Conceito de achismo: “prática de opinar categoricamente sobre vários assuntos, em geral sem ter autoridade em nenhum deles”.
“Quem procura acha”. Só procura quem perdeu e só encontra quem procura.
Não procuramos somente por aquilo que perdemos, mas por aquilo que ainda não temos. Não me refiro apenas a objetos, pelo contrário me refiro a encrenca dos maus entendidos.
A expressão, “Eu acho” é um perigo, agora, eu acho que a outra pessoa acha é suicídio, principalmente quando este achismo vira certeza na mente de quem acha.
A falta de clareza nas conclusões pode desencadear inúmeras situações de desconforto, seja no trabalho, entre amigos, entre casais então é um passo para a separação.
Nem sempre as pessoas interpretam nossas falas de maneira que entendam realmente o queríamos dizer. E nem sempre também, falamos com clareza, deixando no ar aquele entenda como quiser, tire suas próprias conclusões, pense o que quiser.
Olha o risco que se corre abrindo este leque de achismos em torno dos nossos relacionamentos. A clareza e a objetividade são fundamentais para organizar a própria vida e querendo ou não os outros fazem parte da nossa vida, uns de maneira mais intensa e significativa, outros nem tanto, mas isso não importa quando o assunto é comunicação.
Tem um ditado que diz “para um bom entendedor meia palavra basta”, a questão é onde estão os bons entendedores?
Sem adequar-se ao sujeito que o ouve você acabará tornando-se o único entendedor daquilo que deseja expressar. Parece tão difícil admitirmos que não entendamos bem o que o outro quis dizer. Não dói nada dizer: “Desculpe, não entendi”.
É melhor do que achar e partir para uma discussão desnecessária do tipo:
- Ah, então você acha que eu...
- Eu não quis dizer isso...
- Ah, não quis, mas disse...
- Você não entendeu...
- Pra mim chega, não quero mais falar neste assunto.
Qual era mesmo o assunto? Bem, analisando o “diálogo”, percebe-se que um ficou no achismo, sentindo-se ofendido e o outro não conseguiu expressar-se de maneira clara e objetiva, apesar de ser talvez a única maneira que conhece. Geralmente o achista ofendido é pavio curto, ou então estamos em um daqueles dias, ou naqueles dias.
Quem consegue segurar o pavio quando não está bem? O pior de tudo é quando ele acaba justamente com aquela pessoa que fez apenas uma perguntinha, e leva aquele sermão sem entender nada.
É, somos assim, vulneráveis, e apesar disso até hoje não vi em ninguém um crachá identificando o humor do dia. É evidente que em alguns casos mais graves, percebe-se de longe pela fisionomia se podemos ou não chegar perto de determinada pessoa e vice e versa. Tem dia que não dá pra disfarçar? Melhor seria nem ter saído da cama.
Não defendo as certezas fechadas na razão, muito menos na emoção. Quando se diz eu acho é porque não se tem ainda uma opinião formada, sendo assim não se pode ter certeza muito menos razão. Eu acho é apenas uma possibilidade em meio a várias que poderão surgir assim como surgirão outras possibilidades em meio as certezas e as razões.
Tenho absoluta certeza e por isso tenho razão, até que me provem o contrário, também há um grande risco nesta afirmação, o melhor seria se cada um provasse para si mesmo, por meio de uma reflexão equilibrada em torno dos próprios achismos, das próprias certezas e das próprias razões resultando em um consenso subjetivo.
O equilíbrio está na flexibilidade das atitudes e dos pensamentos. Ser flexível não significa ser uma Maria vai com as outras, o próprio equilíbrio fornece a flexibilidade necessária para prosseguir com menos quedas. O equilíbrio e o humor também são uma questão de escolha, assim como a roupa, o sapato, a bolsa, que você escolhe para sair. Se você acha que vai chover, leva sombrinha, se achar que não a deixa em casa, mas por “achar” corre o risco de se molhar ou escolhe andar sempre com a sombrinha na bolsa.
O mau humor e o bom humor são dois “bichinhos” que estão dentro de cada um de nós, e podemos escolher entre alimentar um ou outro, e sabemos muito bem quais são as preferências gastronômicas de cada um e a indigestão que o mau humor causa. Então é ou não é uma questão de escolhas?
Autora: Márcia Kraemer
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Reflexões de Thomas Merton
"Para entender a alienação, temos que descobrir aonde vai sua mais profunda raiz central — e entender que esta raiz nunca desaparecerá. A alienação é inseparável da cultura, da civilização e da vida em sociedade. Não é só uma característica de ‘culturas ruins’, de civilizações ‘corruptas’ ou da sociedade urbana. Não é só um duvidoso privilégio de algumas pessoas na sociedade. A alienação começa quando a cultura me divide contra mim mesmo, me põe uma máscara, me atribui um papel que posso querer desempenhar ou não. A alienação é completa quando me identifico completamente com minha máscara, totalmente satisfeito com meu papel e convencido de que qualquer outra identidade ou papel é inconcebível. O homem que transpira sob sua máscara, cujo papel lhe dá irritações desconfortáveis e que odeia essa sua divisão, já começou a ser livre. Mas que Deus o ajude se ele apenas deseja a máscara de outro homem, só porque este não parece estar suando ou sentindo coceiras. Talvez não ele seja mais suficientemente humano para sentir coceiras. (Ou então paga um psiquiatra que o coça.)"
“ Toda guerra tem por raiz o medo; não tanto o medo que os homens têm uns dos outros, como o medo que têm de tudo. Não se trata apenas da desconfiança que nutrem uns para com os outros; não têm confiança nem em si próprios. Se não estão seguros do momento em que poderá alguém matá-los, estão ainda menos seguros da hora em que eles mesmos poderiam se matar.
Não é só nosso ódio aos outros que é perigoso, mas também, e sobretudo, o nosso ódio a nós mesmos. E esse ódio a nós mesmos é tão profundo e tão forte que não pode ser enfrentado. Pois é isso que nos faz ver nossa própria maldade nos outros e nos torna incapazes de vê-la em nós mesmos.”
“ (…) Nunca vemos a verdade essencial que nos ajudaria a iniciar a solução de nossos problemas éticos e políticos. Essa verdade é estarmos todos mais ou menos errados, estarmos todos em falta, sermos todos limitados, condicionados por nossos motivos pessoais embaralhados, nossa tendência a nos enganarmos a nós próprios, nossa avareza, farisaísmo e tendência à agressividade e à hipocrisia.
