quarta-feira, outubro 27, 2010
FILOSOFIA MARCIANA
Escrever não é algo assim tão simples. As inspirações não marcam hora nem lugar, simplesmente vem.
Quando menos se espera, elas batem a porta da mente, invadindo os pensamentos, provocando sucessões de sentimentos, abrindo caminhos para as palavras que surgem pelo vasto universo da reflexão, muito bem acomodadas na carruagem da eloqüência. É uma espécie de carruagem real, com cavalos alados, conduzidos por um esbelto cocheiro epiceno e épico.
"Podemos eleger como melhores momentos da vida, aqueles dos quais nos fizeram refletir sobre nós mesmos. Assim, não corremos o risco de vivermos eternamente com um desconhecido"!
“Conhece-te a ti mesmo”... Se não quiseres conviver eternamente com um desconhecido!
“Um homem começa a viver quando escreve um livro, mesmo que não o publique, e planta uma árvore, mesmo que não colha seus frutos”.
Por: Marcia Kraemer
sexta-feira, outubro 15, 2010
A MINHOCA E O URUBU
Era uma vez uma minhoca que sonhava alto. Em sua cabeça, não entendia porque um pássaro feio como o urubu, que se sente atraído por sujeiras possuía asas e ela não. Sem contar todas as vezes que ela teve que moderar seus passeios por causa do astuto. Então resolveu navegar, já que voar era impossível. Construiu uma pequena embarcação com material retirado da terra e aventurou-se rio abaixo. Esperta, e cansada das investidas do incansável urubu, levava consigo uma porção de terra para o caso do abelhudo aparecer e querer abocanhá-la teria aonde se esconder. É, nem todas as minhocas são assim precavidas, muitas já foram parar na boca de peixes, de urubus, de sabiás, de rolas, de papagaios, e até em pratos exóticos. E urubus, ah, essa raça, que nojo. Nojo? Ainda bem que eles, os urubus, não o sentem, por isso servem de garis na natureza. Que absurdo comparar os garis com urubus. Absurdo? É ter que existir os garis, para limpar a sujeira largada em todos os lugares. Absurdo? É o que eles, os nobres garis encontram no lixo, muitas coisas servem ainda para serem usadas pelos menos abastados, mas outras, francamente, nem os urubus jogam fora, como seus próprios filhotes recém nascidos. Absurdo? É esta minhoca achar-se precavida, ora, nem parou para pensar que o sol irá secar a terra e adeus esconderijo. Mas pode chover. Sim poderá chover, mas quantos pingos de chuva seriam necessários para desmanchar seu punhado de terra. Hipóteses! Estatísticas, expectativas disto ou daquilo e até de vida. Bem, todos se declaram a favor da vida, seja ela das minhocas ou dos urubus. O importante é trabalhar a seu favor, quer dizer a seu próprio favor. Mas, mesmo trabalhando a seu favor, a minhoca se ferrou, pelo menos nesta fábula, enquanto o urubu, gari da natureza, e os garis, nobres trabalhadores da selva de pedra, continuam por aí limpando a sujeira provocada pelos habitantes do planeta terra.
Moral da história: “Nem sempre a precaução adotada é a mais adequada”. E:
“Em terra de minhoca, urubu não bica”.
