdo? É esta minhoca achar-se precavida, ora, nem parou para pensar que o sol irá secar a terra e adeus esconderijo. Mas pode chover. Sim poderá chover, mas quantos pingos de chuva seriam necessários para desmanchar seu punhado de terra. Hipóteses! Estatísticas, expectativas disto ou daquilo e até de vida. Bem, todos se declaram a favor da vida, seja ela das minhocas ou dos urubus. O importante é trabalhar a seu favor, quer dizer a seu próprio favor. Mas, mesmo trabalhando a seu favor, a minhoca se ferrou, pelo menos nesta fábula, enquanto o urubu, gari da natureza, e os garis, nobres trabalhadores da selva de pedra, continuam por aí limpando a sujeira provocada pelos habitantes do planeta terra.
Moral da história: “Nem sempre a precaução adotada é a mais adequada”. E:
“Em terra de minhoca, urubu não bica”.
Autora: Marcia Kraemer
terça-feira, outubro 12, 2010
segunda-feira, outubro 11, 2010
terça-feira, setembro 28, 2010
OS BALAIOS DE OLGA
Um episódio ocorrido recentemente, me fez voltar no tempo e recordar o primeiro balaio que Olga não pode ter.
Mãe de três filhos, ainda pequenos, Olga “lavava roupa pra fora”. Levantava bem cedinho, enchia os oito fios do varal... Ainda não tinha máquina de lavar. Seu maior problema naquele momento era recolher aquela roupa toda. Usando sua criatividade feminina colocava uma cadeira para apoiar as roupas que eram recolhidas e dobradas com o maior cuidado para facilitar na hora de passar. Mas tinha em mente a vontade de comprar no mínimo uns três balaios.
Isto me inquietava, pois não via neste detalhe grandes vantagens. Então resolvi presentear Olga com um belo espelho oval, com acabamento em vime. Ao chegar a sua casa lá estava ela, dividida entre os seus três filhos, o tanque de roupas e o almoço. Não esqueço a imagem de decepção em seu rosto ao vê-lo refletido no espelho e percebendo que ainda não havia tido tempo para pentear seus próprios cabelos. Toda sem jeito agradeceu o presente e me convidou pra almoçar. Resolvi ficar, e observar um pouco mais a rotina da minha amiga Olga, que não parava um instante. Voltei para casa um tanto quanto preocupada, mas esperançosa de que um dia Olga olharia para aquele espelho de uma maneira diferente.
Certo dia um senhor bateu palmas na frente de sua casa. Olga foi atendê-lo, e para sua surpresa ele estava vendendo balaios... Toda entusiasmada ela pensou: Puxa, é hoje que vou comprar meu primeiro balaio. Mas, não dispunha do dinheiro naquele momento. O senhor muito gentil, deixou que Olga ficasse com o balaio dizendo que passaria no dia seguinte para cobrar. Tudo bem então. Pelo menos por enquanto.
Quando seu marido chegou a noite, ela contou o ocorrido e pediu o dinheiro para pagar o balaio, mas nada feito, o sujeito foi categórico: “Devolva este balaio amanhã”...eu não autorizei você a comprar um balaio, não vou pagar! Nossa essas palavras soaram como uma advertência grosseira e insensível aos ouvidos de Olga, que indagava consigo mesma:
“Ai meu Deus, com que cara irei devolver este balaio? Ainda demora até que eu receba pelo meu serviço e aquele senhor precisa do dinheiro. Que noite foi aquela. Olga torturava-se arrependida pelo que havia feito, ao mesmo tempo que não entendia a reação do marido, pois para ela o balaio significava apenas mais um instrumento de trabalho. O que haveria de tão errado em sua atitude?
Enfim, no dia seguinte, veio o senhor cobrar o balaio. Explicou a ele o que havia ocorrido, mas pense, ele ficou fulo e saiu resmungando com ela.
Este relato ilustra apenas um dos rompantes de submissão de Olga, que foi conduzindo sua vida de dona de casa exemplar, super mãe e esposa obediente.
Os anos foram passando e hoje aos 43 anos, Olga me confessou que pode perceber que este foi só o primeiro dos vários balaios que ela deixou de ter na vida. Afirma ter renunciado a inúmeros balaios no decorrer de todos estes anos.
Segundo Olga, suas renúncias foram impulsionadas mais por medo e submissão do que por amor. E agora que seus filhos cresceram e que não precisa mais lavar roupas pra fora, está tentando resgatar seu primeiro balaio, que denomina como o “balaio da minha dignidade como mulher”. Disse que está difícil encontrar compreensão, porque percebe que somente ela mudou nesta história toda quando ousou olhar-se novamente no espelho e perceber-se como gente.
O maior desafio de Olga agora é mostrar-se como nunca se mostrou a si mesma e aos outros.
Isto é apenas um resumo de uma migalha da vida de Olga. De um momento em que pensou que um balaio poderia mudar sua vida. Ajudaria é claro no quesito organização, mas o que ontem parecia tão importante hoje já não faz mais sentido, pelo menos não o mesmo sentido da época. O balaio a que se refere hoje, não é o da lavadeira, da super mãe, da esposa obediente, mas sim da Mulher Olga, ao descobrir que dedicação e amor são sentimentos que devem sim ser partilhado com todos, mas, esquecer-se de si mesmo é a maior crueldade que um ser humano pode cometer.