A vida consiste em aprender a viver de maneira autônoma, espontânea e fluida: para isso é preciso reconhecer quem se é – estar familiarizado e à vontade consigo mesmo. Isso significa, basicamente, aprender quem somos e o que temos para oferecer ao mundo contemporâneo; depois, aprender como tornar essa oferta válida.”
“O mundo é feito de pessoas que estão plenamente vivas nele: ou seja, de pessoas que nele podem ser elas mesmas e estabelecer relações vivas e fecundas umas com as outras.”
“ Toda guerra tem por raiz o medo; não tanto o medo que os homens têm uns dos outros, como o medo que têm de tudo. Não se trata apenas da desconfiança que nutrem uns para com os outros; não têm confiança nem em si próprios. Se não estão seguros do momento em que poderá alguém matá-los, estão ainda menos seguros da hora em que eles mesmos poderiam se matar.
Não é só nosso ódio aos outros que é perigoso, mas também, e sobretudo, o nosso ódio a nós mesmos. E esse ódio a nós mesmos é tão profundo e tão forte que não pode ser enfrentado. Pois é isso que nos faz ver nossa própria maldade nos outros e nos torna incapazes de vê-la em nós mesmos.”
“ (…) Nunca vemos a verdade essencial que nos ajudaria a iniciar a solução de nossos problemas éticos e políticos. Essa verdade é estarmos todos mais ou menos errados, estarmos todos em falta, sermos todos limitados, condicionados por nossos motivos pessoais embaralhados, nossa tendência a nos enganarmos a nós próprios, nossa avareza, farisaísmo e tendência à agressividade e à hipocrisia.
A vida consiste em aprender a viver de maneira autônoma, espontânea e fluida: para isso é preciso reconhecer quem se é – estar familiarizado e à vontade consigo mesmo. Isso significa, basicamente, aprender quem somos e o que temos para oferecer ao mundo contemporâneo; depois, aprender como tornar essa oferta válida.”
“O mundo é feito de pessoas que estão plenamente vivas nele: ou seja, de pessoas que nele podem ser elas mesmas e estabelecer relações vivas e fecundas umas com as outras.”
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
CAMBULHADA!
Você algum dia já ouviu esta palavra?
Pois é, eu me deparei com ela ontem e minha mente ficou povoada de cambulhada, a ponto de escrever sobre ela, quando percebi que tenho uma cambulhada para dizer... Aquelas cambulhadas que ficam entaladas na garganta sabem, mas por outro lado tem aquelas que nunca deveriam ser pronunciadas e foram... Tem uma cambulhada que você gostaria de ouvir... Tem uma cambulhada que te fez chorar. Tem uma cambulhada que te fez pular de alegria.
Ninguém consegue passar pela vida sem ter uma!
Aliás, tenho a impressão que passamos a vida em busca de uma.
Temos cambulhada para fazer e para desfazer... E para resolver então, nem se fala!
Tem cambulhada boa e menos boa... Tem cambulhada em cima do guarda roupas, na dispensa, na bolsa, na cabeça, nos sonhos, nos projetos.
Tem cambulhada em toda parte!
Tem cambulhada que só atrapalha. Mas, nem pensar em ficar sem nenhuma.
Ninguém conseguiria sobreviver sem cambulhada!
Você dorme e acorda pensando nela... Você vive em função dela!
Não tem como fugir... A cambulhada está em você!
Aposto como você está lendo rápido porque tem uma cambulhada pra resolver hoje. Mas, eu aconselho você a continuar a leitura, até para relaxar um pouco, pois há uma cambulhada que pode esperar...
O estado de espírito, o sucesso pessoal e profissional, o equilíbrio, o humor, a saúde, enfim, tudo de bom que a vida tem para oferecer depende da cambulhada que você escolhe. As vezes ela te deixa tão afoito, tão desesperado, tão estressado que você acaba somatizando em sua vida, apenas a cambulhada negativa e passando a não mais enxergar a cambulhada positiva, torna-se uma pessoa extremamente desanimada e cansada, por não mais suportar nos ombros o peso da cambulhada.
Cem gramas de cambulhada negativa pesam mais que cem quilos de cambulhada positiva. Portanto, saiba escolher suas cambulhadas, para não se perder na enorme teia que vamos tecendo dia a dia em função dela.
As cambulhadas mal feitas como as bem feitas geram conseqüências, e é exatamente por não estar preparados para tais conseqüências que deixamos uma cambulhada por fazer.
A maior lição da cambulhada é: “Nem pense em realizar uma cambulhada de uma só vez”... Quem tentou, não está mais aqui e muito menos voltará para contar.
Faça de uma cambulhada o motivo para ser feliz!
Então, já descobriu o que é cambulhada?
Cambulhada é................. uma porção de coisas...............
Faça a sua porção valer a pena!
Autoria de Márcia Kraemer.
17/10/2009
Pois é, eu me deparei com ela ontem e minha mente ficou povoada de cambulhada, a ponto de escrever sobre ela, quando percebi que tenho uma cambulhada para dizer... Aquelas cambulhadas que ficam entaladas na garganta sabem, mas por outro lado tem aquelas que nunca deveriam ser pronunciadas e foram... Tem uma cambulhada que você gostaria de ouvir... Tem uma cambulhada que te fez chorar. Tem uma cambulhada que te fez pular de alegria.
Ninguém consegue passar pela vida sem ter uma!
Aliás, tenho a impressão que passamos a vida em busca de uma.
Temos cambulhada para fazer e para desfazer... E para resolver então, nem se fala!
Tem cambulhada boa e menos boa... Tem cambulhada em cima do guarda roupas, na dispensa, na bolsa, na cabeça, nos sonhos, nos projetos.
Tem cambulhada em toda parte!
Tem cambulhada que só atrapalha. Mas, nem pensar em ficar sem nenhuma.
Ninguém conseguiria sobreviver sem cambulhada!
Você dorme e acorda pensando nela... Você vive em função dela!
Não tem como fugir... A cambulhada está em você!
Aposto como você está lendo rápido porque tem uma cambulhada pra resolver hoje. Mas, eu aconselho você a continuar a leitura, até para relaxar um pouco, pois há uma cambulhada que pode esperar...