Autora: Marcia Kraemer
Era uma vez uma minhoca que sonhava alto. Em sua cabeça, não entendia porque um pássaro feio como o urubu, que se sente atraído por sujeiras possuía asas e ela não. Sem contar todas as vezes que ela teve que moderar seus passeios por causa do astuto. Então resolveu navegar, já que voar era impossível. Construiu uma pequena embarcação com material retirado da terra e aventurou-se rio abaixo. Esperta, e cansada das investidas do incansável urubu, levava consigo uma porção de terra para o caso do abelhudo aparecer e querer abocanhá-la teria aonde se esconder. É, nem todas as minhocas são assim precavidas, muitas já foram parar na boca de peixes, de urubus, de sabiás, de rolas, de papagaios, e até em pratos exóticos. E urubus, ah, essa raça, que nojo. Nojo? Ainda bem que eles, os urubus, não o sentem, por isso servem de garis na natureza. Que absurdo comparar os garis com urubus. Absurdo? É ter que existir os garis, para limpar a sujeira largada em todos os lugares. Absurdo? É o que eles, os nobres garis encontram no lixo, muitas coisas servem ainda para serem usadas pelos menos abastados, mas outras, francamente, nem os urubus jogam fora, como seus próprios filhotes recém nascidos. Absurdo? É esta minhoca achar-se precavida, ora, nem parou para pensar que o sol irá secar a terra e adeus esconderijo. Mas pode chover. Sim poderá chover, mas quantos pingos de chuva seriam necessários para desmanchar seu punhado de terra. Hipóteses! Estatísticas, expectativas disto ou daquilo e até de vida. Bem, todos se declaram a favor da vida, seja ela das minhocas ou dos urubus. O importante é trabalhar a seu favor, quer dizer a seu próprio favor. Mas, mesmo trabalhando a seu favor, a minhoca se ferrou, pelo menos nesta fábula, enquanto o urubu, gari da natureza, e os garis, nobres trabalhadores da selva de pedra, continuam por aí limpando a sujeira provocada pelos habitantes do planeta terra.
Moral da história: “Nem sempre a precaução adotada é a mais adequada”. E:
“Em terra de minhoca, urubu não bica”.
Autora: Marcia Kraemer
terça-feira, outubro 12, 2010
segunda-feira, outubro 11, 2010
terça-feira, setembro 28, 2010
OS BALAIOS DE OLGA
Um episódio ocorrido recentemente, me fez voltar no tempo e recordar o primeiro balaio que Olga não pode ter.
Mãe de três filhos, ainda pequenos, Olga “lavava roupa pra fora”. Levantava bem cedinho, enchia os oito fios do varal... Ainda não tinha máquina de lavar. Seu maior problema naquele momento era recolher aquela roupa toda. Usando sua criatividade feminina colocava uma cadeira para apoiar as roupas que eram recolhidas e dobradas com o maior cuidado para facilitar na hora de passar. Mas tinha em mente a vontade de comprar no mínimo uns três balaios.
Isto me inquietava, pois não via neste detalhe grandes vantagens. Então resolvi presentear Olga com um belo espelho oval, com acabamento em vime. Ao chegar a sua casa lá estava ela, dividida entre os seus três filhos, o tanque de roupas e o almoço. Não esqueço a imagem de decepção em seu rosto ao vê-lo refletido no espelho e percebendo que ainda não havia tido tempo para pentear seus próprios cabelos. Toda sem jeito agradeceu o presente e me convidou pra almoçar. Resolvi ficar, e observar um pouco mais a rotina da minha amiga Olga, que não parava um instante. Voltei para casa um tanto quanto preocupada, mas esperançosa de que um dia Olga olharia para aquele espelho de uma maneira diferente.
Certo dia um senhor bateu palmas na frente de sua casa. Olga foi atendê-lo, e para sua surpresa ele estava vendendo balaios... Toda entusiasmada ela pensou: Puxa, é hoje que vou comprar meu primeiro balaio. Mas, não dispunha do dinheiro naquele momento. O senhor muito gentil, deixou que Olga ficasse com o balaio dizendo que passaria no dia seguinte para cobrar. Tudo bem então. Pelo menos por enquanto.