Autora: Marcia Kraemer
quarta-feira, setembro 22, 2010
CADEIRA QUEBRADA
Ao mesmo tempo em que tudo parece estranho de alguma forma pode parecer também familiar. Ao mesmo tempo em que mesmo real pode não parecer normal, quando descobrimos que os direitos de escolha estão acima das opiniões de quem quer que seja a não ser a sua própria, sendo assim acaba-se por optar por aquilo que julga ser o melhor, mesmo que não tenhamos este hábito muito presente em atitudes. Pois em geral fomos criados, mesmo contra a própria vontade, a agirmos de forma que satisfaça os outros.
Após alguns anos este estranho não parece mais como estranho e o real que não parecia normal transforma-se em uma loucura sóbria e passa a ser tudo tão maravilhoso tão profundo, que de início assusta a coragem, a ousadia, a maturidade, o desapego e apesar da intensidade com que os sentimentos vão surgindo, ainda é difícil o despojamento total da opinião dos outros, pois ainda há resquícios daquela cruel impressão de que preciso ainda render-me as vontades dos outros, sufocando o verdadeiro eu.
Então, quando se entende que o lugar que se está não é o mesmo que se gostaria de estar, procura-se o engenheiro responsável pela obra para ouvi-lo dizer que tudo foi construído exatamente da forma como você permitiu, que nada, nenhum tijolo foi lá colocado sem a sua devida permissão.
Neste momento, o estranho volta a ser estranho e o real parece não ser normal, porque neste exato instante da vida, quebra-se a única coisa concreta por você construída, a cadeira de vítima adornada pelo manto da comodidade, e estatelado no chão lhe é permitido envergonhar-se de tal situação pela qual se imaginava ser obra dos outros, quando na verdade o poder de decisão sempre foi e sempre será unicamente seu no que diz respeito a você e unicamente meu quando diz respeito a mim.
Cada um encontra-se na situação que se colocou.
Vive com aquilo que conquistou.
Veste a máscara que confeccionou.
Senta-se na cadeira que projetou.
Percorre os labirintos que criou.
Sabe os caminhos por onde trilhou.
Sacia hoje a fome com o fruto que ontem plantou.
Sendo o único responsável pelas decisões que tomou.
Por hora, levante-se, restaure a cadeira e tudo que com ela se quebrou.
Autora: Marcia Kraemer
quarta-feira, setembro 15, 2010
VOCÊ É MUITO ESPECIAL.
A VIDA É UM GRANDE PALCO!
VOCÊ É O ATOR PRINCIPAL!
NÃO PASSE NESTE PALCO APENAS REPRESENTANDO UM MERO PERSONAGEM.
TENHA A CORAGEM DE ABRIR AS CORTINAS E SER VOCÊ MESMO.
SÓ ASSIM SUA FELICIDADE SERÁ REAL!
terça-feira, setembro 14, 2010
POLÍTICA POÉTICA
Baseada no poema “Poética”, de Manuel Bandeira, e motivada pela vídeo conferência:
“Quando os poetas pensam sobre educação”, por Glória Kirinus, resolvi então aproveitar o contexto político atual e a proximidade das eleições, para imaginar como seria se eu mudasse este título para: “Quando os poetas pensam sobre política”, segue abaixo o resultado de tal reflexão:
POLÍTICA POÉTICA
Estou farta da política voltada para o fenótipo.
Da política politicagem.
Da política muito bem planejada, com regras, leis, coligações e objetivos firmados, mas, que segue por um caminho de corrupção na prática do seu desvirtuamento.
Abaixo os políticos corruptos!
Todos os métodos de politicagens subornáveis.
Todos os partidos filiados ao lucro.
Todas as formas e normas excludentes.
Protocolada,
Dogmática,
Apadrinhada.
De toda política associada ao que quer que seja fora de si mesma.
De resto não é política!
São apenas projetos engavetados após as eleições.
respeitando todos os povos e raças.
Não quero mais saber da política que não é libertação.
Marcia Kraemer
sexta-feira, setembro 10, 2010
DEDICATÓRIA
Dedico a você este espaço virtual.
Você que passou em minha vida.
Você que está você que virá ou você que acabou de chegar.
Saiba que não foi não é e não será por acaso.
Cada qual na reciprocidade da vida, doa o que lhe é próprio.
As vezes enriquece-se a própria existência e a do outro
Com aquilo que dispomos em determinado momento a oferecer.
As vezes empobrece-se a própria existência e a do outro,
quando retemos sentimentos e palavras e engolimos a seco
o que deveria ser dito cruzando os braços diante daquilo que deveria ser feito.
Nenhum ser é capaz de oferecer ao outro algo do qual não possui.
E, exatamente por não possuir não tem para si.
Não se pode dar o que não se tem.
Não se pode ficar ilhado em seu próprio ícone.
Não se pode regatear o que se tem e perder oportunidades de construir novos conceitos sobre a vida, sobre os outros e por que não sobre você mesmo?
Poeticamente falando, podemos nos transformar assim em ilhas:
“Uma extensão de ternura cercada de gente por todos os lados”.
Entendeu o que significa criar novos conceitos?
Assim o poeta pode ser arqueiro, fazendo de cada verso uma flecha e na sua poética pretensão, o alvo é o seu coração, mas, fique tranqüilo, pois a poesia revela um novo conceito sobre golpe de flecha.
No conceito poético, flechada vira floreada.
E o ferimento faz dos sentimentos o mais profundo: o amor.
Ofereço então, não simplesmente um espaço virtual, mas um caminho, não meramente filosófico ou expletivo, mas, em conformidade com a vida na Expressão da Alma.
MarciaKraemer



