O estado de espírito, o sucesso pessoal e profissional, o equilíbrio, o humor, a saúde, enfim, tudo de bom que a vida tem para oferecer depende da cambulhada que você escolhe. As vezes ela te deixa tão afoito, tão desesperado, tão estressado que você acaba somatizando em sua vida, apenas a cambulhada negativa e passando a não mais enxergar a cambulhada positiva, torna-se uma pessoa extremamente desanimada e cansada, por não mais suportar nos ombros o peso da cambulhada.
Cem gramas de cambulhada negativa pesam mais que cem quilos de cambulhada positiva. Portanto, saiba escolher suas cambulhadas, para não se perder na enorme teia que vamos tecendo dia a dia em função dela.
As cambulhadas mal feitas como as bem feitas geram conseqüências, e é exatamente por não estar preparados para tais conseqüências que deixamos uma cambulhada por fazer.
A maior lição da cambulhada é: “Nem pense em realizar uma cambulhada de uma só vez”... Quem tentou, não está mais aqui e muito menos voltará para contar.
Faça de uma cambulhada o motivo para ser feliz!
Então, já descobriu o que é cambulhada?
Cambulhada é................. uma porção de coisas...............
Faça a sua porção valer a pena!
Autoria de Márcia Kraemer.
17/10/2009
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
CORES, DOCES, AROMAS E SABORES...
Amor café com leite. É aquele imune a qualquer força oculta que tente separa-lo. É uma mistura impossível de desfazer. Começando pelo pó, a água quente o açúcar e o leite. O pó representa as duas vidas, a água quente o sentimento, que aos poucos vai dissolvendo um e outro até tornarem-se um só, o açúcar representa todos os elementos que tornam doce uma relação e o leite acrescenta um novo sabor, preservando a individualidade, sem que um tire o sabor do outro.
Somente depois que as duas vidas tornarem-se uma, como o pó e a água, vai-se descobrindo e acrescentando a dose certa de açúcar e automaticamente a quantia certa de leite, há casos em que se chega a cobrir-se esta mistura com chantilly, aí é o ápice... A branca espuma coroando duas vidas inseparáveis.
Conclusão: Para amar é preciso saber fazer um delicioso café, e mais que isso saboreá-lo bem devagar e bem quente, junto a uma lareira, em uma noite fria de inverno, em uma tarde chuvosa... Bem o lugar, a hora, a paisagem, o tempo cabe somente a você escolher.
Autora Marcia Kraemer
Somente depois que as duas vidas tornarem-se uma, como o pó e a água, vai-se descobrindo e acrescentando a dose certa de açúcar e automaticamente a quantia certa de leite, há casos em que se chega a cobrir-se esta mistura com chantilly, aí é o ápice... A branca espuma coroando duas vidas inseparáveis.
Conclusão: Para amar é preciso saber fazer um delicioso café, e mais que isso saboreá-lo bem devagar e bem quente, junto a uma lareira, em uma noite fria de inverno, em uma tarde chuvosa... Bem o lugar, a hora, a paisagem, o tempo cabe somente a você escolher.
Autora Marcia Kraemer
quarta-feira, janeiro 27, 2010
PARADOXO
Rasguei o véu da minha alma e enfim libertei meu eu interior que surge perdido entre a multidão como uma criança órfã.
Perdido, carente e sem rumo vagueia sobre o holocausto dos sonhos,
Fere-se nos caminhos estreitos da ilusão.
Percorre desesperado o vale escuro assombrado pelos fantasmas da solidão em busca do corpo que o abandonou.
O corpo inerte, cansado, abatido e solitário, esconde-se do eu, por sentir-se ameaçado por esta parte sua até então desconhecida.
O corpo não reage, apenas espera, enquanto o eu recolhe os fragmentos da vida que o corpo deixou ao longo dos vários caminhos por onde passou.
Em quantas peças tornou-se este quebra-cabeça e quantas ainda lhe faltam encontrar?
Não sei por quanto tempo o corpo ainda poderá agüentar.
Marcia Kraemer
terça-feira, janeiro 26, 2010
Convite do Minhoca
Olá galerinha fiel do blog.
Estou muito honrada com o convite feito pelo Sr. Aldo, estimado jornalista e comentarista aqui da cidade, por isso quero dividir com voces.
A partir de hoje serei colaboradora permanente do blog minhoca na cabeça, com textos interessantes de vários autores e alguns meus é claro.
Semanalmente estarei enviando textos para o minhoca.
Agradeço o Sr. Aldo pelo convite e convido a galerinha fiel para acessar o minhoca.
Bjs. Marcia
Estou muito honrada com o convite feito pelo Sr. Aldo, estimado jornalista e comentarista aqui da cidade, por isso quero dividir com voces.
A partir de hoje serei colaboradora permanente do blog minhoca na cabeça, com textos interessantes de vários autores e alguns meus é claro.
Semanalmente estarei enviando textos para o minhoca.
Agradeço o Sr. Aldo pelo convite e convido a galerinha fiel para acessar o minhoca.
Bjs. Marcia
segunda-feira, janeiro 25, 2010
MEMÓRIAS DE UMA ADOLESCENTE (em construção)
Esta coletânea de desabafos em forma de versos foi escrito por uma adolescente que em sua fragilidade de menina moça, sonhava com seu príncipe encantado. E depositava em seus sonhos a esperança de viver um grande e eterno amor. Em seus rabiscos, um tanto quanto carentes e bizarros para a mulher que hoje retoma a leitura, declara nas entrelinhas da ingenuidade a longa e solitária espera pelo seu amado. Por várias vezes me contive para não jogar tudo no lixo. Afinal relendo percebo que pautava meus desejos e ideais em puras fantasias de menina moça, chegando a me envergonhar de tamanha carência. Sempre me senti muito solitária. Um pouco deslocada do meu contexto. Insegura carregava o medo de fazer algo por mim mesma.
Espera me parece que estou exagerando em minha análise sobre minha própria adolescência. Passaram-se mais de 30 anos, não tenho o direito de julgar meus próprios sentimentos para afirmar a mim mesma que hoje sou melhor do que já fui se assim procede, o que farei com o que escrevi daqui mais 30 anos?
Creio que a ingenuidade amadureceu neste exato momento em que assumo minha arrogância diante de uma reflexão referente ao meu passado.
Cresci, e daí, continuo frágil e sonhadora, quem sabe foi exatamente por meio destas características que me tornei uma escritora.