Quando seu marido chegou a noite, ela contou o ocorrido e pediu o dinheiro para pagar o balaio, mas nada feito, o sujeito foi categórico: “Devolva este balaio amanhã”...eu não autorizei você a comprar um balaio, não vou pagar! Nossa essas palavras soaram como uma advertência grosseira e insensível aos ouvidos de Olga, que indagava consigo mesma:
“Ai meu Deus, com que cara irei devolver este balaio? Ainda demora até que eu receba pelo meu serviço e aquele senhor precisa do dinheiro. Que noite foi aquela. Olga torturava-se arrependida pelo que havia feito, ao mesmo tempo que não entendia a reação do marido, pois para ela o balaio significava apenas mais um instrumento de trabalho. O que haveria de tão errado em sua atitude?
Enfim, no dia seguinte, veio o senhor cobrar o balaio. Explicou a ele o que havia ocorrido, mas pense, ele ficou fulo e saiu resmungando com ela.
Este relato ilustra apenas um dos rompantes de submissão de Olga, que foi conduzindo sua vida de dona de casa exemplar, super mãe e esposa obediente.
Os anos foram passando e hoje aos 43 anos, Olga me confessou que pode perceber que este foi só o primeiro dos vários balaios que ela deixou de ter na vida. Afirma ter renunciado a inúmeros balaios no decorrer de todos estes anos.
Segundo Olga, suas renúncias foram impulsionadas mais por medo e submissão do que por amor. E agora que seus filhos cresceram e que não precisa mais lavar roupas pra fora, está tentando resgatar seu primeiro balaio, que denomina como o “balaio da minha dignidade como mulher”. Disse que está difícil encontrar compreensão, porque percebe que somente ela mudou nesta história toda quando ousou olhar-se novamente no espelho e perceber-se como gente.
O maior desafio de Olga agora é mostrar-se como nunca se mostrou a si mesma e aos outros.
Isto é apenas um resumo de uma migalha da vida de Olga. De um momento em que pensou que um balaio poderia mudar sua vida. Ajudaria é claro no quesito organização, mas o que ontem parecia tão importante hoje já não faz mais sentido, pelo menos não o mesmo sentido da época. O balaio a que se refere hoje, não é o da lavadeira, da super mãe, da esposa obediente, mas sim da Mulher Olga, ao descobrir que dedicação e amor são sentimentos que devem sim ser partilhado com todos, mas, esquecer-se de si mesmo é a maior crueldade que um ser humano pode cometer.
Autora: Marcia Kraemer
quarta-feira, setembro 22, 2010
CADEIRA QUEBRADA
Ao mesmo tempo em que tudo parece estranho de alguma forma pode parecer também familiar. Ao mesmo tempo em que mesmo real pode não parecer normal, quando descobrimos que os direitos de escolha estão acima das opiniões de quem quer que seja a não ser a sua própria, sendo assim acaba-se por optar por aquilo que julga ser o melhor, mesmo que não tenhamos este hábito muito presente em atitudes. Pois em geral fomos criados, mesmo contra a própria vontade, a agirmos de forma que satisfaça os outros.
Após alguns anos este estranho não parece mais como estranho e o real que não parecia normal transforma-se em uma loucura sóbria e passa a ser tudo tão maravilhoso tão profundo, que de início assusta a coragem, a ousadia, a maturidade, o desapego e apesar da intensidade com que os sentimentos vão surgindo, ainda é difícil o despojamento total da opinião dos outros, pois ainda há resquícios daquela cruel impressão de que preciso ainda render-me as vontades dos outros, sufocando o verdadeiro eu.
Então, quando se entende que o lugar que se está não é o mesmo que se gostaria de estar, procura-se o engenheiro responsável pela obra para ouvi-lo dizer que tudo foi construído exatamente da forma como você permitiu, que nada, nenhum tijolo foi lá colocado sem a sua devida permissão.
Neste momento, o estranho volta a ser estranho e o real parece não ser normal, porque neste exato instante da vida, quebra-se a única coisa concreta por você construída, a cadeira de vítima adornada pelo manto da comodidade, e estatelado no chão lhe é permitido envergonhar-se de tal situação pela qual se imaginava ser obra dos outros, quando na verdade o poder de decisão sempre foi e sempre será unicamente seu no que diz respeito a você e unicamente meu quando diz respeito a mim.
Cada um encontra-se na situação que se colocou.
Vive com aquilo que conquistou.
Veste a máscara que confeccionou.
Senta-se na cadeira que projetou.
Percorre os labirintos que criou.
Sabe os caminhos por onde trilhou.
Sacia hoje a fome com o fruto que ontem plantou.
Sendo o único responsável pelas decisões que tomou.
Por hora, levante-se, restaure a cadeira e tudo que com ela se quebrou.
Autora: Marcia Kraemer
quarta-feira, setembro 15, 2010
VOCÊ É MUITO ESPECIAL.
A VIDA É UM GRANDE PALCO!
VOCÊ É O ATOR PRINCIPAL!
NÃO PASSE NESTE PALCO APENAS REPRESENTANDO UM MERO PERSONAGEM.
TENHA A CORAGEM DE ABRIR AS CORTINAS E SER VOCÊ MESMO.
SÓ ASSIM SUA FELICIDADE SERÁ REAL!
terça-feira, setembro 14, 2010
POLÍTICA POÉTICA
Baseada no poema “Poética”, de Manuel Bandeira, e motivada pela vídeo conferência:
“Quando os poetas pensam sobre educação”, por Glória Kirinus, resolvi então aproveitar o contexto político atual e a proximidade das eleições, para imaginar como seria se eu mudasse este título para: “Quando os poetas pensam sobre política”, segue abaixo o resultado de tal reflexão:
POLÍTICA POÉTICA
Estou farta da política voltada para o fenótipo.
Da política politicagem.
Da política muito bem planejada, com regras, leis, coligações e objetivos firmados, mas, que segue por um caminho de corrupção na prática do seu desvirtuamento.
Abaixo os políticos corruptos!
Todos os métodos de politicagens subornáveis.
Todos os partidos filiados ao lucro.
Todas as formas e normas excludentes.
Protocolada,
Dogmática,
Apadrinhada.
De toda política associada ao que quer que seja fora de si mesma.
De resto não é política!
São apenas projetos engavetados após as eleições.
respeitando todos os povos e raças.
Não quero mais saber da política que não é libertação.
Marcia Kraemer
sexta-feira, setembro 10, 2010
DEDICATÓRIA
Dedico a você este espaço virtual.
Você que passou em minha vida.
Você que está você que virá ou você que acabou de chegar.
Saiba que não foi não é e não será por acaso.
Cada qual na reciprocidade da vida, doa o que lhe é próprio.
As vezes enriquece-se a própria existência e a do outro
Com aquilo que dispomos em determinado momento a oferecer.
As vezes empobrece-se a própria existência e a do outro,
quando retemos sentimentos e palavras e engolimos a seco
o que deveria ser dito cruzando os braços diante daquilo que deveria ser feito.
Nenhum ser é capaz de oferecer ao outro algo do qual não possui.
E, exatamente por não possuir não tem para si.
Não se pode dar o que não se tem.
Não se pode ficar ilhado em seu próprio ícone.
Não se pode regatear o que se tem e perder oportunidades de construir novos conceitos sobre a vida, sobre os outros e por que não sobre você mesmo?
Poeticamente falando, podemos nos transformar assim em ilhas:
“Uma extensão de ternura cercada de gente por todos os lados”.
Entendeu o que significa criar novos conceitos?
Assim o poeta pode ser arqueiro, fazendo de cada verso uma flecha e na sua poética pretensão, o alvo é o seu coração, mas, fique tranqüilo, pois a poesia revela um novo conceito sobre golpe de flecha.
No conceito poético, flechada vira floreada.
E o ferimento faz dos sentimentos o mais profundo: o amor.
Ofereço então, não simplesmente um espaço virtual, mas um caminho, não meramente filosófico ou expletivo, mas, em conformidade com a vida na Expressão da Alma.