Sem mais julgamentos, cobranças e justificativas registro aqui um dos meus textos de adolescente na íntegra.
Prometo a mim mesma que não mudarei uma só palavra, pois quem é capaz de corrigir o passado? Sendo que com uma exatidão precisa ele nos dá subsídios para encarar o presente de uma forma mais intensa, mais coerente e mais real possível?
Não dá para mudar o que fui, posso mudar apenas o que sou. Não posso modificar os sentimentos que me levaram a escrever desta ou daquela forma, pois estaria me privando de um momento único de retomada com o passado da maneira mais sincera possível, deixando vir a tona minhas verdades, assumindo o que fui no passado para entender o que sou no presente, revelando minha inocência fiz as pazes com a minha adolescência.
BALADA TRISTE
Penso em você, no silêncio da noite,
Nas horas tristes de solidão, no abismo da saudade,
Nas doces recordações, sentindo as lágrimas molharem meu rosto,
Penso em você.
Quando ouço uma música suave,
Quando ando em meio as árvores do parque,
Quando passo nos lugares onde costumávamos nos encontrar,
Quando me sento a beira do lago e vejo o sol refletido nas águas límpidas
Sentindo um enorme vazio dentro de mim
Penso em você.
Ao sentir o vento soprar meus cabelos e sussurrar em meu ouvido
Ao sentir o sol aquecendo meu corpo,
Ao ouvir o murmúrio das ondas, ao olhar para o horizonte,
Ao me agachar para apanhar as conchinhas na beira da praia
Sentindo a água molhar meus pés,
Penso em você.
Quando saio à rua sem rumo,
Quando contemplo a natureza,
Quando estou cantarolando uma cantiga de amor,
Quando ouço a voz do meu coração e escrevo
Sílaba por sílaba, palavra por palavra,
até completar uma frase que exprima realmente meus sentimentos
e que fique rabiscada em qualquer lugar como prova de amor
Penso em você.
Porque meu coração fala para você.
E é para você que escrevo esta balada triste de amor!
Autora:Marcia Kraemer
Espera me parece que estou exagerando em minha análise sobre minha própria adolescência. Passaram-se mais de 30 anos, não tenho o direito de julgar meus próprios sentimentos para afirmar a mim mesma que hoje sou melhor do que já fui se assim procede, o que farei com o que escrevi daqui mais 30 anos?
Creio que a ingenuidade amadureceu neste exato momento em que assumo minha arrogância diante de uma reflexão referente ao meu passado.
Cresci, e daí, continuo frágil e sonhadora, quem sabe foi exatamente por meio destas características que me tornei uma escritora.
Sem mais julgamentos, cobranças e justificativas registro aqui um dos meus textos de adolescente na íntegra.
Prometo a mim mesma que não mudarei uma só palavra, pois quem é capaz de corrigir o passado? Sendo que com uma exatidão precisa ele nos dá subsídios para encarar o presente de uma forma mais intensa, mais coerente e mais real possível?
Não dá para mudar o que fui, posso mudar apenas o que sou. Não posso modificar os sentimentos que me levaram a escrever desta ou daquela forma, pois estaria me privando de um momento único de retomada com o passado da maneira mais sincera possível, deixando vir a tona minhas verdades, assumindo o que fui no passado para entender o que sou no presente, revelando minha inocência fiz as pazes com a minha adolescência.
BALADA TRISTE
Penso em você, no silêncio da noite,
Nas horas tristes de solidão, no abismo da saudade,
Nas doces recordações, sentindo as lágrimas molharem meu rosto,
Penso em você.
Quando ouço uma música suave,
Quando ando em meio as árvores do parque,
Quando passo nos lugares onde costumávamos nos encontrar,
Quando me sento a beira do lago e vejo o sol refletido nas águas límpidas
Sentindo um enorme vazio dentro de mim
Penso em você.
Ao sentir o vento soprar meus cabelos e sussurrar em meu ouvido
Ao sentir o sol aquecendo meu corpo,
Ao ouvir o murmúrio das ondas, ao olhar para o horizonte,
Ao me agachar para apanhar as conchinhas na beira da praia
Sentindo a água molhar meus pés,
Penso em você.
Quando saio à rua sem rumo,
Quando contemplo a natureza,
Quando estou cantarolando uma cantiga de amor,
Quando ouço a voz do meu coração e escrevo
Sílaba por sílaba, palavra por palavra,
até completar uma frase que exprima realmente meus sentimentos
e que fique rabiscada em qualquer lugar como prova de amor
Penso em você.
Porque meu coração fala para você.
E é para você que escrevo esta balada triste de amor!
Autora:Marcia Kraemer
quarta-feira, janeiro 20, 2010
CRÔNICA: Latidos
A princípio este texto seria para reclamar sobre os insuportáveis latidos de cachorros durante a noite, mas como este fato me levou a uma interessante reflexão sobre os barulhos internos, resolvi então tirar o chapéu para os diálogos caninos que entram madrugada a dentro.
Por volta das 22hs e 30min fui me deitar, confesso que não estava com sono, e pelo visto nem os cachorros estavam, algo os incomodava, gatos talvez. Algo me incomodava também, fatos talvez.
Os latidos foram me irritando, me virava de um lado para o outro, tapei os ouvidos com o travesseiro, mas nada surtia efeito, o jeito foi ir até a cozinha e fazer um chá, a essa altura já era quase meia noite, e os cachorros não davam trégua, alguns paravam, mas tinha um que, por favor, não parava de latir um minuto. Tomei o chá, e voltei pra cama. Por um breve instante de silêncio, respirei fundo, e pensei, até que enfim vou conseguir dormir, que nada, o terror da noite deveria estar reclamando algo, agora, meus vizinhos, donos do cachorro, vão ter um sono pesado assim na China... Puxa, será que não estavam ouvindo? Ninguém mais além de mim estava se incomodando?
Por volta da uma hora da manhã me dei conta que o cachorro não latia mais, então porque ainda não adormeci? Foi aí que percebi que meus latidos internos eram mais insuportáveis que os latidos que vinham de fora. Não que eu tenha uma alma de cão... Nem sei se cão tem alma, se quando morrem vão para o paraíso ou para o inferno... Não entendo de filosofia canina. Mas, de qualquer jeito me fez refletir que, na verdade meus conflitos internos tornavam-se gemidos da alma. E quando a alma geme é porque precisa desabafar. Ela queria ser ouvida, precisava me ajudar para que fosse libertada do que estava nos afligindo. Mesmo sem encontrar uma solução imediata para estes conflitos, era preciso pensar neles, estar com eles, enfrenta-los. Eu poderia ter forçado o sono, ingerindo um comprimidinho milagroso para estas ocasiões, e calar a alma, a mente, amordaçar meus conflitos, mas chega um momento que é preciso parar para ouvir-se.
Como fugimos de nós mesmos, como nos envolvemos com outras coisas para não prestar atenção no eu, como vivemos abandonados, carentes de si mesmos. Choramos diante de uma cena triste, nos solidarizamos com vítimas de tragédias, ficamos indignados com a violência, preocupados com a economia a política, com a inflação, com o desemprego, com o time de futebol... Perceba quantos são os cães latindo a nossa volta... E quanto a nós? Que somos a parte mais importante neste cenário ficamos esquecidos... É, o INSS é um desrespeito, o salário é uma vergonha, os políticos são corruptos, os traficantes estão dominando os grandes centros, os planos de saúde são inacessíveis, os remédios são caros, os ônibus estão sempre lotados, o trânsito não agrada, as obras estão inacabadas, o tempo está louco, tempestades, tornados, vendavais, enchentes.....Meu Deus, quanta coisa nos desvia de nós. E quanto nos perdemos de nossa essência, em meio a esta parafernália mundial globalizada. Tudo parece nos desviar de nós mesmos. Vivemos sempre para fora de nós, vazios de si mesmos, e quando raras vezes nos encontramos não gostamos do que vemos... Opa está com pneuzinho aqui, uma ruga ali, celulite, e por aí vai. É latimos para nós mesmos diante do espelho que vê refletido um desconhecido.
Cabem aqui estas duas frases de grandes filósofos que se atreveram a olhar para si mesmo: “Conhece-te a ti mesmo”... “Ame a teu próximo como a ti mesmo”...
E lembre-se, até os cães lambem suas próprias patas. Eles não precisam de espelhos para saber que são cães. Não precisam de ordens para proteger sua casa. Você não precisa pedir desculpas a ele porque está de mau humor e por isso não foi dar aquela voltinha com ele na praça. Ele dispensa qualquer satisfação sobre isto ou aquilo, porque ele sim, te aceita e te ama do jeito que você é. Talvez seja por isso que os animais não falam, para que os “seres humanos” possam desenvolver sua própria inteligência.
AU...AU.
ESCRITO POR MARCIA KRAEMER
27/10/2009
Por volta das 22hs e 30min fui me deitar, confesso que não estava com sono, e pelo visto nem os cachorros estavam, algo os incomodava, gatos talvez. Algo me incomodava também, fatos talvez.
Os latidos foram me irritando, me virava de um lado para o outro, tapei os ouvidos com o travesseiro, mas nada surtia efeito, o jeito foi ir até a cozinha e fazer um chá, a essa altura já era quase meia noite, e os cachorros não davam trégua, alguns paravam, mas tinha um que, por favor, não parava de latir um minuto. Tomei o chá, e voltei pra cama. Por um breve instante de silêncio, respirei fundo, e pensei, até que enfim vou conseguir dormir, que nada, o terror da noite deveria estar reclamando algo, agora, meus vizinhos, donos do cachorro, vão ter um sono pesado assim na China... Puxa, será que não estavam ouvindo? Ninguém mais além de mim estava se incomodando?
Por volta da uma hora da manhã me dei conta que o cachorro não latia mais, então porque ainda não adormeci? Foi aí que percebi que meus latidos internos eram mais insuportáveis que os latidos que vinham de fora. Não que eu tenha uma alma de cão... Nem sei se cão tem alma, se quando morrem vão para o paraíso ou para o inferno... Não entendo de filosofia canina. Mas, de qualquer jeito me fez refletir que, na verdade meus conflitos internos tornavam-se gemidos da alma. E quando a alma geme é porque precisa desabafar. Ela queria ser ouvida, precisava me ajudar para que fosse libertada do que estava nos afligindo. Mesmo sem encontrar uma solução imediata para estes conflitos, era preciso pensar neles, estar com eles, enfrenta-los. Eu poderia ter forçado o sono, ingerindo um comprimidinho milagroso para estas ocasiões, e calar a alma, a mente, amordaçar meus conflitos, mas chega um momento que é preciso parar para ouvir-se.
Como fugimos de nós mesmos, como nos envolvemos com outras coisas para não prestar atenção no eu, como vivemos abandonados, carentes de si mesmos. Choramos diante de uma cena triste, nos solidarizamos com vítimas de tragédias, ficamos indignados com a violência, preocupados com a economia a política, com a inflação, com o desemprego, com o time de futebol... Perceba quantos são os cães latindo a nossa volta... E quanto a nós? Que somos a parte mais importante neste cenário ficamos esquecidos... É, o INSS é um desrespeito, o salário é uma vergonha, os políticos são corruptos, os traficantes estão dominando os grandes centros, os planos de saúde são inacessíveis, os remédios são caros, os ônibus estão sempre lotados, o trânsito não agrada, as obras estão inacabadas, o tempo está louco, tempestades, tornados, vendavais, enchentes.....Meu Deus, quanta coisa nos desvia de nós. E quanto nos perdemos de nossa essência, em meio a esta parafernália mundial globalizada. Tudo parece nos desviar de nós mesmos. Vivemos sempre para fora de nós, vazios de si mesmos, e quando raras vezes nos encontramos não gostamos do que vemos... Opa está com pneuzinho aqui, uma ruga ali, celulite, e por aí vai. É latimos para nós mesmos diante do espelho que vê refletido um desconhecido.
Cabem aqui estas duas frases de grandes filósofos que se atreveram a olhar para si mesmo: “Conhece-te a ti mesmo”... “Ame a teu próximo como a ti mesmo”...
E lembre-se, até os cães lambem suas próprias patas. Eles não precisam de espelhos para saber que são cães. Não precisam de ordens para proteger sua casa. Você não precisa pedir desculpas a ele porque está de mau humor e por isso não foi dar aquela voltinha com ele na praça. Ele dispensa qualquer satisfação sobre isto ou aquilo, porque ele sim, te aceita e te ama do jeito que você é. Talvez seja por isso que os animais não falam, para que os “seres humanos” possam desenvolver sua própria inteligência.
AU...AU.