MarciaKraemer
quinta-feira, setembro 09, 2010
RESTAURAÇÃO
Restaurar, no sentido poético, é transformar o que é belo em mais belo, retirando as impurezas e o desgaste que o tempo provoca. Por isso amo restaurar, renovar, transformar. Assim é a vida.
Em breve estarei postando mais fotos das minhas restaurações em móveis e no meu próprio ser com novos textos. Sim porque, para restaurar objetos usamos lixas, pincéis, tinta, e muita dedicação, e para restaurar o próprio ser, parte-se de muita reflexão e coragem para retirar as impurezas.
Um abraço, logo estarei mais por aqui.
Muito obrigada pelas visitas.
Marcia Kraemer
Em breve estarei postando mais fotos das minhas restaurações em móveis e no meu próprio ser com novos textos. Sim porque, para restaurar objetos usamos lixas, pincéis, tinta, e muita dedicação, e para restaurar o próprio ser, parte-se de muita reflexão e coragem para retirar as impurezas.
Um abraço, logo estarei mais por aqui.
Muito obrigada pelas visitas.
Marcia Kraemer
quarta-feira, agosto 25, 2010
SER SOCIAL
O que é ser um ser social?
É oferecer o dia inteiro um sorriso para pessoas que você precisa conquistar para agregar a sua clientela?
É estar em um ônibus lotado e fazer de conta que não viu a senhora idosa de pé, pois você trabalhou o dia inteiro, pagou a passagem, enquanto que os idosos fazem turismo pela cidade?
É criar atritos com os colegas de trabalho para mostrar sua competência?
É julgar pela aparência?
É estar sendo filmado por toda parte, nas lojas, bancos, supermercados, na rua?
É ter direito a saúde, garantida por lei e morrer na fila de espera por atendimento?
É olhar como algo comum, até normal, um ser social revirando o lixo a procura de alimento?
O mundo tornou-se o que poderíamos chamar de macro jaula, que abriga estes seres sociais que habitam em sua maioria em micro jaulas. Sim, somos seres sociais, precisamos nos proteger uns dos outros. Inclusive, são inúmeros os modelos de micro jaulas. Podemos observá-las, nas janelas das casas, nos muros, nos carros, em qualquer lugar, principalmente nos bolsos interiores dos seres sociais, que permite a construção de uma escala de valores e importância em relação aos outros. Estamos a todo o momento sendo medidos com a mesma escala com que medimos. Isto porque nossas atitudes demonstram aos outro até que ponto poderão aproximar-se. Sendo que cada um determina o seu próprio limite, apesar de nem sempre respeita-lo, e quando isto ocorre automaticamente o limite do outro é invadido. Com isto, constatamos que, um ser só poderá ser social se conseguir socializar-se com seus próprios limites, isto é, consigo mesmo. Parte do “eu”, determinar e equilibrar a interação social. O maior erro que acomete os seres sociais é a certeza de que a maior falha sempre está no outro. É como aquela velha e sempre atual narrativa bíblica de Adão e Eva. Estamos sempre a caça do culpado, neste caso, Eva culpou a serpente, que por sua vez culpou Adão que sem mais alternativas culpou a Deus por ter feito a mulher. Outro personagem bíblico que leva a culpa pelas atrocidades cometidas entre os seres sociais é o demônio, também chamado de coisa ruim, encardido, capeta. O que não falta é opção no momento de apontar os culpados por tanta injustiça, temos os políticos corruptos, os policiais bandidos, os traficantes, os negligentes, os vagabundos, os espertinhos, os assaltantes, os pedófilos, enfim, assumir o próprio erro por aqui é um fato raro. E assim, vamos levando a vida, nos socializando, nos conformando, denunciando, reclamando, criticando, raramente, muito raramente mudando, a não ser de partido político, de emprego, de namorado (a), de carro, mas a postura continua a mesma, o hábito de socializar-se teoricamente, apenas com palavras pouco edificantes está longe da verdadeira prática que seres sociais que dividem o mesmo espaço, pelo qual entraram ao nascer e o deixarão ao morrer deveriam exercer.