ESCRITO POR MARCIA KRAEMER
27/10/2009
VIDA
O sonhador idealiza a vida.
O arquiteto projeta a vida.
O louco instiga a vida.
O médico salva a vida.
O pedreiro constrói a vida.
O espiritualista busca a vida.
Os sábios meditam a vida.
O pobre sobrevive à vida.
O rico esbanja a vida.
O covarde oculta a vida.
O persistente vence a vida.
O soberbo mina a vida.
O filósofo teoriza a vida.
O cientista copia a vida.
O escritor escreve a vida.
O invejoso critica a vida.
O ignorante ignora a vida.
O poeta eterniza a vida.
O cantor canta a vida.
O músico embala a vida.
O maestro rege a vida.
A mãe gesta a vida.
O pai germina a vida.
Deus semeia a vida, é o único Ser capaz de ressuscitar e suscitar a vida.
O curioso pergunta: - Quem realmente sabe viver?
A vida é uma questão de postura.
A vida é conseqüência da maneira como nos colocamos dentro dela.
Os aprendizados ocorrem do comprometimento com a vida.
Comprometer-se com a vida é inserir-se no ciclo existencial de forma universal.
A universalidade da vida está na complexidade do ser.
A complexidade do ser transcende o ciclo aparente do fadado destino embutido na teoria do conceito humano da palavra vida; “um espaço entre o nascimento e a morte”.
A vida é mais que uma simples palavra conceituada no dicionário.
A vida é uma passagem nas mãos da criatura e eternidade nas mãos do criador.
Fazer acontecer o espaço entre o nascimento e a morte consiste na evolução humana do ser e de ser.
A compreensão do processo evolutivo tridimensional: “corpo, alma e espírito” revelam a plenitude da vida.
Márcia Kraemer
O arquiteto projeta a vida.
O louco instiga a vida.
O médico salva a vida.
O pedreiro constrói a vida.
O espiritualista busca a vida.
Os sábios meditam a vida.
O pobre sobrevive à vida.
O rico esbanja a vida.
O covarde oculta a vida.
O persistente vence a vida.
O soberbo mina a vida.
O filósofo teoriza a vida.
O cientista copia a vida.
O escritor escreve a vida.
O invejoso critica a vida.
O ignorante ignora a vida.
O poeta eterniza a vida.
O cantor canta a vida.
O músico embala a vida.
O maestro rege a vida.
A mãe gesta a vida.
O pai germina a vida.
Deus semeia a vida, é o único Ser capaz de ressuscitar e suscitar a vida.
O curioso pergunta: - Quem realmente sabe viver?
A vida é uma questão de postura.
A vida é conseqüência da maneira como nos colocamos dentro dela.
Os aprendizados ocorrem do comprometimento com a vida.
Comprometer-se com a vida é inserir-se no ciclo existencial de forma universal.
A universalidade da vida está na complexidade do ser.
A complexidade do ser transcende o ciclo aparente do fadado destino embutido na teoria do conceito humano da palavra vida; “um espaço entre o nascimento e a morte”.
A vida é mais que uma simples palavra conceituada no dicionário.
A vida é uma passagem nas mãos da criatura e eternidade nas mãos do criador.
Fazer acontecer o espaço entre o nascimento e a morte consiste na evolução humana do ser e de ser.
A compreensão do processo evolutivo tridimensional: “corpo, alma e espírito” revelam a plenitude da vida.
Márcia Kraemer
domingo, janeiro 17, 2010
LIBERDADE
Não me diga o que devo fazer...
Permita-me sentir o momento certo de fazer.
Eu quero sentir o que eu quero.
Não quero mais fazer só por fazer.
Não sei exatamente quando me perdi,
Só sei que em tuas mãos , não mais estou...
Apesar de perdida ainda conto comigo
E só eu sei aonde vou.
Caminho só dentro de mim,
Quero encontrar-me dentro e fora...
Mas por hora...
Deixe-me ir,
Deixe-me ficar,
Deixe-me estar como estou!
Apenas me acompanhe,
Caminhe comigo se quizer...
Mas, não me diga o que devo fazer,
Permita-me sentir o momento certo de fazer.
Eu quero sentir o que eu quero.
Não sei ainda como fazer,
Só sei que quero da vida
O melhor que ela possa me oferecer,
As migalhas não mais me sustentam
Quero por inteiro o prazer de viver.
Por: Marcia Kraemer
Permita-me sentir o momento certo de fazer.
Eu quero sentir o que eu quero.
Não quero mais fazer só por fazer.
Não sei exatamente quando me perdi,
Só sei que em tuas mãos , não mais estou...
Apesar de perdida ainda conto comigo
E só eu sei aonde vou.
Caminho só dentro de mim,
Quero encontrar-me dentro e fora...
Mas por hora...
Deixe-me ir,
Deixe-me ficar,
Deixe-me estar como estou!
Apenas me acompanhe,
Caminhe comigo se quizer...
Mas, não me diga o que devo fazer,
Permita-me sentir o momento certo de fazer.
Eu quero sentir o que eu quero.
Não sei ainda como fazer,
Só sei que quero da vida
O melhor que ela possa me oferecer,
As migalhas não mais me sustentam
Quero por inteiro o prazer de viver.
Por: Marcia Kraemer
quinta-feira, janeiro 14, 2010
APRESENTAÇÃO DO BLOG "DIMENSÃO POÉTICA": EXPRESSÃO DA ALMA.
Quase no final do ano de 2004 estava eu com todos os meus textos digitados, prontos para serem impressos e encadernados, mas, parecia que ainda faltava alguma coisa, claro a apresentação. Foi então que resolvi pedir a minha filha caçula, na época com 14 anos, que escrevesse um texto de apresentação para o meu livro intitulado “Expressão da Alma”, hoje subtítulo do meu blog.
Ela a princípio ficou encabulada, mas acabou concordando e escreveu, fiquei muito feliz e como agora com o blog, “Dimensão Poética” estamos compartilhando experiências de vida, decidi adapta-lo como forma de apresentação do blog. Minha filha ainda não sabe, quero presenteá-la com esta surpresa em forma de agradecimento pelo que escreveu há seis anos atrás.
Eu, Rosana Sehnem, filha da poetisa Mar, quero falar hoje de algo interessante, as voltas que o mundo dá.