Não pense o prezado leitor e a prezada leitora, que com este texto e no atual contexto pretendo aqui demonstrar qualquer tipo de descrença nos seres sociais, ao qual graças a Deus, fizemos parte. Pelo contrário, acredito que podemos ser melhores e criar oportunidades para que as mudanças ocorram antes que seja tarde demais, acredito ainda que o tempo é agora e que a hora é esta e que as grandes mudanças começam pelas pequenas atitudes. Cada um é capaz de fazer a diferença, porque ser social é uma questão de atitude!
Autora: Marcia Kraemer
É oferecer o dia inteiro um sorriso para pessoas que você precisa conquistar para agregar a sua clientela?
É estar em um ônibus lotado e fazer de conta que não viu a senhora idosa de pé, pois você trabalhou o dia inteiro, pagou a passagem, enquanto que os idosos fazem turismo pela cidade?
É criar atritos com os colegas de trabalho para mostrar sua competência?
É julgar pela aparência?
É estar sendo filmado por toda parte, nas lojas, bancos, supermercados, na rua?
É ter direito a saúde, garantida por lei e morrer na fila de espera por atendimento?
É olhar como algo comum, até normal, um ser social revirando o lixo a procura de alimento?
O mundo tornou-se o que poderíamos chamar de macro jaula, que abriga estes seres sociais que habitam em sua maioria em micro jaulas. Sim, somos seres sociais, precisamos nos proteger uns dos outros. Inclusive, são inúmeros os modelos de micro jaulas. Podemos observá-las, nas janelas das casas, nos muros, nos carros, em qualquer lugar, principalmente nos bolsos interiores dos seres sociais, que permite a construção de uma escala de valores e importância em relação aos outros. Estamos a todo o momento sendo medidos com a mesma escala com que medimos. Isto porque nossas atitudes demonstram aos outro até que ponto poderão aproximar-se. Sendo que cada um determina o seu próprio limite, apesar de nem sempre respeita-lo, e quando isto ocorre automaticamente o limite do outro é invadido. Com isto, constatamos que, um ser só poderá ser social se conseguir socializar-se com seus próprios limites, isto é, consigo mesmo. Parte do “eu”, determinar e equilibrar a interação social. O maior erro que acomete os seres sociais é a certeza de que a maior falha sempre está no outro. É como aquela velha e sempre atual narrativa bíblica de Adão e Eva. Estamos sempre a caça do culpado, neste caso, Eva culpou a serpente, que por sua vez culpou Adão que sem mais alternativas culpou a Deus por ter feito a mulher. Outro personagem bíblico que leva a culpa pelas atrocidades cometidas entre os seres sociais é o demônio, também chamado de coisa ruim, encardido, capeta. O que não falta é opção no momento de apontar os culpados por tanta injustiça, temos os políticos corruptos, os policiais bandidos, os traficantes, os negligentes, os vagabundos, os espertinhos, os assaltantes, os pedófilos, enfim, assumir o próprio erro por aqui é um fato raro. E assim, vamos levando a vida, nos socializando, nos conformando, denunciando, reclamando, criticando, raramente, muito raramente mudando, a não ser de partido político, de emprego, de namorado (a), de carro, mas a postura continua a mesma, o hábito de socializar-se teoricamente, apenas com palavras pouco edificantes está longe da verdadeira prática que seres sociais que dividem o mesmo espaço, pelo qual entraram ao nascer e o deixarão ao morrer deveriam exercer.