Quando minha mãe pediu-me para que eu fizesse a apresentação do seu blog (livro), confesso que fiquei um pouco insegura, pensando, como iria fazer se nem poeta ou escritora sou? Mas, creio que só filha de poeta sabe o que é isso, pois quando minha mãe está escrevendo e lhe chamamos, ela responde: - “Pis! Estou gestando!” Então pronto, já sabemos que não precisamos esperar nove meses, somente aguardar um pouco para vermos o nascimento de mais um poema.
Foi assim que comecei a fazer, como minha poetisa, comecei a gestar. Mas acredito que quando ela ler esta apresentação dirá:
- “Nasceu prematuro, mas, com saúde”.
Neste blog (Livro), Dimensão Poética, posso afirmar que conhecerás muitos frutos que a poetisa gerou e que nos levam a pensar e refletir. Alguns até me fizeram chorar, outros sorrir, outros recordar.
A medida que se vai lendo, percebe-se como é possível, de uma menina medrosa, insegura, que necessitava de seu herói, meu avô, para dormir a noite, transformar-se em uma mulher, mãe, guerreira, corajosa, forte, sábia e ... poeta!?
Leia e verás as transformações que acontecem nas voltas que a vida dá.
Talvez, você, assim como eu, se identificará ou não com alguns poemas. Mas, saiba que aprendi que cada um é capaz, dentro da sua própria Dimensão Poética, de expressar a sua alma!
Escrito por: Frutinho da poetisa Mar, Rosana Sehnem em 01/12/2004. (adaptado para o blog em 14/01/2010 por mim como forma de agradecimento ao meu frutinho)
Ela a princípio ficou encabulada, mas acabou concordando e escreveu, fiquei muito feliz e como agora com o blog, “Dimensão Poética” estamos compartilhando experiências de vida, decidi adapta-lo como forma de apresentação do blog. Minha filha ainda não sabe, quero presenteá-la com esta surpresa em forma de agradecimento pelo que escreveu há seis anos atrás.
Eu, Rosana Sehnem, filha da poetisa Mar, quero falar hoje de algo interessante, as voltas que o mundo dá.
Quando minha mãe pediu-me para que eu fizesse a apresentação do seu blog (livro), confesso que fiquei um pouco insegura, pensando, como iria fazer se nem poeta ou escritora sou? Mas, creio que só filha de poeta sabe o que é isso, pois quando minha mãe está escrevendo e lhe chamamos, ela responde: - “Pis! Estou gestando!” Então pronto, já sabemos que não precisamos esperar nove meses, somente aguardar um pouco para vermos o nascimento de mais um poema.
Foi assim que comecei a fazer, como minha poetisa, comecei a gestar. Mas acredito que quando ela ler esta apresentação dirá:
- “Nasceu prematuro, mas, com saúde”.
Neste blog (Livro), Dimensão Poética, posso afirmar que conhecerás muitos frutos que a poetisa gerou e que nos levam a pensar e refletir. Alguns até me fizeram chorar, outros sorrir, outros recordar.
A medida que se vai lendo, percebe-se como é possível, de uma menina medrosa, insegura, que necessitava de seu herói, meu avô, para dormir a noite, transformar-se em uma mulher, mãe, guerreira, corajosa, forte, sábia e ... poeta!?
Leia e verás as transformações que acontecem nas voltas que a vida dá.
Talvez, você, assim como eu, se identificará ou não com alguns poemas. Mas, saiba que aprendi que cada um é capaz, dentro da sua própria Dimensão Poética, de expressar a sua alma!
Escrito por: Frutinho da poetisa Mar, Rosana Sehnem em 01/12/2004. (adaptado para o blog em 14/01/2010 por mim como forma de agradecimento ao meu frutinho)
terça-feira, janeiro 12, 2010
CRÔNICA: "PAR PERFEITO"
Há quem afirme que não existe com a justificativa de condenar-se assim, a viver eternamente fingindo que está tudo perfeito. Quem está feliz e satisfeito com o seu par diria que está vivendo um relacionamento perfeito. Mas aí é que surge a pergunta: Quem está feliz e satisfeito?
A maior parte do tempo é preenchida com reclamações, cobranças, monólogos intermináveis dentro de uma relação que deveria ser a dois, mas às vezes é dividida por três, quatro, ou fica apenas nas mãos de um, que precisa amar pelos dois, como se isso fosse possível. Quem não está feliz e satisfeito consigo mesmo, dificilmente encontrará em outra pessoa ou em algo, a satisfação e a felicidade que busca. Sem o auto conhecimento torna-se impossível qualquer tipo de busca a não ser a busca por si mesmo. A maioria dos relacionamentos termina não por falta de amor, mas por falta de maturidade e responsabilidade com os próprios sentimentos. O ser humano não se constrói sozinho, mas precisa saber conviver consigo mesmo para poder partilhar suas vivencias com os outros. A formação de pares perfeitos abre um leque de possibilidades de relacionamentos pessoais, profissionais, familiares e sociais, o que precisa ficar claro em toda esta dinâmica de relacionamentos é sem dúvida os questionamentos pessoais: “quem sou o que quero e onde pretendo chegar”. São as perguntas mais difíceis de responder. Ninguém chegou aqui com um manual de instruções preso ao cordão umbilical. Pouco se sabe de si, menos ainda do outro, julga-se saber, conhecer o outro como a palma da mão. Então eu desafio você a pegar agora uma folha de papel e desenhar a palma de sua mão... Mas espera, quantas vezes você já parou para observar a palma de sua mão? Você precisará ainda escolher qual irá desenhar se a direita ou a esquerda, caso não tenha percebido elas são diferentes, mas são suas, e são únicas, fazem parte do seu corpo, que talvez você ainda não conheça e não conhecendo o que vê todos os dias, como conhecer então o que não vê? Como formar um par perfeito com o desconhecido que está dentro de você?
Muitas são as teorias dos inúmeros estudos realizados em torno do ser humano. Poucas são as suas descobertas individuais sobre si mesmo, o que é o que quer e onde pretende chegar. Dos estudos coletivos referente ao comportamento humano consegue-se criar conceitos baseados em observações e conclusões científicas que identificam as mais variadas formas de caráter e personalidade para justificar atitudes e reações frente aos desafios da vida. Sabe-se que cada ser é único. E esta unidade lhe confere atitudes e reações próprias, singulares e individuais. Cabe então a cada ser criar sua forma própria de observação de seus próprios atos, sentimentos e emoções. Prestar atenção em si mesmo é o melhor favor que se faz ao mundo e para o mundo. O universo interior tem mais a revelar do que se pode imaginar. Este universo subjetivo transcende qualquer teoria em busca de um conceito que jamais será único para definir a raça humana.
Você poderá formar um par perfeito apenas com você mesmo, se conseguir esta combinação do eu exterior com o eu interior alcançará um equilíbrio tridimensional com a junção do corpo com a alma e o espírito. O corpo é a parte mais adorada e idolatrada, quando deveria apenas ser cuidado como parte integrante da alma e do espírito. O materialismo ao contrário da espiritualidade proporciona um prazer temporário de fora para dentro resultando de dentro para fora um vazio e uma insatisfação que levam sempre a busca por ele, pois o materialismo é insaciável dentro dele mesmo desencadeando o fanatismo pelo corpo perfeito, o salário perfeito, o carro perfeito, a casa perfeita, o par perfeito, tudo para suprir as exigências do próprio ego.
A afirmação “ninguém é perfeito” é a mais pura e traiçoeira das mentiras materialistas do conformismo, pois nega o crescimento interior, poda as tentativas de se chegar à perfeição. Podemos ainda não ter atingido um alto grau de perfeição, mas somos perfeitos quando nos dispomos a colocar-se neste caminho de busca e assumirmos nossas perfeições acreditando que as imperfeições estão para nosso crescimento assim como estamos para nossa perfeição.
Portanto, par perfeito foi aquele que se uniu para eu e você nascermos.
Par perfeito não se mede pelo tempo que permanecerão juntos, mas pelo sentimento que os une por um certo tempo.
A eternidade é o tempo de duração além do que já foi vivido. Hoje vivo o que eternizei no que já vivi se não eternizei não sobrevive.
Par perfeito: eu e você!
Eu que, não apenas escrevo este texto, mas o eternizo em minha alma no intuito de que essas reflexões me coloquem de volta dentro de mim.
E a você que as leu, desejo o mesmo.
Por: Márcia Kraemer
A maior parte do tempo é preenchida com reclamações, cobranças, monólogos intermináveis dentro de uma relação que deveria ser a dois, mas às vezes é dividida por três, quatro, ou fica apenas nas mãos de um, que precisa amar pelos dois, como se isso fosse possível. Quem não está feliz e satisfeito consigo mesmo, dificilmente encontrará em outra pessoa ou em algo, a satisfação e a felicidade que busca. Sem o auto conhecimento torna-se impossível qualquer tipo de busca a não ser a busca por si mesmo. A maioria dos relacionamentos termina não por falta de amor, mas por falta de maturidade e responsabilidade com os próprios sentimentos. O ser humano não se constrói sozinho, mas precisa saber conviver consigo mesmo para poder partilhar suas vivencias com os outros. A formação de pares perfeitos abre um leque de possibilidades de relacionamentos pessoais, profissionais, familiares e sociais, o que precisa ficar claro em toda esta dinâmica de relacionamentos é sem dúvida os questionamentos pessoais: “quem sou o que quero e onde pretendo chegar”. São as perguntas mais difíceis de responder. Ninguém chegou aqui com um manual de instruções preso ao cordão umbilical. Pouco se sabe de si, menos ainda do outro, julga-se saber, conhecer o outro como a palma da mão. Então eu desafio você a pegar agora uma folha de papel e desenhar a palma de sua mão... Mas espera, quantas vezes você já parou para observar a palma de sua mão? Você precisará ainda escolher qual irá desenhar se a direita ou a esquerda, caso não tenha percebido elas são diferentes, mas são suas, e são únicas, fazem parte do seu corpo, que talvez você ainda não conheça e não conhecendo o que vê todos os dias, como conhecer então o que não vê? Como formar um par perfeito com o desconhecido que está dentro de você?
Muitas são as teorias dos inúmeros estudos realizados em torno do ser humano. Poucas são as suas descobertas individuais sobre si mesmo, o que é o que quer e onde pretende chegar. Dos estudos coletivos referente ao comportamento humano consegue-se criar conceitos baseados em observações e conclusões científicas que identificam as mais variadas formas de caráter e personalidade para justificar atitudes e reações frente aos desafios da vida. Sabe-se que cada ser é único. E esta unidade lhe confere atitudes e reações próprias, singulares e individuais. Cabe então a cada ser criar sua forma própria de observação de seus próprios atos, sentimentos e emoções. Prestar atenção em si mesmo é o melhor favor que se faz ao mundo e para o mundo. O universo interior tem mais a revelar do que se pode imaginar. Este universo subjetivo transcende qualquer teoria em busca de um conceito que jamais será único para definir a raça humana.
Você poderá formar um par perfeito apenas com você mesmo, se conseguir esta combinação do eu exterior com o eu interior alcançará um equilíbrio tridimensional com a junção do corpo com a alma e o espírito. O corpo é a parte mais adorada e idolatrada, quando deveria apenas ser cuidado como parte integrante da alma e do espírito. O materialismo ao contrário da espiritualidade proporciona um prazer temporário de fora para dentro resultando de dentro para fora um vazio e uma insatisfação que levam sempre a busca por ele, pois o materialismo é insaciável dentro dele mesmo desencadeando o fanatismo pelo corpo perfeito, o salário perfeito, o carro perfeito, a casa perfeita, o par perfeito, tudo para suprir as exigências do próprio ego.
A afirmação “ninguém é perfeito” é a mais pura e traiçoeira das mentiras materialistas do conformismo, pois nega o crescimento interior, poda as tentativas de se chegar à perfeição. Podemos ainda não ter atingido um alto grau de perfeição, mas somos perfeitos quando nos dispomos a colocar-se neste caminho de busca e assumirmos nossas perfeições acreditando que as imperfeições estão para nosso crescimento assim como estamos para nossa perfeição.
Portanto, par perfeito foi aquele que se uniu para eu e você nascermos.
Par perfeito não se mede pelo tempo que permanecerão juntos, mas pelo sentimento que os une por um certo tempo.
A eternidade é o tempo de duração além do que já foi vivido. Hoje vivo o que eternizei no que já vivi se não eternizei não sobrevive.
Par perfeito: eu e você!
Eu que, não apenas escrevo este texto, mas o eternizo em minha alma no intuito de que essas reflexões me coloquem de volta dentro de mim.
E a você que as leu, desejo o mesmo.
Por: Márcia Kraemer