Não pense o prezado leitor e a prezada leitora, que com este texto e no atual contexto pretendo aqui demonstrar qualquer tipo de descrença nos seres sociais, ao qual graças a Deus, fizemos parte. Pelo contrário, acredito que podemos ser melhores e criar oportunidades para que as mudanças ocorram antes que seja tarde demais, acredito ainda que o tempo é agora e que a hora é esta e que as grandes mudanças começam pelas pequenas atitudes. Cada um é capaz de fazer a diferença, porque ser social é uma questão de atitude!
Autora: Marcia Kraemer
sexta-feira, julho 02, 2010
QUANDO
Quando minhas frases se referem a mim, nem tente entende-las, apenas lembre-se que eu também tenho sentimentos.
Quando em um poema que escrevi perceberes um fundo de melancolia e desesperança não o ignore, apenas o respeite porque foi escrito com a tinta escura da dor.
Quando uma crônica for pesada, com denúncias de crueldade, não a julgue, apenas reflita suas atitudes diante do mundo.
Quando encontrares nas entrelinhas de um conto algum fato relacionado com a minha vida não queira saber por que o deixei ali, apenas perceba em que parte dele uma parte da sua vida também se encaixa.
Quando encontrares uma de minhas memórias rabiscadas por aí não apague, mesmo que pra você possa parecer inútil e sem graça, apenas deixe-a de lado. Alguém mais sensível que você poderá encontrá-la.
Quando for julgada, que não seja pelos meus atos ou pela minha escrita, pelo simples fato de não querer sentir um calafrio percorrendo meu corpo pelos olhares desprovidos de discernimento.
Quando tentares entender minha alma poética, não encontrarás nada além do que já te foi revelado, o suficiente para que entendas que tenho um coração de carne igual ao seu.
Quando me perguntares por que escrevi isto ou aquilo, responderei que apenas escrevi sem a pretensão de que você goste ou não, entenda ou não, reflita ou não, pois me cabe apenas escrever. O que vier depois cabe somente a você.
Quando em todos despertar com clareza que não busco fama, meus escritos correrão o mundo clamando pela edificação humana.
Quando meu clamor ecoar no deserto das almas adormecidas, terei concluído minha missão e em meio à multidão despertada verei vida onde não existia, verei amor onde não havia e verei, enfim, a possibilidade de abrir novos caminhos agora já sem pedras e sem espinhos.
Por: Márcia Kraemer
Quando em um poema que escrevi perceberes um fundo de melancolia e desesperança não o ignore, apenas o respeite porque foi escrito com a tinta escura da dor.
Quando uma crônica for pesada, com denúncias de crueldade, não a julgue, apenas reflita suas atitudes diante do mundo.
Quando encontrares nas entrelinhas de um conto algum fato relacionado com a minha vida não queira saber por que o deixei ali, apenas perceba em que parte dele uma parte da sua vida também se encaixa.
Quando encontrares uma de minhas memórias rabiscadas por aí não apague, mesmo que pra você possa parecer inútil e sem graça, apenas deixe-a de lado. Alguém mais sensível que você poderá encontrá-la.
Quando for julgada, que não seja pelos meus atos ou pela minha escrita, pelo simples fato de não querer sentir um calafrio percorrendo meu corpo pelos olhares desprovidos de discernimento.
Quando tentares entender minha alma poética, não encontrarás nada além do que já te foi revelado, o suficiente para que entendas que tenho um coração de carne igual ao seu.
Quando me perguntares por que escrevi isto ou aquilo, responderei que apenas escrevi sem a pretensão de que você goste ou não, entenda ou não, reflita ou não, pois me cabe apenas escrever. O que vier depois cabe somente a você.
Quando em todos despertar com clareza que não busco fama, meus escritos correrão o mundo clamando pela edificação humana.
Quando meu clamor ecoar no deserto das almas adormecidas, terei concluído minha missão e em meio à multidão despertada verei vida onde não existia, verei amor onde não havia e verei, enfim, a possibilidade de abrir novos caminhos agora já sem pedras e sem espinhos.
Por: Márcia Kraemer
















